Durante a assembleia unificada que aconteceu na tarde da última segunda-feira, 7 de novembro, estudantes dos cursos de Enfermagem, Nutrição e Gestão de Serviços de Saúde e pós-graduação da Escola de Enfermagem da UFMG discutiram sobre a PEC 55/16 (antiga PEC 241/16) que congela os investimentos públicos nos próximos 20 anos, incluindo as áreas de educação e saúde e as condutas do movimento estudantil da EEUFMG. Por meio de votação, decidiram pela ocupação do prédio da Escola.
Várias comissões estão sendo criadas e integradas pelos estudantes para decidir e informar a comunidade interna e externa sobre o andamento do movimento. Além da EEUFMG, outras nove unidades da UFMG já estão ocupadas por estudantes.
Em nota, a Congregação da EEUFMG afirma que “a PEC 55 traz prejuízo e sucateamento da máquina pública, desestruturando serviços essenciais, especialmente a educação e saúde. Compromete ainda os gastos com programas sociais, podendo ser afetados pelo congelamento de recursos, prejudicando o alcance e a qualidade dos serviços públicos oferecidos. Neste sentido, reconhecemos a mobilização dos estudantes como um movimento político de reinvindicação de melhores condições para educação e saúde, comprometidas a partir da aprovação da PEC 55. Esperamos que este movimento tenha como princípios: o diálogo, o respeito, a moral e a ética”.
Na assembleia realizada na manhã desta terça-feira, 8, professores e servidores técnico-administrativos manifestaram apoio aos estudantes e discutiram sobre as atividades que serão mantidas, consideradas essenciais.
