UFMG homenageia ex-alunos de destaque e abre comemorações de seu centenário


Um grupo de 24 ex-alunos receberam, nesta quinta-feira, 5,  no auditório da Reitoria, no campus Pampulha, a Medalha de Honra UFMG, no âmbito das comemorações dos 97 anos da Universidade, a serem completados neste sábado, dia 7 de setembro. Com a distinção, a Universidade homenageia, a cada quatro anos, egressos e egressas que ofereceram contribuições particularmente relevantes à sociedade e à Universidade e se tornaram referências nas áreas em que atuam. 

A outorga se dá sempre por proposição das unidades acadêmicas originárias de cada homenageado e por indicações da Reitoria. A indicada da Escola de Enfermagem da UFMG foi a enfermeira Lírica Salluz Mattos Pereira, servidora pública e atualmente diretora de Gestão da Integralidade do Cuidado da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, atua implementando ações abrangentes para todas as pessoas ao longo de seu ciclo de vida, com foco na atenção primária em saúde. Como diretora de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), fez aumentar significativamente o número de leitos de saúde mental em hospitais gerais, o que fortaleceu a Rede de Atenção Psicossocial do estado. Defendeu ativamente o financiamento do SUS e políticas antimanicomiais, tornando-se referência técnica na saúde mental.  Ela enfatizou sobre a honra de receber essa medalha. “A UFMG é uma instituição de excelência e sou extremamente feliz por ter concluído minha graduação e mestrado na Escola de Enfermagem que teve um papel fundamental na minha formação e também na minha área de atuação.  Me recordo que desde o primeiro período estudamos toda a parte assistencial da enfermagem que envolve a saúde física, mental com uma visão integral pautada nos determinantes sociais de saúde. E desde o início somos inseridos nas discussões sobre as políticas de saúde considerando os ciclos de vida, as especificidades de mulheres e homens. Isso foi de suma importância no desenvolvimento do meu trabalho na gestão . Tive mestres incríveis e sempre vou me recordar do apoio e atenção de cada um deles, mantenho meu compromisso de aprender sempre e contribuir com as políticas de saúde pautada no conhecimento que adquiri na escola”.

Professora Sônia Soares, diretora da EEUFMG, a reitora Sandra Goulart, a servidora pública Lírica Pereira, indicada pela Unidade e o vice-reitor Alessandro Moreira. Foto: Jebs Lima|UFMG

“De fato, os ex-alunos e as ex-alunas que hoje homenageamos nos inspiram como modelos e exemplos de altivez e compromisso ético e cidadão com a sociedade brasileira e com nosso país”, acrescentou a reitoria Sandra Regina Goulart Almeida, ao saudar os agraciados na mesa composta pelo vice-reitor, Alessandro Fernandes Moreira, os reitores Ronaldo Pena (gestão 2006-2010) e Ana Lúcia Gazzola (gestão 2002-2006) e a diretora de Relações Institucionais, Zélia Lobato, professora da Escola de Veterinária. Além da outorga das medalhas e da celebração dos 97 anos da UFMG, o evento estabeleceu a pedra fundamental das comemorações do centenário da UFMG, que será completado em 7 de setembro de 2027. “A UFMG caminha para o seu centenário comprometida com o projeto de um país mais equânime, democrático e justo e de um Estado e uma cidade que reconhece a importância do conhecimento e da ciência”, salientou Sandra.

UFMG: uma jovem a caminho dos cem anos
Motivada pelo aniversário de 97 anos da Universidade e pelo início dos preparativos para a festa do centenário, Sandra Goulart rememorou as origens da universidade brasileira em seu discurso. Ela destacou que, em comparação com outros países, a instituição é relativamente recente no Brasil: remonta apenas ao início do século 20, com seus germes no Paraná (1912), no Amazonas (1913) e no Rio de Janeiro (1920). Em Minas Gerais, especificamente, lembrou a reitora, o advento da universidade remonta à Conjuração Mineira, quando, em 1789, “os inconfidentes já acalentavam o sonho de fundar uma universidade”. Esse sonho ganhou materialidade em 7 de setembro de 1927, com a criação da UFMG, então UMG.

“Qualquer projeto de nação soberana está condicionado à existência de universidades fortes, autônomas e geradoras de conhecimento de ponta, e nossos inconfidentes, atentos às experiências do mundo à época, tinham clareza dessa necessidade”, demarcou a reitora. “O objetivo era promover a convergência e a justaposição de projetos simbióticos: o de um Brasil livre, de um estado que preza o conhecimento científico, de uma cidade acolhedora do saber e o de uma universidade autônoma”, destacou. Disso resultou a UFMG, “uma das melhores universidades do Brasil e da América Latina, comprometida com os ideais democráticos e republicanos.”

Sandra também chamou atenção para uma característica da UFMG que, no seu entendimento, “se traduz no ethos que a define e que se molda aos seus anseios originários por renovação e transformação”: o modo como a universidade alia grandeza e humildade, altivez e coerência. “Grandeza e humildade de reconhecer que somos necessários e relevantes e, ao mesmo tempo, partes de um todo. Grandeza e humildade da transcendência de um legado, que envolve milhares de pessoas que contribuíram para a construção do que hoje é a UFMG, como os nossos ex-alunos e ex-alunas homenageados. Por sua vez, altivez e coerência para colocar o interesse e o bem da Instituição acima de crenças e desejos individuais”, pontuou.

A reitora também falou sobre o que se projeta para o futuro da Universidade sob a perspectiva da completude dos seus 100 primeiros anos. “No futuro da UFMG, vislumbra-se a expansão da produção do conhecimento científico, tecnológico, artístico e cultural aqui produzido, a articulação com outros saberes e a contínua interação com a sociedade e com as cidades nas quais ela está firmemente inserida”, pontou. “De nossa parte, no momento em que as cidades se preparam para escolher seus novos gestores municipais e seus representantes, reforçamos o compromisso com uma cidade sustentável e capaz de promover a harmonia entre os interesses econômicos, o respeito à educação e à ciência, o cuidado com as pessoas e os animais, os anseios de sua população e a defesa dos valores éticos que moldaram a história desta Instituição em seus quase cem anos de vida”, finalizou.

Este catálogo traz a lista dos homenageados e uma resumida biografia profissional de cada um deles.(Com Centro de Comunicação da UFMG)


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