Trabalhos da Escola de Enfermagem são premiados no 4° Congresso de Enfermagem do Coren-MG


A Escola de Enfermagem da UFMG teve dois trabalhos premiados como “Destaques Acadêmicos da Enfermagem Mineira”, no 4° Congresso de Enfermagem do Coren-MG, realizado nos dias 04 e 05 de novembro. O 1º lugar ficou com o trabalho “Prevalências e Fatores Associados à Realização do Teste do Pezinho no Brasil, Unidades Federativas e Capitais”, orientado pela professora Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de Sá e de autoria dos estudantes do curso de graduação em Enfermagem, Gabriel Soares Damaceno, Raissa Mourão Marques da Silva, Filippe Lima Cavalcante, Barbara Aguiar Carrato. Em 4º lugar, ficou o trabalho “Angiotensina 1-7 Atenua a Gravidade da Doença do Enxerto-Versus-Hospedeiro: uma complicação crítica do transplante de medula óssea”, sob coordenação da professora Barbara Maximino Rezende e autoria dos estudantes de graduação em Enfermagem Sabrina Berger da Silva e Luan Lopes Menezes, da enfermeira Caroline de Mendonça da Silva e do biomédico Thalles Peterson Mendes.

O primeiro trabalho teve como objetivo analisar a prevalência e fatores sociodemográficos associados à realização de teste do pezinho até o 5° dia de vida em crianças menores de 2 anos no Brasil, nas Unidades Federativas e Capitais. O estudo contou com a participação de 6.632 crianças com dados provenientes da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. Os resultados mostraram que em 2019, a prevalência de realização do teste do pezinho em crianças brasileiras menores de 2 anos até o 5° dia de vida foi de 73,02%. Também observou-se prevalências mais elevadas de realização do teste do pezinho em crianças da raça/cor branca (79,66%), com renda familiar de 5 ou mais salários mínimos (90,69%,), moradoras das Regiões Sul (88,52%) e Sudeste (83,53%), com posse de plano de saúde (83,98%) e residentes de áreas urbanas (75,58%). Em relação aos Unidades Federativas, foram mais elevadas as prevalências de realização do teste do pezinho em crianças residentes do Paraná (95,75%), Distrito Federal (91,26%), São Paulo (88,24%) e Minas Gerais (83,80%). Para as capitais do país, prevalências mais elevadas de realização do teste foram identificadas nas crianças residentes de São Paulo (96,04), Curitiba (93,39%), Distrito Federal (91,26%) e Manaus (85,89%). “Dessa forma, o trabalho concluiu que as condições sociodemográficas e a região de residência das crianças segundo estados e capitais foram fatores associados à realização do teste do pezinho no país. As crianças brancas e com melhores condições sociodemográficas realizaram mais o teste do pezinho comparada às crianças pretas e pardas e de baixo perfil socioeconômico. Além disso, estados e capitais localizadas nas Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresentaram prevalências mais elevadas de realização dos testes. Isso evidencia que desigualdades sociodemográficas e regionais influenciam na realização do teste do pezinho no Brasil, estados e capitais. Também mostra a que torna-se necessário o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, bem como investimentos e o direcionamento de políticas públicas que promovam o acesso universal e equitativo ao teste do pezinho”, explicou a professora Ana Carolina.


O estudante de Enfermagem Gabriel Soares Damaceno apresentando o trabalho premiado em 1° Lugar

Já o trabalho classificado em 4º lugar, envolve a investigação da participação da molécula angiotensina 1-7 no desenvolvimento da doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH), conhecida popularmente como rejeição do transplante de medula óssea. Em camundongos, estudamos o efeito do tratamento com angiotensina 1-7 via bomba osmótica e o que acontece quando os receptores de ligação a essa molécula, chamados de Mas são depletados. Na ausência desse receptor, a doença é mais grave, os animais têm um escore clínico da doença mais elevado, letalidade adiantada e lesão hepática grave. Já a suplementação com angiotensina 1-7 reduz a morbimortalidade relacionada à doença. “Em pacientes, acompanhamos aqueles que recebem o transplante alogênico de medula óssea no Hospital das Clínicas da UFMG e fazemos a coleta de sangue e células para avaliar se mudanças nos níveis de angiotensina 1-7 podem ser consideradas como fator preditor da doença”, explicou a professora Barbara.

 


Outras notícias

  • Projeto Clínica Ampliada consolida atuação na Atenção Primária e ganha destaque nacional

    O Projeto Clínica Ampliada, da Escola de Enfermagem da UFMG, alcançou resultados que superaram as expectativas em apenas dois anos de atuação. Criada em 2024 para integrar ensino, pesquisa, extensão e assistência na Atenção Primária à Saúde, a iniciativa previa atender aproximadamente 100 usuários, mas já beneficiou 489 pessoas até junho de 2026. Nesse período,…

  • Calouros serão recebidos na próxima semana com  atividades de integração no campus Saúde

    Os calouros do segundo semestre letivo de 2026, dos cursos de graduação em Enfermagem, Nutrição e Gestão de Serviços de Saúde, serão recebidos com programações que incluem atividades de integração, apresentações institucionais e um tour pelo Campus Saúde da UFMG. O objetivo das atividades é promover o acolhimento dos novos estudantes e apresentar as oportunidades…

  • Matrículas de graduandos devem ser solicitadas nos dias 3 e 4 de agosto

    Os estudantes de graduação interessados em participar das atividades acadêmicas de Formação Transversal (núcleo complementar) poderão solicitar matrícula nos dias 3 e 4 de agosto, por meio do Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (Siga). Para as atividades originalmente da pós-graduação do núcleo avançado, a matrícula deve ser realizada até 10 de agosto, mediante requerimento encaminhado à…

Loading...