Na última terça-feira (27), alunos do 6º período do curso de graduação em Enfermagem participaram do Exame Clínico Objetivo Estruturado (OSCE), realizado pela segunda vez na Escola de Enfermagem da UFMG. A atividade avaliativa integrou a disciplina de Enfermagem Clínica e Cirúrgica, sob coordenação da professora Aldenora Laísa Paiva de Carvalho Cordeiro, do Departamento de Enfermagem Básica, e foi desenvolvida em três subestações de atendimento no Laboratório de Treino de Habilidades e Simulação Clínica (LabSim), que contemplaram as áreas de enfermagem clínica, perioperatória e cirúrgica.

A professora Aldenora explica que o OSCE consiste em uma atividade avaliativa que por meio de estações simuladas promove uma experiência prática de atendimento clínico aos alunos, contribuindo para o desenvolvimento de competência na formação em saúde. “Os nossos estudantes passam por três estações práticas que simulam situações reais do cotidiano profissional e que permitem avaliar o conhecimento, a habilidade e atitude dos alunos. O maior diferencial dessa experiência avaliativa é o seu valor formativo para o aprendizado, pois, a cada etapa, os alunos recebem um feedback imediato por parte dos professores”. Ela finalizou dizendo que as avaliações dos estudantes e o debriefing entre os docentes da disciplina após a realização do OSCE, contribuem para que as próximas edições sejam aprimoradas.
Aprendizagem em simulações clínicas e com o OSCE
A estudante de enfermagem Maria Eduarda Cares considerou a simulação prática como uma ferramenta valiosa de aprendizagem e preparação profissional. “É importante trazer essas atividades para que tenhamos mais contato com a prática, o que fortalece a nossa confiança e nos dá maior segurança para atuar no atendimento. Considero a simulação muito enriquecedora, porque o direcionamento, o contexto e as avaliações que recebemos nos ajudaram a perceber o que deveria ser feito e de qual maneira. Participar da OSCE me ajudou a me preparar para o estágio profissional que estou fazendo.”
Para a aluna Júlia Matos Martins, também do curso de enfermagem, a atividade aproxima os estudantes da dinâmica real de atendimento ao paciente e desenvolve a tomada de decisão. “Eu acredito que o OSCE realmente contribuiu para a nossa atuação profissional, porque, diferentemente de outras práticas em que o raciocínio é interrompido durante o processo, aqui podemos ver a evolução do paciente de forma contínua, sendo para melhora ou para piora do quadro clínico. Portanto, a construção do nosso raciocínio, passando pela questão do diagnóstico, da implementação de procedimentos e da maneira como devemos agir, se torna mais fluida e natural.”
