Na tarde da última sexta-feira, 4 de outubro, foi realizado na Escola de Enfermagem da UFMG o I Seminário sobre Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo (I SITE) com o objetivo de apontar os caminhos e percalços para a transformação da pesquisa em produto de interesse mercadológico e mostrar a possibilidade de se tornar um empreendedor dentro e fora do meio acadêmico.
O evento, coordenado pelas professoras Luciana Regina Ferreira da Mata e Sônia Maria Soares, contou com a participação de Camila Dutra e Marília Araújo, da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica da UFMG (CTIT/UFMG) e do presidente executivo da federação mineira de empresas juniores (FEJEMG), Breno Souza Xavier.
A diretora Sônia Soares destacou a importância da realização de discussões sobre este tema na EEUFMG. “Devemos dar destaque às nossas ideias que geram conhecimentos, produtos, que, no entanto, muitas vezes ficam conectados com os nossos grupos, com aqueles artigos que produzimos, então é com esse processo que começamos a nos lançar aqui da Escola, por isso destacamos a importância dessa discussão”.
Abertura do evento com a diretora Sônia Soares e a professora Luciana da Mata
A professora Luciana da Mata, coordenadora da equipe de pesquisa relacionada ao aplicativo IUProst® versão 2.0, destinado a homens que apresentam incontinência urinária após a cirurgia de retirada da próstata, que recentemente foi vencedor do Prêmio Veja Saúde Oncoclínicas de Inovação Médica, destacou que essa demanda do evento surgiu da diretoria, pensando no potencial para projetar essa perspectiva de inovação, tecnologia e empreendedorismo dentro da Escola de Enfermagem. “O nosso olhar tem um grande foco também nos alunos de graduação, nas Empresas Juniores, temos muito potencial e não podemos negligenciar esse olhar. Nossos projetos de pesquisa e extensão também podem ter grande potencialidade de mercado e precisamos saber reconhecer as oportunidades da academia no empreendedorismo”.
Após a abertura, Camila Dutra, Analista de Alianças Estratégicas da CTIT UFMG, ministrou a primeira palestra sobre interações para inovações na UFMG. Ela apresentou de forma ampla a CTIT, comentou o uso dos PDI’s e o uso de instrumentos jurídicos. “Nós buscamos parceiros estratégicos para estar próximo da universidade e dos pesquisadores, então a partir do momento que um pesquisador desenvolve uma tecnologia, nós buscamos empresas de segmentos interessados e fazemos aproximação dos dois, tentamos pontos em comuns, sinergias para desenvolvimento tecnológico e celebramos o acordo de parceria para plano de desenvolvimento”, explicou Camila.
Camila Dutra abordou as interações para inovação na UFMG
Na pauta empreendedorismo científico: desafios para levar a pesquisa ao mercado, Marília Araújo, líder de incubação da INOVA no CTIT, destacou o que é o programa de incubação INOVA e como ele soma aos projetos da comunidade. “Nós somos responsáveis por apoiar e dar suporte aos empreendedores da comunidade UFMG que podem ser professor, aluno, técnico-administrativos que têm esse ímpeto de ter um próprio negócio. A universidade é uma instituição que tem alguns instrumentos jurídicos, temos uma política de inovação que favorece aos professores e estudantes abrirem a sua empresa, condicionam um ambiente para ele realmente ser esse promotor de inovação, então enquanto legislação a gente está amparado em que esses empreendedores possam realmente levar as tecnologias que ele desenvolve aqui dentro para o mercado”, enfatizou.
Breno Xavier, presidente da FEJEMG, ministrou o tema: Empreendedorismo na universidade e o impacto no ecossistema e afirmou que o objetivo foi mostrar como é possível ambientar um aluno além da questão de ensino, pensar uma oportunidade de conseguir inserir o aluno nessa parte do mercado de trabalho ainda na graduação. “Temos projetos voltados para prestação dos serviços. Existem empresas de enfermagem hoje que estão faturando mais de 30 mil reais, são pessoas de 19, 20 anos que estão conseguindo se inserir no mercado e por meio dessas oportunidades. É importante entender como que o empreendedorismo está atuando em cima do protagonismo jovem para conseguirmos gerar esse retorno para a sociedade”, concluiu Breno.
