Reunião ampliada da congregação com a reitora e pró-reitores de graduação discute processo seletivo seriado


Na tarde desta quinta-feira, 3 de outubro, professores, servidores técnico-administrativos e estudantes da Escola de Enfermagem da UFMG participaram de reunião ampliada da Egrégia Congregação com a presença da reitora da universidade Sandra Regina Goulart Almeida, do pró-reitor de graduação, Bruno Otávio Soares Teixeira e da pró-reitora adjunta de graduação Maria José Batista Pinto Flores, para discutir sobre os encaminhamentos do processo seletivo de avaliação seriada para ingresso nos cursos de graduação da UFMG.

Da esquerda para direita: as professoras Simone Cardoso e Sônia Soares, diretoras da EEUFMG, a reitora Sandra Goulart, o pró-reitor de Graduação, Bruno Teixeira e a pró-reitora adjunta de Graduação Maria José Flores

O processo consiste na aplicação de exames durante três anos seguidos  ‒ por isso o termo “seriado”  ‒, de modo que o ingresso do candidato se dê pela soma da nota obtida nessas três provas, que, inclusive, poderão ter pesos percentuais diferentes. Na maioria dos casos, a aplicação dos exames coincide com os três anos do ensino médio, mas a intenção da UFMG, caso a proposta seja aprovada, é também aceitar candidatos fora desse universo, como os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e as pessoas que concluíram o ensino médio há mais tempo.  A ideia é que esse novo processo coexista com a seleção atual, que ocorre via Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e Sistema de Seleção Unificada (Sisu); assim, um determinado percentual das vagas disponíveis, ainda a ser definido, seria destinado ao processo seletivo seriado, e o restante seguiria preenchido pelo modelo Enem/Sisu. Ambos os processos seguirão respeitando integralmente a Lei de Cotas.

As discussões durante a reunião passaram pela motivação do processo, ampliação de oportunidades, ações de integração a outros municípios, logística e operacionalização. “Sei que a audiência pública sobre este assunto realizada aqui no Campus Saúde em novembro do ano passado contou com a participação da comunidade acadêmica, essa reunião na Escola de Enfermagem é mais uma oportunidade importante para discutirmos sobre esse processo seletivo seriado na universidade. Eu, Bruno e a Maria Flores estamos aqui para falar como surgiu essa reflexão e como estamos observando essa questão no âmbito nacional”, destacou a reitora Sandra Goulart. 

A comunidade acadêmica da EEUFMG teve a oportunidade de esclarecer as dúvidas sobre o processo seletivo seriado

Ela afirmou, ainda, que a implementação deste processo seletivo é uma forma adicional de ingresso nos cursos de graduação, que não há discussões sobre deixar o SISU e que as ações são pensadas para ampliar a oportunidade de acesso à UFMG. “Como reitora eu digo que precisamos avaliar o modelo, já existem estudos que provam que esses processos têm promovido a inclusão”, concluiu a reitora. 

O pró-reitor Bruno Teixeira ressaltou também a exponencial movimentação de outras universidades para a independência do SISU na criação de seus próprios processos seletivos. Ele pontuou que em Minas Gerais a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES) e mais recentemente a Universidade Federal de Viçosa (UFV) já realizam o processo seletivo seriado. 

A pró-reitora adjunta Maria Flores ressaltou que vários elementos de informação podem funcionar em conjunto com as escolas da educação básica. “É importante que tenhamos uma comunicação mais próxima com essas escolas, os projetos de extensão e de pesquisa são canais fundamentais para isso, tanto no aspecto informativo, sobre o processo seletivo, quanto educativo para que os estudantes percebam os benefícios de estar em uma universidade pública”.

 


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