Técnicas profissionais na urgência e emergência são discutidas no V Seminário de assistência ao paciente crítico


Estudantes, professores e profissionais de saúde se reuniram na última quarta-feira, 20, no V Seminário de Assistência ao Paciente Crítico para discutir os desafios da tomada de decisão em contextos de emergência e as perspectivas de cuidado humanizado e multiprofissional. Organizada pelos alunos da disciplina “Assistência ao Paciente Crítico”, do curso de Enfermagem, sob coordenação das professoras Allana dos Reis Corrêa e Elen Cristiane Gandra, do Departamento de Enfermagem Básica, a atividade contou com apresentações da enfermeira do SAMU-BH Daniela Morais; a enfermeira Fernanda Coura, doutoranda da Escola de Enfermagem da UFMG; e a enfermeira Paula Assunção, professora de Enfermagem na Fundação Unimed e professora voluntária na Residência Multiprofissional em Oncologia do Hospital São Francisco.

Durante a abertura do evento, a professora Allana parabenizou o comprometimento dos estudantes que atuaram na organização do seminário e destacou a importância de fortalecer a integração entre formação acadêmica e prática profissional. “O seminário final da disciplina é aberto à comunidade acadêmica, porque entendemos que a urgência é um conteúdo presente em nossas vidas desde o primeiro engasgo com o leite materno, ainda na infância, e diz respeito a todos nós profissionais de saúde.”

V Seminário de Assistência ao Paciente Crítico

Na palestra “Incidentes de múltiplas vítimas (IMV)”, a enfermeira Daniela Morais relatou experiências de sua vivência como emergencista do SAMU-BH e destacou o impacto significativo dos IMV na saúde global. “Os incidentes de múltiplas vítimas, caracterizados pela lesão simultânea de cinco ou mais pessoas em um único evento, representam um impacto sistêmico para os centros de emergência. Com a adoção de protocolos operacionais eficazes, que prezam pela qualidade técnica de atendimento e atuação multiprofissional, podemos nos preparar para possíveis incidentes.”

Com o tema “Pacientes não identificados na urgência e emergência”, a palestrante Fernanda Coura abordou o cenário das pessoas que são atendidas sem documentação na emergência, um problema que necessita de maior destaque, segundo ela. “Quando um paciente entra sem identificação na urgência e emergência, não é apenas o nome que é perdido. Toda a história, as alergias, doenças ou comorbidades prévias não podem ser acessadas pela equipe de saúde, e o paciente passa a estar vulnerável a riscos e danos. Precisamos lutar para que esses pacientes sejam vistos e que exista uma padronização de reconhecimento.”

O público presente no seminário também aprendeu sobre novas abordagens de assistência e suporte que envolvem o cuidado com o paciente crítico. A palestra “Cuidados paliativos na emergência”, conduzida pela professora Paula Assunção, debateu a aplicação de técnicas especializadas no manejo da dor e suporte psicológico. “O cuidado paliativo tem como objetivo oferecer apoio familiar, melhorar a qualidade de vida e reduzir o sofrimento físico, emocional e espiritual do paciente crítico. Ele se inicia quando o quadro agudo já não apresenta possibilidade de reversão, onde medidas invasivas ou dolorosas não trazem perspectiva de cura ou reabilitação para o paciente e devem ser discutidas entre a família e a equipe de saúde.”


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