A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) divulgou recentemente a lista dos melhores trabalhos da XXV Jornada Nacional de Imunizações, realizada em 2023 em Florianópolis, e com as principais referências em imunizações do país. Dos cinco premiados, dois são da Escola de Enfermagem da UFMG, sob coordenação da professora Fernanda Penido Matozinhos, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
O trabalho “Estratégias de cooperação para melhoria da cobertura vacinal de crianças no estado de Minas Gerais, Brasil”, foi realizado por meio de uma pesquisa-intervenção com a realização de oficinas com participação de atores sociais para a construção de plano de ação com estratégias para o aumento de cobertura vacinal em crianças.
A autoria foi de: Josianne dias Gusmão, Janaína Fonseca Almeida Souza, Sheila Aparecida Ferreira Latchim, Thales Philipe Rodrigues Silva, Fernanda Penido Matozinhos, Adriana Coelho, Vanessa Rodrigues, Elice Eliane Nobre Ribeiro. “A metodologia de pesquisa-intervenção permitiu a participação de atores sociais na discussão e elaboração de plano de ação considerando os pontos críticos dos municípios. Dessa forma, espera-se contribuir para a redução do risco de transmissão de doenças imunopreveníveis no Estado de MG por meio do aumento de cobertura vacinal”, explicou a professora Fernanda Penido.
O segundo trabalho premiado, “Investigação de eventos adversos pós-vacinação contra o Papilomavirus humano ocorridos na faixa etária da adolescência no Estado de Minas Gerais, Brasil”, englobou os dados de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (ESAVI) notificados no Sistema de Informação de Vigilância de Eventos Adversos de 2015 a 2019. Os resultados apontaram que a maior prevalência de notificação de evento adverso pós-vacinação Papilomavírus humano ocorreu em 2015 (26,41 %). Na análise das macrorregiões de saúde, o Vale do Jequitinhonha apresentou a menor prevalência de registros (0,43%) e a Centro, a maior prevalência (30,95%). A macrorregião Triângulo do Norte apresentou a maior taxa de incidência desses ESAVI, enquanto o Jequitinhonha apresentou a menor taxa (25,18 e 1,80 casos por 100.000 doses aplicadas em adolescentes, respectivamente) no período analisado. Os eventos adversos locais mais prevalentes foram a dor (56,48%) e o edema (38,89%), quanto os eventos sistêmicos foram a cefaleia (29,69%) e a gastroenterite (29,69%). Os eventos classificados como adversos não graves (59,82%) foram os mais prevalentes e, quanto à causa, 35,94% deles foram atribuídos aos erros de imunização.
A autoria foi de: Adriana Coelho Soares, Bianca Maria Oliveira Luvisaro, Thales Philipe Rodrigues Rocha, Sheila Aparecida Ferreira Lachtim, Maria Nazare Marques Moreira, Elias Melo de Oliveira, Tércia Moreira Ribeiro Da Silva, Fernanda Penido Matozinhos.
