O Projeto Telenfermagem da EEUFMG / Programa Nacional de Telessaúde realizou no dia 09 de Novembro a webpalestra sobre “Assistência em Planejamento Reprodutivo”, com a participação de 13 pontos conectados no estado de Minas Gerais e Piauí. A webpalestra foi proferida pela enfermeira Mariana Santos Felisbino Mendes, doutora em enfermagem pela UFMG e professora Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública da EEUFMG. Ela apontou a persistência de altas taxas de gravidez indesejada em todo o mundo, particularmente em países em desenvolvimento e destacou alguns fatores que contribuem para essa persistência.
A professora explicou os aspectos que ainda evolvem as dificuldades de acesso das mulheres ao planejamento reprodutivo, entre eles, a permanência de mitos e tabus na sociedade; a diferença entre prescrição e aconselhamento; a medicalização do corpo feminino; julgamentos; inversão do poder de decisão; prática não baseada em evidências, entre outros. Destacou a importância de ofertar os serviços de saúde, principalmente o planejamento reprodutivo, de maneira mais estratégica e menos oportunística.
Além disso, Mariana ressaltou a fase da adolescência, no qual os jovens estão muito vulneráveis e possuem pouca informação correta sobre o tema em questão. Segundo ela, os adolescentes são as maiores vítimas do cerceamento de direitos e dificuldades de acesso e por isso devem ser incluídos em todos os programas de planejamento reprodutivo vigente.
Sobre os direitos sexuais e reprodutivos, a palestrante destacou: o direito das pessoas decidirem, de forma livre e responsável, se querem ou não ter filhos, quantos filhos desejam ter e em que momento de suas vidas; o direito de exercerem a sexualidade e a reprodução livre de discriminação, imposição e violência; e o direito de acesso a informações, meios, métodos e técnicas para ter ou não ter filhos.
Mariana apresentou, ainda, quais são as atribuições dos profissionais de saúde, os cuidados de enfermagem e os três pilares para se realizar o Planejamento Reprodutivo: Atividades Clínicas (elegibilidade clínica e fatores de risco); Atividades Educativas (promoção e prevenção em saúde) e Aconselhamento (livre escolha informada, empoderamento, autonomia, direitos).
Finalizou a webpalestra detalhando os métodos contraceptivos temporários, que envolvem os métodos comportamentais ou naturais, os métodos de barreira e os métodos hormonais, e também os métodos contraceptivos definitivos/cirúrgicos, que englobam a laqueadura tubária e a vasectomia. Destacou que o Planejamento Reprodutivo, salva vidas de mulheres, reduz abortos, previne doenças, reduz a gravidez na adolescência e o risco de DST/HIV, empodera mulheres, e que especialmente, deve ser uma escolha livre e informada.
