O Projeto Telenfermagem da EEUFMG / Programa Nacional de Telessaúde realizou, no dia 31 de agosto, videoconferência sobre “Atualização em Sala de Vacinação”, com a participação de 64 unidades conectadas no estado de Minas Gerais e Piauí. A videoconferência foi ministrada pela enfermeira Márcia Santa Bárbara, que atua no Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE-BH). Ela iniciou a palestra referindo o histórico de criação do CRIE e explicando que este é um serviço onde “estão disponíveis imunobiológicos de avançada tecnologia e alto custo, indicados para pessoas, que por motivos biológicos, estão impedidas de utilizarem os produtos disponíveis na rede básica ou necessitam de produtos especiais”.
A enfermeira apontou os objetivos, indicações e fluxo dos serviços do CRIE, explicando que os usuários são encaminhados por meio de relatório do profissional de saúde, que descreve a patologia, o motivo da indicação e solicita o imunobiológico; em seguida, o usuário comparece ao CRIE com Cartão de Vacina, documentos de identificação, relatórios, exames, entre outros.
Além disso, Márcia destacou o horário de funcionamento do CRIE, que ocorre diariamente de 7h30 as 18h, incluindo feriados e ressaltou também o CRIE não presencial, no qual o município do interior solicita o imunobiológico à Secretária Estadual de Saúde – MG que, após avaliação dos critérios de liberação, envia os imunobiológicos para o município.
Em relação às vacinas disponíveis no CRIE, a palestrante esclareceu que estão disponíveis 20 imunobiológicos e, dentre esses, dezessete estão presentes também nas salas de vacinas. Explicou também sobre a descentralização do Programa de Profilaxia da Raiva Humana em BH, destacando a importância de melhorar o fluxo das informações.
Finalizou a palestra classificando a sala de vacina como área semicrítica que deve ser destinada exclusivamente à administração dos imunobiológicos, devendo-se considerar os diversos calendários de vacinação existentes e salientou a importância da atuação do enfermeiro e da imunização, que é uma “ação básica de vigilância à saúde”.
