No dia 18 de dezembro, foi realizado pelo Projeto Telenfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG/NuTel MG/UFMG, coordenado pela professora Solange Godoy, a webconferência sobre “Prevenção do câncer de mama na APS”. A conferencista foi a enfermeira obstetra do Hospital Universitário Risoleta Tolentino Neves Walkiria Ferreira, mestre em Enfermagem pela UFMG, consultora em amamentação pela MameBem.
A enfermeira abordou sobre a importância do tema e a necessidade de estar sempre falando sobre, devido a sua magnitude epidemiológica, uma vez que as neoplasias são a segunda causa de morte entre as mulheres. Acrescentou que o câncer de mama é o principal tipo de câncer entre mulheres, afetando principalmente mulheres de 50 a 69 anos de idade. A prevenção primária e a detecção precoce, além reduzir a morbimortalidade, é mais economicamente viável para o sistema de saúde pois o tratamento pode custar entre R$17.009,30 a R$356.172,12 por paciente. De acordo com a enfermeira, 57% dos diagnósticos são em pessoas brancas, porém a mortalidade é três vezes maior em pessoas negras e com baixa escolaridade.
Walkiria destaca que existem três grandes grupos de fatores de risco: fatores endócrinos-reprodutivos (exposição dos estrógenos: menarca antes 12 anos ou menopausa após 55 anos, primeira gravidez aos 30 anos, nuliparidade, uso de contraceptivo oral); fatores comportamentais (uso de álcool, IMC acima de 30, sedentarismo, exposição à radiação, tabagismo); fatores genéticos.
Ela afirmou que o papel principal da APS é prevenção e a promoção da saúde. “A prevenção primária deve reduzir a incidência do agravo, com ações para o controle de fatores de risco e estímulo de hábitos saudáveis e fatores de proteção (aleitamento materno, atividade física, uso racional de terapias hormonais)”, ressaltou. Destacou, ainda, que cerca de 28% dos casos poderiam ser prevenidos. Como prevenção secundária, apontou a detecção precoce e o rastreio adequado (mamografia, exame clínico das mamas – ECM, ultrassonografia e outras estratégias).
A enfermeira finalizou citando alguns pontos chaves como, a redução à exposição a fatores de risco; o AEM não deve ser recomendado como ferramenta de rastreio e o diagnóstico precoce pauta em um pilar, no qual a informação e o acesso fazem necessários.
As webconferências do Projeto Telenfermagem podem ser assistidas no canal do YouTube do Núcleo de Telessaúde de Minas Gerais/UFMG.
