Professora Deborah Malta participa do projeto da Fapemig “Papo de Inovação”


Nesta quarta-feira, 27 de abril, a professora Deborah Carvalho Malta, do Departamento de Enfermagem Materno-infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem da UFMG, participou, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), do projeto Papo de Inovação. Ela compartilhou com a equipe gerencial da Fundação um pouco da sua trajetória e a importância da Fapemig neste processo.

debora FapemigPapo de inovação com os colaboradores da Fapemig

O presidente da Fapemig e mentor da proposta, professor Carlos Arruda, afirmou que o objetivo desse evento é humanizar os pesquisadores. “A Fundação tem como objetivo ser uma agência de amparo à pesquisa, tem um papel excepcional nesse ambiente de ciência, tecnologia e inovação, de forma bastante consistente, especialmente nos dois últimos anos, apoiando um número muito grande de pesquisadores. Por trás daquelas pessoas que trabalham próximo da gente, e que muitas vezes só conhecemos pelo WhatsApp, tem um ser humano fazendo coisas excepcionais. Pesquisadores que são citados, que geram conhecimento que muda a sociedade, a economia, o estado de Minas Gerais e o país”.

Para encontrar esses pesquisadores, Carlos Arruda afirmou que procuraram nos indicadores de pesquisa e encontram um relatório com os critérios que entendem como relevantes, pelo volume de publicação e capacidade de referência ou citação destas publicações. “Nesta lista, está a professora Deborah Malta, temos que criar mecanismos de apoiar esses professores e pesquisadores de excelência. Não só continuar o apoio que damos, mas, mais do que isso, apoiar a fazer mais, como a gente puder, dentro do que a Fapemig faz, para que você chegue ainda mais longe”, destacou.

Uma carreira em defesa do SUS 
deborah fapemig 2A professora Deborah Malta, que recentemente foi a mais bem classificada, entre as brasileiras, no ranking anual das Melhores Mulheres Cientistas do Mundo, publicado pela plataforma Research.com, iniciou sua trajetória quando se formou em medicina na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e, desde o início da carreira, aliou a clínica à pesquisa. Deborah nasceu em Prados, perto de Tiradentes e de São João del-Rei, no Campo das Vertentes.

O trabalho de professora na UFMG sempre esteve associado ao exercício da pesquisa e à atuação em órgãos públicos. Por 12 anos, de 2004 a 2015, integrou a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, onde coordenou pesquisas importantes e diversas parcerias nacionais e internacionais. Além disso, com representação do Brasil para tema de DCNT, violências e transito junto a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Ela destacou, ainda, sobre as diversas pesquisas que coordena, as parcerias e a importância da comunicação social para divulgação na mídia. Atualmente, são 766 artigos publicados, sobre os números de produção científica, Deborah pontuou que já concluiu orientação de 66 alunos e atualmente tem 28 em andamento. No que diz respeito às especialidades pesquisadas, a professora ressaltou: epidemiologia, planejamento e promoção da saúde, avaliação em saúde, saúde pública e pediatria.

Apoio da Fapemig
A professora Deborah lembrou que o primeiro financiamento quando retornou à UFMG, em 2016, foi da Famepig, por meio do Pesquisador Mineiro, com computador e impressora; Universal 2021; Bolsa de Pós Doutorado (2022), Em 2023 2 bolsistas de Iniciação Científica (PIBIC) para o NotiVIVA. “Destaco a importância de manter a regularidade dos financiamentos, ampliar valores e sugiro um pouco mais de flexibilidade para os itens que são apoiados, em função das mudanças que os planos de trabalho sofrem”. Outra indicação da pesquisadora é que a Fundação tenha chamadas com valores mais robustos para grupos de pesquisas consolidados. “Isso pode nos ajudar a fazer planejamentos de longo prazo e ter um pouco mais de estabilidade na pesquisa. Outro ponto fundamental é manter os apoios aos pós-graduandos, pois eles são fundamentais para a continuidade dos estudos”, acredita.

Perspectivas
Sobre as perspectivas, a professora pontuou a importância de das pesquisas que apoiem o fortalecimento do SUS; ampliar a difusão conhecimento; contribuir com evidências no apoio a políticas publicas de proteção social e na redução das desigualdades; equidade de gênero e a busca de sociedades mais justas e inclusivas.

 


Outras notícias

  • Projeto Clínica Ampliada consolida atuação na Atenção Primária e ganha destaque nacional

    O Projeto Clínica Ampliada, da Escola de Enfermagem da UFMG, alcançou resultados que superaram as expectativas em apenas dois anos de atuação. Criada em 2024 para integrar ensino, pesquisa, extensão e assistência na Atenção Primária à Saúde, a iniciativa previa atender aproximadamente 100 usuários, mas já beneficiou 489 pessoas até junho de 2026. Nesse período,…

  • Calouros serão recebidos na próxima semana com  atividades de integração no campus Saúde

    Os calouros do segundo semestre letivo de 2026, dos cursos de graduação em Enfermagem, Nutrição e Gestão de Serviços de Saúde, serão recebidos com programações que incluem atividades de integração, apresentações institucionais e um tour pelo Campus Saúde da UFMG. O objetivo das atividades é promover o acolhimento dos novos estudantes e apresentar as oportunidades…

  • Matrículas de graduandos devem ser solicitadas nos dias 3 e 4 de agosto

    Os estudantes de graduação interessados em participar das atividades acadêmicas de Formação Transversal (núcleo complementar) poderão solicitar matrícula nos dias 3 e 4 de agosto, por meio do Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (Siga). Para as atividades originalmente da pós-graduação do núcleo avançado, a matrícula deve ser realizada até 10 de agosto, mediante requerimento encaminhado à…

Loading...