Professora da Universidade Nacional de Assunção realiza intercâmbio docente na Escola de Enfermagem da UFMG


A diretora da EEUFMG, professora Sônia Soares, a professora Lourdes Garcete, a vice-diretora Simone Cardoso e a professora Rafaela Schreck

A Escola de Enfermagem da UFMG recebeu, entre os dias 16 e 22 de agosto, a professora Lourdes Bento Garcete, da Faculdade de Enfermagem e Obstetrícia da Universidade Nacional de Assunção (UNA), no Paraguai. A visita integrou a Escala Docente AUGM 2026, iniciativa de mobilidade acadêmica promovida pela Diretoria de Relações Internacionais da UFMG (DRI), a partir da parceria entre a UFMG e a Associação de Universidades do Grupo Montevidéu (AUGM). O programa promove o intercâmbio de docentes e pesquisadores de diferentes países, com o objetivo de estimular o início ou o aprofundamento de relações duradouras entre as instituições participantes e fortalecer os vínculos acadêmicos.

A professora Rafaela Siqueira Costa Schreck, do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública, foi a professora-anfitriã do Programa, responsável por acompanhar a intercambista durante as atividades de ensino, extensão e visitas guiadas. Segundo ela, a mobilidade internacional é uma importante forma de ampliar conhecimentos, aprofundar outras realidades de formação e estabelecer parcerias entre as instituições para expandir as linhas de pesquisa na graduação e pós-graduação. “Tivemos uma semana muito produtiva, com visitas nos campos de atuação vinculados à universidade, onde nossos estudantes e residentes de enfermagem obstétrica exercem práticas de ensino e formação. A professora Lourdes teve a oportunidade de conhecer projetos de extensão da Escola de Enfermagem que reafirmam o nosso compromisso enquanto instituição formadora associada à comunidade, prestando serviços durante o processo de formação dos nossos estudantes. Ficamos muito felizes e honrados com a visita”.

Experiência enriquecedora
Iniciando as atividades no Brasil, a professora Lourdes Garcette ministrou a aula aberta “A instituição e a formação de enfermeiros para atenção à saúde da mulher no Paraguai” , no dia 18 de agosto. O evento, que reuniu docentes e estudantes no auditório Maria Sinno da Escola de Enfermagem, explorou as características institucionais da UNA, a atuação da enfermagem no Paraguai e o papel dos profissionais de saúde no acompanhamento da gestação. “É muito importante que a gestante tenha plena confiança nos profissionais, para que possa se abrir com eles e acompanhar o processo desde a concepção, passando pelo desenvolvimento, até o nascimento. Isso é fundamental e só é alcançado por meio da educação e da nossa atuação junto à população via projetos de extensão universitária, um dos pilares do ensino superior que nos conecta diretamente com a comunidade”, destacou.

A pesquisadora intercambista também participou do evento de extensão “Agosto Dourado: educação em saúde, apoio e incentivo ao aleitamento materno”, realizada por professores e estudantes da Escola de Enfermagem da UFMG, em parceria com o Ambulatório Jenny de Andrade Faria e o Banco de Leite do Hospital das Clínicas da UFMG. A iniciativa promove um espaço de diálogo e reflexão sobre a importância do apoio social na amamentação para estudantes, profissionais de saúde, gestantes, puérperas e famílias. “Conhecer o Hospital das Clínicas da UFMG sob a perspectiva da amamentação foi uma excelente oportunidade. Entrevistamos as gestantes ali presentes para compreender se, durante as suas primeiras gestações, haviam amamentado corretamente. Surpreendentemente, elas já conheciam as propriedades nutritivas do leite materno e os métodos de coleta, preparo e armazenamento do leite, o que demonstra resultados positivos acerca da educação materna no Brasil”, relatou a professora.

Visita no LabSim Enfermagem

Além disso, ela conheceu as maternidades dos hospitais Hospital Sofia Feldman, Hospital Risoleta Tolentino Neves, esteve no Centro de Saúde Padre Fernando de Melo, acompanhando professores em campo de estágio em atividade sobre consulta de saúde sexual reprodutiva e outras atividades da graduação em enfermagem, residência em enfermagem obstétrica e da Rede Alyne.

A professora Lourdes Garcette fez um balanço positivo da visita e afirmou que levará para sua instituição diversos ensinamentos estruturantes para a enfermagem e a obstetrícia. Entre os aspectos que mais chamaram sua atenção, destacou o modelo de assistência à saúde da mulher adotado no Brasil. “Foi realmente uma experiência muito enriquecedora conhecer o modelo de assistência à saúde da mulher implementado no país, tanto no âmbito hospitalar quanto no comunitário. Ao observar o atendimento às mulheres, especialmente no que se refere ao acompanhamento pré-concepcional e a métodos de planejamento familiar, percebi que o modelo implementado em seus hospitais é de extrema importância, e eu gostaria de replicá-lo em meu país e, sobretudo, em minha instituição, por meio de projetos universitários. E o que mais me encanta é que esses serviços são gratuitos.”


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