Promover a pausa laboral, autocuidado e melhor qualidade de vida no trabalho, em uma sala de bem-estar que oferece aos trabalhadores do Hospital das Clínicas da UFMG/Ebserh, durante o plantão, uma experiência de relaxamento com aromas de lavanda, chás, água saborizada e música. Este é o objetivo do projeto de extensão “Cuidadores que Cuidam de Cuidadores”, da Escola de Enfermagem da UFMG.
Vinculado ao programa Laboratório de Gestão de Pessoas (LAGEPE), o projeto de extensão coordenado pela professora Carla Aparecida Spagnol, do Departamento de Enfermagem Aplicada, conta com a sala de bem-estar uma vez por semana as quintas ou sextas-feiras, entre 14h e 17h30. Acolhe enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem, secretários, médicos, auxiliares de cozinha e acadêmicos de enfermagem, nas unidades de internação e nos ambulatórios do Hospital. “É um espaço organizado itinerante, que se desloca pelas unidades atendendo diversos setores, com móveis e materiais que possam trazer conforto, música para que o trabalhador possa fazer uma pausa, além de água saborizada e chás para que ele possa lembrar de se hidratar durante o plantão”, explicou a professora.
Sala de bem-estar no HC/UFMG promove relaxamento aos trabalhadores
Carla Spagnol ressalta que a rotina de trabalho desgastante pode gerar nos funcionários quadros de transtornos alimentares, de sono, de eliminação fisiológica, fadiga, agravos aos sistemas corporais, diminuição do estado de alerta, estresse, ocasionando acidentes de trabalho, aumento do absenteísmo e das licenças saúde.
A partir de um foco primário na atuação da enfermagem, a professora Carla comenta que, neste tipo de organização, dificilmente existe a preocupação em manter, promover e proteger a saúde de seus profissionais. “Um dos focos da Política Nacional de Humanização é a constituição de redes de valorização do trabalho em saúde, cujo objetivo é pensar no cuidado aos trabalhadores. A equipe necessita ser cuidada para melhor cuidar”.
O intuito da criação desses momentos de sensibilização da equipe com a sala de bem-estar, de acordo com a professora, é convidar os trabalhadores a pensarem sobre o conceito de ambiência e as ações micropolíticas que podem ser desenvolvidas nos setores de trabalho.“Todavia, sem esquecer a necessidade de se elaborar políticas de saúde do trabalhador e os gestores dos serviços de saúde também intervirem na macropolítica organizacional, melhorando cada vez mais as condições de trabalho”.
Os feedbacks dos profissionais foram positivos, com 100% das respostas apontando contribuição para o relaxamento e para a pausa no trabalho. “A sala proporciona um refúgio para os funcionários dedicarem um momento a si mesmos. Os resultados positivos e feedbacks indicam que a iniciativa não apenas atende, mas supera as expectativas, contribuindo para o bem-estar físico e mental da equipe no ambiente de trabalho”, enfatizou a professora Carla Spagnol.
A técnica de enfermagem do HC Sueli das Dores Teles relatou grande satisfação ao utilizar a sala de bem-estar. “Achei muito bom, foi a primeira vez que eu tenho essa experiência para relaxar, aqui vemos um trabalhador cuidando do outro, é um momento que esvaziamos a mente e ajuda, inclusive, no atendimento, diminuindo erros, as dores do corpo, da perna, achei muito bom o projeto. Eu estava muito agitada, no momento que parei para relaxar, desacelerei”.
