Pesquisas em Enfermagem e as possibilidades de fomento do CNPq são discutidas em evento da pós-graduação


Nesta quarta-feira (5), o Colegiado de Pós-Graduação em Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG (PPG-EEUFMG) promoveu um encontro sobre as oportunidades de fomento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e os desafios da pesquisa em saúde. A atividade foi conduzida pela professora do Departamento de Enfermagem Básica Adriana de Oliveira, coordenadora do Comitê de assessoramento do CA-EF-Enfermagem- CNPq, e reuniu docentes, profissionais de saúde e estudantes da graduação e da pós-graduação em Enfermagem para discutir as principais modalidades de financiamento à pesquisa e os critérios de avaliação científica adotados pelo Conselho.

Durante a apresentação, a professora Adriana destacou a importância da proposição de pesquisas sustentadas pela agenda mundial de pesquisa e pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), focando em soluções concretas para problemas globais de saúde nas diversas áreas de atuação da enfermagem. Também discutiu as oportunidades para as Chamadas Específicas da Enfermagem, julgadas pelo Comitê Assessor da área (CA-EF) e para as Chamadas Temáticas e Parcerias Internacionais, como Editais focados em grandes desafios de saúde global e para cooperação interinstitucional.

A professora Adriana Oliveira apresentou o panorama das oportunidades de financiamento e os critérios de avaliação científica adotadas pela área da Enfermagem no CNPq.

Os caminhos para a captação de recursos voltados à pesquisa e o perfil dos pesquisadores no Brasil nas principais chamadas da agência também foram alguns dos tópicos abordados ao longo da atividade. “Trazer o perfil dos pesquisadores que submetem propostas em cada uma das chamadas específicas do CNPq é muito importante para incentivar os docentes e discentes a compreenderem o que cada chamada espera em grau de ascensão, maturação e consolidação da carreira de um pesquisador, no conjunto de suas atividades esperadas.”

A professora Adriana Oliveira reforçou, ainda, a relação direta entre a pesquisa e o ensino, a formação desde a graduação, a produção do conhecimento que responda a necessidades sociais e o papel dos Programas de Pós-Graduação (PPGs) e a qualidade na formação de novos pesquisadores. “Quando falamos da formação de pesquisadores, pontos como o impacto da produção científica qualificada, a capacidade de liderança, a autonomia acadêmica e a formação de recursos humanos ganham ênfase. Aspectos como a produtividade, o produtivismo e as assimetrias regionais na distribuição dos PPGs pelo Brasil e formação de pesquisadores no Brasil também devem ser destacados”, afirma. Para ela, o caminho a ser adotado envolve o fortalecimento de propostas que respondam a demandas locais, regionais e nacionais, consolidadas por meio do amadurecimento contínuo da trajetória científica dos pesquisadores.


Outras notícias

Loading...