Na última quarta-feira, 13 de dezembro, foi realizada a webconferência do Projeto Telenfermagem da EEUFMG, sobre “Vacina contra HPV em adolescentes: uma análise da realidade regional e nacional”, transmitida pelo canal Núcleo de Telessaúde de Minas Gerais da UFMG .
As conferencistas foram Gabriela Castro e Stefhane Nonato, acadêmicas da Escola de Enfermagem da UFMG, que participaram na pesquisa sobre a vacina contra o HPV em adolescentes escolares, contribuindo para uma análise em nível regional e nacional.
Gabriela explicou que o papilomavírus humano (HPV) é um vírus sexualmente transmissível que acomete o epitélio da pele e mucosas de indivíduos do sexo feminino e masculino, ocasionando verrugas anogenitais e câncer. “Em 2014, o Brasil incluiu a vacina quadrivalente no Programa Nacional de Imunizações (PNI), para meninas de 11 a 13 anos de idade. Atualmente o público-alvo foi ampliado para pessoas entre 9 e 14 anos”. No entanto, mesmo com a ampliação da faixa etária, com a comprovação da eficácia do imunizante, e com a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de imunizar a população visando erradicar o câncer cervical, observa-se uma queda contínua da cobertura vacinal contra o HPV no Brasil.
A estudante destacou, ainda, que a vacina contra a HPV é a medida mais eficaz de se prevenir contra a infecção, é distribuída gratuitamente pelo SUS e indicada para meninos e meninas de 9 a 14 anos, com esquema de duas doses. “O exame preventivo contra o HPV, o papanicolau serve para identificar lesões precursoras do câncer do colo do útero”, pontuou.
Outro grupo elegível para vacinação contra o HPV, segundo Stefhane, seria as pessoas vivendo com HIV, transplantados de órgãos sólidos e medula, além de pacientes oncológicos, na faixa etária de 9 a 45 anos, recebendo três doses. Destacou também que a vacina é indicada para vítimas de abuso sexual, devendo receber três doses, se estiver entre 15 e 45 anos ou duas doses, se estiver entre 9 e 14 anos.
Stefhane Nonato apresentou o percentual de desconhecimento da vacina contra o HPV onde na região Nordeste foi maior que nas demais regiões do Brasil. Chamou atenção que entre as Unidades Federativas (UFs), houve diferenças estatisticamente significativas, sendo o percentual de desconhecimento mais elevado em Alagoas, se comparada à Santa Catarina.
Gabriela destaca que o desconhecimento sobre a vacina contra o HPV é semelhantemente distribuído entre as cinco grandes regiões e UFs do Brasil. “Isso evidencia a necessidade do fortalecimento das ações de prevenção por meio da vacinação contra o HPV em todas as localidades do país”, concluiu.
As Webconferências do Projeto Telenfermagem acontecem uma vez por mês nas quartas-feiras, às 14h, no canal do YouTube do Núcleo de Telessaúde de Minas Gerais/UFMG.
