Na tarde desta segunda-feira, 16 de dezembro, foi realizada no Pilotis da Escola de Enfermagem da UFMG a Feira de Empreendedorismo da Enfermagem, atividade de extensão promovida pela disciplina optativa “Tópicos em Enfermagem IV: Desenvolvimento de Competências e Habilidades Empreendedoras na Enfermagem”, coordenada pelas professoras Carolina da Silva Caram, Isabela Silva Câncio Velloso e Mariana Almeida Maia.
As professoras destacaram a importância da realização da feira para os alunos, apresentando os tipos de empreendedorismo trabalhados no mercado e a importância do evento. “Essa é uma oportunidade de proporcionar a aproximação do aluno com os diferentes espaços de atuação que o enfermeiro exerce fora dos serviços tradicionais como atenção primária, do ambiente hospitalar e das empresas. Mas, também, queremos trazer aos alunos uma perspectiva ampliada do mercado e que mesmo quando vão trabalhar nos mercados tradicionais eles também poderão empreender”, ressaltaram.
A feira teve destaque para três tipos de empreendedorismo: o intraempreendedorismo, que busca uma forma de inovar dentro da própria prática no dia a dia de trabalho, o empreendedorismo empresarial, de enfermeiros que abrem suas próprias empresas e se colocam no mercado de trabalho e o empreendedorismo social, que propõe inovações voltadas para a população realizando o papel de agente de mudança.
Empreendedorismo
O enfermeiro e mestrando em Gestão de Serviços de Saúde Edmundo Gustavo, da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, realizou sua mostra na feira comentando sobre o intraempreendedorismo. “Muito mais que falar sobre um produto, estamos falando de pessoas que têm uma trajetória de aprendizado em habilidades técnicas, as hard skills, e também de habilidades comportamentais, as soft skills. Assim entendemos que a dinâmica do trabalho passa não só em se reconhecer como profissional, mas também como uma pessoa, investindo em autoconhecimento, liderança, oratória, que nos colocaram em um patamar diferente. No intraempreendedorismo as possibilidades de atuações são infinitas partindo da área de atuação de cada profissional”.
Edmundo Gustavo explicando sobre o intraempreendedorismo
A estudante Alline Ribeiro Corrêa , do projeto “Círculos de cultura para educação e saúde de idosos”, que atende idosos na atenção básica e é coordenado pela professora Lilian Rezende, expôs o projeto na feira e abordou o tema do empreendedorismo social. “Quando pesquisamos mais sobre o empreendedorismo social, vemos que o enfermeiro faz isso o tempo todo, somos agente de transformação nos nossos ambientes de trabalho. Trazer um nome para isso é muito importante para a nossa posição como profissional, fazer isso na Atenção Básica é importante, é um lugar que promovemos a saúde, temos esse intuito de transformar a vida das outras pessoas”, afirmou.
No tema do empreendedorismo empresarial, o enfermeiro esteticista e egresso da Escola de Enfermagem, Alan Marinho , apresentou outras formas do exercício do trabalho na enfermagem através do empreendedorismo. “A enfermagem tem uma inserção muito grande dentro da pesquisa, então, apesar do mercado estético estar um pouco saturado, dentro da enfermagem temos esse diferencial de estar inserido dentro da pesquisa. Temos essa possibilidade não só de trabalhar com a parte clínica, de fazer o procedimento no paciente,
mas também de desenvolver a pesquisa dentro da estética. Então se você faz um mestrado e segue para essa linha acadêmica, você consegue dentro da estética aprofundar e desenvolver pesquisas também, que é um campo ainda inexplorado no país”.
A Feira
A partir do tema de empreendedorismo o evento seguiu também com mostras sobre: furo humanizado, enfermeira esteta, o projeto Matrix voltado para o cuidado paliativo ao idoso no Hospital das Clínicas, o projeto IUProst, projeto de tecnologia mHealth desenvolvida por enfermeiros da Escola de Enfermagem da UFMG que pesquisam incontinência urinária masculina, na coordenação da professora Luciana da Mata e enfermeiras atuando na Startup Alice, que oferta plano de saúdes de forma virtual.
A aluna do 9º período da graduação e também organizadora da Feira, Yasmin Aguiar, ressaltou como enxerga a oportunidade de poder abordar o empreendedorismo na graduação. “Essa feira foi muito interessante porque foi feita 100% pelos alunos, a iniciativa de procurar os parceiros que vieram aqui, a construção dos stands, convidar outros participantes, convidar os alunos para vir, foi muito interessante. Além disso, tivemos a oportunidade de adentrar nesses assuntos nos quais a enfermagem pode ir além dos cuidados dentro do hospital e o quanto de empreendedorismo faz parte do dia a dia também na enfermagem. Essa disciplina optativa trouxe um pouco mais de conhecimento, é muito interessante a gente conseguir ver que a nossa área pode ir além”.
