Representantes de 25 municípios da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte, Minas Gerais, estiveram reunidos nesta quinta-feira, 5 de setembro, para a oficina de monitoramento do projeto de aumento de coberturas vacinais em crianças e adolescentes de MG. A atividade, realizada no Auditório da Escola de Saúde Pública, foi organizada pelos pesquisadores do Observatório de Pesquisa e Estudos em Vacinação da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (OPESV-EEUFMG), sob coordenação da Professora Fernanda Penido, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais.
O evento, que está na sua 9ª edição e já percorreu neste ano de 2024 os municípios de Passos, São João del-Rei, Barbacena, Governador Valadares, Ituiutaba, Coronel Fabriciano, Divinópolis e Leopoldina, objetiva: discutir sobre os indicadores e corrigir eventuais dificuldades; compreender as principais dificuldades de preenchimento da planilha de monitoramento e da execução das ações; compartilhar experiências exitosas; estreitar o vínculo entre nível central da SES, regional, municípios e a universidade; e explicitar os avanços do projeto em relação à cobertura vacinal.
Explicação dos objetivos do monitoramento com os pesquisadores do OPESV Fernanda Penido e Thales Philipe
A professora Fernanda Penido Matozinhos, líder do OPESV, enfatizou que este monitoramento é uma etapa importante do projeto de aumento das coberturas vacinais. “Nós fazemos um monitoramento dos planos de intervenção desses municípios trimestralmente, e é um momento muito importante para a troca de experiências, para avaliação dos indicadores, esclarecimento de dúvidas e apoio nas dificuldades. Nesta fase de monitoramento conseguimos, também, acompanhar melhor os municípios na execução dos seus planos de intervenção e estreitar o vínculo entre o nível central da Secretaria de Estado de Saúde e a universidade”.
Ela lembra, ainda, que os nossos resultados preliminares dos adolescentes também mostram uma melhora importante nos indicadores e, até mesmo, nas coberturas vacinais. “Os resultados preliminares já nos deixam muito felizes em constatar que, desde a oficina, até o momento de monitoramento, esses planos têm sido muito bem executados pelos municípios”, concluiu.
Juliana Moreira Pires, coordenadora de imunização do município de Igarapé avaliou positivamente a oficina de monitoramento. “Gostei muito de participar. Principalmente por ser presencial, que é onde podemos esclarecer melhor as dúvidas, além de ser mais didático, e esclarecedor. É extremamente importante essa troca de informações, ideias e experiências entre os municípios, nos faz refletir sobre o que estamos fazendo certo, e o que fazendo de errado e tentar melhorar, levar ideias boas, novas para o município”.
A referência técnica da sala de imunização e saúde do trabalhador do município de Moeda, Priscila Graziele Fernandes de Oliveira, pontuou que este monitoramento é de suma importância não somente para os municípios, mas para todo o estado. “Atualmente há algumas doenças que já estavam erradicadas voltando, então é importante que todas as faixas etárias entendam a importância da vacinação. Essa oficina é necessária para a continuidade, estamos levando informações e aprendizados para os municípios, até mesmo de ter algumas mudanças para ajudar a melhorar esse aumento da cobertura vacinal”, enfatizou.
Durante o evento, os participantes compartilharam experiências e esclareceram dúvidas
No que diz respeito às experiências exitosas, Suemi Pampulini Osawa, referência técnica de Brumadinho, afirmou que realizam ações de vacinação nas escolas no município em parceria com a Secretaria de Educação. “Na fase das crianças, nós fomos em 18 escolas de educação infantil, 14 na zona rural e quatro na área urbana, e encontramos vários cartões em atraso, com isso, nós conseguimos atualizar. Os pais que não autorizaram a vacinação na escola, nós encaminhamos bilhetes com notificação. Esse planejamento já existe também para abordagem do adolescente”.
