A Liga Acadêmica da Sistematização da Assistência de Enfermagem (LISAE) promoveu, nesta terça-feira, 5 de dezembro, o simpósio ‘Enfermagem Baseada em Evidências: boas práticas do manejo clínico e desafios para a translação do conhecimento’.
O coordenador do evento e discente da LISAE, Pablo Klayver Alves da Silva, ressaltou o objetivo do simpósio. “A intenção é discutir como aplicar a evidência na enfermagem para conseguir aumentar nosso campo de atuação e fortalecer nosso escopo de prática”, afirma.
Em relação às temáticas, Pablo expõe alguns dos assuntos abordados. “Temos temas transversais e trabalhamos com eixos temáticos mais específicos, como Enfermagem aeroespacial, de pesquisa básica, uso de ultrassom, assistência ao choque e outras”, compartilhou.
A mesa de abertura contou com a participação da diretora, Sônia Soares, das professoras Taysa Garcia e Salete Silqueira e do coordenador da liga, Pablo Klayver
A professora do Departamento de Enfermagem Básica da EEUFMG e doutora em Biologia Celular pela UFMG, Bárbara Maximino, abordou sobre a ‘Bancada ao Leito: Desafios da Pesquisa Translacional na Enfermagem’. “Tenho focado em dois sistemas: nervoso e cardiovascular conversando com o sistema imune. Existe uma interface interessante que trabalhamos que é a interação entre células do sistema nervoso controlando células do sistema imune, que são moléculas que atuam controlando a resposta inflamatória, muitas delas endógenas e fisiológicas”, diz.
O enfermeiro do Hospital das Clínicas da UFMG, Diego Nasser, palestrou sobre o uso do ultrassom à beira do leito pelo enfermeiro. “Aqui no Brasil, essa prática é recente, mas lá fora a enfermagem já tem dominado bastante o assunto, que é de suma importância para auxiliar nossas condutas clínicas com os pacientes. A ideia é que o aluno saia da universidade com essas práticas avançadas, para que possa aplicar no dia a dia dele como enfermeiro”, ressalta.
A enfermeira do CTI do Hospital da Polícia Militar, Ana Paula Souza Lima falou das consequências geradas pela introdução de programas de melhorias e protocolo gerenciado para sepse, um mecanismo de defesa lançado pelo organismo em decorrência de uma infecção grave. “O protocolo envolve três etapas: a triagem, educação e desfecho, que geram números para o programa. Os estudos mostram que alcançamos maior adesão aos pacotes de sepse e temos uma redução da mortalidade, pelo simples fato de ter um programa gerenciado de sepse”, explica.
A enfermeira intensivista Ana Paula falou sobre aplicação prática da Enfermagem Baseada em Evidências no contexto da sepse na terapia intensiva
