Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, por intermédio da Coordenação-Geral de Agricultura Urbana e Periurbana (CGAUP), do Departamento de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável (DESAU), da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN/MDS), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e apoio da Embrapa Hortaliças, divulgou nesta quarta-feira, 16 de outubro, o resultado das experiências classificadas na Chamada Pública referente ao mapeamento das experiências da agricultura urbana e periurbana nos serviços de saúde e assistência social.
O mapeamento das experiências foi realizado por meio do projeto intitulado “Estratégias de implementação e fortalecimento da Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil”, desenvolvido pela UFMG sob coordenação da professora Larissa Loures Mendes, do Departamento de Nutrição da EEUFMG que destaca a importância deste projeto. “O mapeamento dessas experiências é essencial para identificar e fortalecer práticas que já vêm sendo desenvolvidas em diferentes contextos, promovendo a integração entre saúde, assistência social e segurança alimentar e nutricional. A sistematização e divulgação desses projetos não apenas amplia a visibilidade das iniciativas locais, mas também contribui para o desenvolvimento de políticas públicas baseadas em evidências e para o estímulo à replicação dessas iniciativas em todo o Brasil.”
Projeto cria hortas urbanas medicinais no SUS
No total, foram recebidas 96 experiências, das quais 43 foram selecionadas. Elas serão publicadas em um e-book que será lançado em 2025. Entre elas, uma experiência do Distrito Federal é inspiração para outros órgãos de governo. Em 18 unidades de saúde, sendo 13 Unidades Básicas (UBS), é possível encontrar o projeto da Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (RHAMB), que agregam a integração da comunidade e a promoção de uma alimentação saudável. A ação é uma parceria no Sistema Único de Saúde (SUS), entre a Secretaria de Estado de Saúde do DF e a Fiocruz Brasília.
Segundo Ximena Moreno, co-criadora dos hortos, este é um dispositivo que permite uma sala de aula a céu aberto. “A educação à saúde que era feita dentro das unidades de saúde, todo mundo sentado em uma cadeira, uma coisa muito teórica, aqui passa a ser uma coisa prática, o fazer. A pessoa faz para depois sentir e depois entender que está fazendo uma reeducação alimentar e, dessa forma, ela vai entendendo também como esse pode ser um espaço seguro para compartilharem problemas de casa. Além da produção nos hortos, os usuários também levam para casa sementes e mudas para aprenderem a produzir o alimento lá”, relatou a médica veterinária, bolsista da Fiocruz.
