O Ranking Universitário Folha (RUF), divulgado nesta segunda-feira, dia 19, classifica a UFMG como a melhor universidade federal e a terceira mais bem colocada no país. No levantamento, organizado e publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, a UFMG subiu uma posição em relação à edição de 2025 e aparece apenas 0,47 pontos atrás da segunda colocada, a Unicamp, encurtando uma distância que era de 2,63 pontos. O ranking deste ano é liderado pela USP.

Em sua 12ª edição, o RUF classificou 205 universidades públicas e privadas do país. Elas são avaliadas com base em cinco indicadores: ensino, pesquisa, mercado de trabalho, inovação e internacionalização. A UFMG é a segunda colocada na dimensão mercado, a terceira em ensino, a quarta em pesquisa, a quinta em inovação e a 17ª em internacionalização.
Análise feita pelo Escritório de Governança e Dados Insitucionais (EGDI) mostra uma clara evolução da UFMG no ranking da Folha, passando de quinto lugar geral em 2024, para quarto lugar em 2025, alcançando agora o terceiro posto. Pela primeira vez, a UFMG figura como a melhor federal do Brasil no ranking do jornal paulista. “É uma curva muito positiva, a Universidade tem subido em diferentes critérios”, resume o diretor do EGDI, professor Dawisson Belém Lopes.
Ainda de acordo com a análise do EGDI, a UFMG supera mais de 97% das Ifes em quatro dimensões (mercado, ensino, inovação e pesquisa) e 92% em internacionalização.
Ensino e mercado como destaques
Na avaliação de Dawisson Belém Lopes, a maior evolução da instituição foi registrada no campo do ensino, área em que galgou nove posições em relação ao levantamento anterior. “Chegamos ao segundo lugar nessa dimensão, e nos posicionamos junto com a USP e a Unicamp num pódio muito sustentado, com bom distanciamento em relação ao segundo bloco. É, de fato, um ranqueamento que nos projeta com força no cenário acadêmico nacional”, afirma o diretor.
Outro destaque, no entendimento de Dawisson Lopes, é a dimensão mercado, na qual a UFMG figura em segundo lugar. “Mercado quer dizer, basicamente, empregabilidade. É uma dimensão aferida com base em surveys. O próprio Datafolha [empresa de pesquisa do Grupo Folha] entrevista empregadores e acadêmicos para avaliar essa inserção no mercado de trabalho e mede a qualidade das universidades por meio da reputação”, explica Dawisson, que é docente do Departamento de Ciência Política da Fafich.
Carreiras
O RUF 2026 aferiu o desempenho de 42 carreiras – duas a mais em relação a 2025 –, que correspondem aos cursos de maior demanda no país, segundo o Censo da Educação Superior de 2024. A UFMG só não oferece o curso de Serviço Social.
A Universidade apresenta um desempenho de excelência em todos os 41 cursos que oferece. Uma formação – Ciências Contábeis – aparece em primeiro lugar no Brasil e outras 10 em segundo: Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas e Visuais, Computação, Direito, Economia, Enfermagem, Engenharia Ambiental, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Publicidade e Propaganda. Dentre eles, quatro estão a menos de um ponto dos homólogos classificados em primeiro lugar (Fonoaudiologia, com diferença de 0,09; Enfermagem, 0,34; Computação, 0,46; Artes Visuais, 0,69)
O top 3 é completado com outras 13 carreiras – Administração de Empresas, Ciências Sociais, Educação Física, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia Elétrica, Farmácia, Filosofia, Letras, Medicina Veterinária, Pedagogia, Psicologia, Química e Relações Internacionais.
Os outros 17 cursos da UFMG listados no RUF figuram em quarto, quinto, sexto e sétimo lugares entre os seus homólogos no Brasil.
(Centro de Comunicação da UFMG)
