Os professores Larissa Loures Mendes e Rafael Moreira Claro, do Departamento de Nutrição da Escola de Enfermagem da UFMG, tiveram trabalhos premiados no XXI Congresso Latino-Americano de Nutrição, na categoria de apresentação oral curta (Eixo 4): “Dietas saudáveis e sustentáveis ao longo do curso de vida: evidências, experiências, desafios e oportunidades”. Organizado pela Sociedade Latino-Americana de Nutrição (SLAN ), o evento teve como tema central “Transformando os sistemas alimentares na América Latina: da evidência à ação” e ocorreu no Centro Cultural CEINA, em Santiago, Chile, de 25 a 29 de outubro.
A pesquisa “Eventos climáticos extremos e subnutrição em crianças brasileiras com menos de cinco anos”, coordenada pela professora Larissa Mendes, analisou a associação entre a ocorrência de eventos climáticos extremos e a desnutrição e o excesso de peso em crianças menores de cinco anos acompanhadas pela Atenção Primária à Saúde (APS) em municípios brasileiros. Os resultados apontaram que em 2024, a frequência média de desnutrição crônica entre crianças nos municípios analisados foi de 10,7%, enquanto a de excesso de peso chegou a 13%. Entre 2020 e 2024, 74,6% dos municípios registraram pelo menos um evento climático extremo. A análise identificou associação entre a ocorrência desses eventos nos últimos cinco anos e o aumento da proporção de crianças com desnutrição crônica e excesso de peso, indicando que os impactos climáticos podem estar relacionados a diferentes formas de má nutrição infantil. Além da professora Larissa, o estudo é assinado por Brenda da Cunha Carvalho, Ariene Silva do Carmo, Letícia Lopes Vieira, Raquel Canuto e Daniela Silva Canella.

O estudo “Associação entre o preço relativo de alimentos saudáveis, a renda domiciliar per capita e a insegurança alimentar no Brasil”, coordenado pelo professor Rafael Claro, teve como objetivo analisar a associação entre o preço relativo de alimentos saudáveis, a renda domiciliar per capita e a prevalência de insegurança alimentar entre os domicílios brasileiros. Os achados da pesquisa revelaram que há uma relação direta entre preço, renda familiar e insegurança alimentar: cada 1% de aumento na renda per capita representa uma redução de 0,17% na insegurança alimentar, assim como um aumento de 1% no preço relativo de alimentos saudáveis aumenta os índices de insegurança em 0,24%. Além do professor Rafael, o trabalho também é assinado pelas pesquisadoras Bruna Barbosa Furtado, Mary Anne Nascimento-Souza e Thaís Cristina Marquezine Caldeira.

