Prevenção do câncer de próstata na APS é tema de webconferência


No dia 11 de dezembro, foi realizado pelo Projeto Telenfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG, transmitida pelo canal Núcleo de Telessaúde de Minas Gerais da UFMG, a webconferência sobre “Prevenção do câncer de próstata na APS”. O conferencista foi o enfermeiro Thiago Gontijo, doutorando em Enfermagem pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na linha de pesquisa Saúde Coletiva. A mediação foi realizada pela professora Solange Godoy, coordenadora do Projeto Telenfermagem /EEUFMG/NuTel MG/UFMG.

O enfermeiro destacou sobre a importância de se falar sobre a prevenção do câncer de próstata durante o ano todo e não só no novembro azul. Abordou sobre “Medidas de Prevenção do Câncer de Próstata Atenção Primária à Saúde” e destacou que em 2018, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde decretaram o câncer de próstata como um problema de saúde pública.

Thiago explicou que o câncer de próstata é um tumor maligno que cresce de forma desordenada na próstata e tem como característica o desenvolvimento de forma lenta, pode ser assintomático na fase inicial e geralmente os sinais e sintomas aparecem em uma fase mais avançada da doença, como diminuição do jato urinário, retardo no processo de iniciar ou terminar o ato de micção, aumento da frequência urinária com volume urinário reduzido e ainda presença de hematúria, porém, esses sinais e sintomas não são característicos para o diagnóstico do câncer de próstata e também podem ocorrer devido à outras doenças.

De acordo com o enfermeiro, para programar ações preventivas é necessário identificar os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de próstata. O principal fator de risco é a idade, que aumenta significativamente a partir dos 50 anos, afetado de forma significativa pelo processo de transição demográfica no Brasil, com aumento da longevidade. “Além disso outras questões também interferem como fatores de risco, como a transição nutricional, com aumento do sobrepeso e obesidade na população, além do aumento da incidência de doenças crônicas não transmissíveis, presença histórico de câncer de próstata na família (pai e irmãos), raça negra e exposição a agentes químicos”.

Ele enfatizou, ainda, que o câncer de próstata é o tipo de câncer mais frequente entre os homens e em 2020 ocorreram no Brasil 15.841 óbitos por câncer de próstata. Acrescentou que o rastreamento deve ser pelos exames, como o PSA e Toque Retal, e a Sociedade Brasileira de Urologia orienta que esses exames sejam feitos a partir dos 50 anos, ou a partir de 45 se o indivíduo tiver histórico familiar de câncer de próstata ou for da raça negra.

De acordo com o enfermeiro, alguns fatores podem ajudar a prevenir o câncer de próstata como: alimentação saudável, manter o peso corporal adequado, praticar atividade física, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas, fatores estes que são comportamentais e passíveis de estratégias de educação em saúde, que é um pilar da atenção básica.

Thiago enfatizou também que existem barreiras que impedem os homens de acessarem o serviço de saúde como questões socioculturais, baixa percepção de risco, dificuldade em expressar emoções, medo e desconfiança, idéias de força e invulnerabilidade, papel de provedor, além das barreiras institucionais como, ausências de políticas públicas direcionadas, horário de funcionamento, foco em saúde materno-infantil, estigma e comunicação ineficaz, atenção limitada à saúde preventiva, ausência de práticas educativas, longas esperas e burocracia.

Concluiu destacando que existem estratégias na APS para alcançar o público-alvo que inclui a territorialização, mapeamento da área de atuação da equipe e a implementação de ações de saúde do homem vinculadas ao Programa de Saúde na Escola, dentre outros.

As webconferências do Projeto Telenfermagem acontecem uma vez por mês nas quartas-feiras, às 14h no canal, no canal do YouTube do Núcleo de Telessaúde de Minas Gerais/UFMG. Assista aqui a webconferência completa.


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