No dia 22 de abril, foi realizado pelo Projeto Telenfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG/NuTel MG/UFMG, coordenado pela professora Solange Godoy, a webconferência sobre “Avaliação da doença de chagas na APS”. A conferencista foi a professora Andreza Werli, do Departamento de Enfermagem Básica da EEUFMG, líder do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Assistência ao Paciente Criticamente Enfermo (NEPACE) e professora no ambulatório de DC do Orestes Diniz.
A professora explicou que a doença de Chagas é causada por um parasita e transmitida através do inseto conhecido como “barbeiro”. O agente causador é um protozoário denominado Trypanosoma cruzi. No homem e nos animais, vive no sangue periférico e nas fibras musculares, especialmente as cardíacas e digestivas. Em relação a transmissão da doença, ela mencionou que pode ocorrer de diferentes formas: contato com fezes/e ou urina de triatomíneos hematófagos; ingestão de alimentos contaminados com parasitos provenientes de triatomíneos infectados; via materno-fetal; transfusão de sangue ou transplante de órgãos; acidentes laboratoriais, pelo contato da pele ferida ou de mucosas com material contaminado.
Andreza alertou sobre a necessidade de rastrear indivíduos com fatores de risco e gestantes sem sorologia prévia com fatores de risco como: ter residido, ou residir, em área com relato de presença de vetor transmissor (barbeiro) da doença de Chagas ou ainda com reservatórios animais (silvestres ou domésticos) com registro de infecção por T. cruzi; ter residido ou residir em habitação onde possa ter ocorrido o convívio com vetor transmissor (principalmente casas de estuque, taipa, sapê, pau-a-pique, madeira, entre outros modos de construção que permitam a colonização por triatomíneos); residir ou ser procedente de área com registro de transmissão ativa de T. cruzi ou com histórico epidemiológico sugestivo da ocorrência da transmissão da doença no passado; ter realizado transfusão de sangue ou hemocomponentes antes de 1992; ter familiares ou pessoas do convívio habitual ou rede social que tenham diagnóstico de doença de Chagas, em especial mãe e irmão (s).
A professora apresentou as fases aguda e crônica da doença, que com o passar dos anos, apresentar problemas cardíacos, como insuficiência cardíaca e problemas digestivos, como megacólon e megaesôfago. Explicou, ainda, que o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da doença de Chagas estabelece, com base em evidências, as diretrizes para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas afetadas pela infecção por Trypanosoma cruzi em suas diferentes fases (aguda e crônica) e formas clínicas, visando garantir a assistência terapêutica integral. A enfermeira finalizou citando as atribuições dos profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) na avaliação da doença de chagas, atuando nas ações de vigilância, promoção à saúde, diagnóstico e tratamento.
A webconferência do Projeto Telenfermagem pode ser assistida no canal do Núcleo de Telessaúde de Minas Gerais – UFMG no YouTube.
