Trabalhos da Escola de Enfermagem são reconhecidos como destaque na Semana do Conhecimento 2026


A Escola de Enfermagem da UFMG teve cinco trabalhos de estudantes (autores e coautores) e professores (orientadores) reconhecidos como destaque na Semana do Conhecimento UFMG 2026. Em cerimônia realizada no auditório da Reitoria nesta sexta-feira, 23 de outubro, e transmitida pelo YouTube, os selecionados receberam o prêmio e foram celebrados pela comunidade. Na ocasião, os vencedores foram agraciados com um troféu sustentável, produzido com madeira reaproveitada da poda das árvores do campus Pampulha.

Estudantes e professores da EEUFMG premiados na Semana do Conhecimento 2026

No 29º Encontro de Extensão, o destaque foi para os projetos: “Ações educativas na Rede de Atenção à Saúde: estratégias para a promoção do autocuidado em diferentes ciclos de vida”, apresentado pela aluna Izabela Maria Souza Pardinho, sob orientação da professora Alexandra Dias Moreira e o trabalho “Leitura é Saúde: biblioteca itinerante e presença digital como estratégias de humanização e promoção da saúde”, apresentado pela aluna Jhenifer Thamyres Santos Lima Barboza e orientado pela professora Karla Rona da Silva.

Na 35ª Semana de Iniciação Científica e 35ª Semana de Iniciação Científica – Projetos Tecnológicos, o destaque foi para os trabalhos: “Efeito da restrição calórica sobre a microarquitetura óssea e marcadores de senescência”, apresentado pela aluna Alina Mara Carvalho Pedrosa Santos e orientado pela professora Marina Chaves de Oliveira e “Aminoácidos de cadeia ramificada como biomarcadores para detecção da resistência à insulina e sua correlação com marcadores imunológicos”, apresentado pela estudante Helena Lombardi Parente de Barros, sob orientação da professora Tatiani Uceli Maioli.

Na 30ª Semana da Graduação, foi premiado o trabalho “Integração e inovação didático-metodológicas nos processos de ensino-aprendizagem na gestão em saúde”, por meio do Programa de Monitoria da Graduação do Departamento de Gestão em Saúde, sob orientação da professora Mery Natali Silva Abreu. Foi apresentado pela aluna Gisele Alves Lima do curso de Gestão de Serviços de Saúde.

A Semana do Conhecimento UFMG 2026 sediou diversos eventos de apresentação de trabalhos, que contemplaram, somados, múltiplas entradas para o mundo do conhecimento, como a pesquisa, a extensão, a graduação, os recursos humanos, as relações internacionais e o campo da acessibilidade e da inclusão. Neste ano, 3.387 trabalhos foram inscritos e apresentados pela comunidade universitária durante o evento.

Mulheres na ciência (ou onde mais elas queiram estar)
Em sua fala aos presentes, a vice-reitora Alamanda Kfoury celebrou o sucesso da primeira Semana do Conhecimento realizada sob a atual gestão. “Foram dias de muitos encontros, muitas apresentações, dias de debates e de trocas que nos permitiram conhecer melhor a grande riqueza da nossa Universidade”, ela disse. Para Alamanda, o evento serviu para inspirar a reflexão sobre “os caminhos que precisamos continuar abrindo para que a ciência seja cada vez mais plural, inclusiva, comprometida com a transformação da sociedade e acolhedora – em especial, com as mulheres”.

Alamanda: igualdade de condições de participação

A fala da vice-reitora evocou o tema da Semana do Conhecimento deste ano, Mulheres na ciência: trajetórias que inspiram, conhecimento que transforma. “Este tema nos mobilizou de uma maneira muito especial”, destacou a vice-reitora, lembrando a necessidade de garantir que a mulher brasileira possa exercer todo o seu potencial não apenas como cientista, acadêmica e professora, mas em qualque função que ela queira. “Precisamos garantir que meninas e mulheres possam escolher seus caminhos sem que suas possibilidades sejam limitadas por preconceitos e expectativas que não correspondem às suas capacidades”, demarcou.

Para Alamanda, é nesse contexto que as políticas de equidade de gênero assumem uma importância decisiva. “Não basta afirmar que todas as pessoas têm a mesma oportunidade, se as condições concretas de participação continuam desiguais”, demarcou.

Fernando Reis lembrou que, desde os primórdios da história do pensamento humano, sempre houve cientistas e pensadores que, ao proporem teorias fora do pensamento dominante, que mudariam para sempre nossa percepção do mundo e do universo, foram severamente perseguidos e punidos pelos governos teocráticos e autocráticos de suas épocas. “Isso ocorreu também no século 20, em que cientistas brilhantes tiveram suas carreiras abreviadas e profundamente prejudicadas por governos totalitários”, destacou. O pró-reitor demarcou uma constante nesses casos: o fato de que isso sempre ocorreu “por governos que desrespeitaram a democracia, que assumiram [o poder] por meio do voto democrático e, em seguida, viraram a mesa”.

Ao mencionar esses casos, Fernando Reis exibiu uma fotografia que reuniu vários dos maiores cientistas alemães do início do século 20, entre os quais estava Albert Einstein. A fotografia é de 1921, véspera do ano em que o fascismo de Benito Mussolini tomou posse na Itália, período em que o Partido Nazista de Adolf Hitler ascendia na Alemanha, para que em pouco mais de uma década conseguisse tomar o poder. “Conhecemos a história: nos anos que se seguiram, houve uma perseguição implacável contra essas mentes que vemos na foto”, lembrou, citando também o caso da União Soviética de Josef Stalin, que também perseguiu implacavelmente suas mentes pensantes.

O professor encerrou lembrando que existe uma correlação clara e estabelecida entre democracia e ciência: historicamente, quanto mais produção científica ocorre em um determinado contexto nacional, mais democrático esse contexto é, e quanto mais democrático ele é, mais produção científica tem origem origem. “Tudo isso prova que nós, que nos dedicamos à ciência, devemos muito à liberdade e à democracia”, disse.

Comunidade prestigiou em peso a festa de premiação e encerramento da Semana do Conhecimento

(Com Cenrto de Comunicação da UFMG)


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