Semana do Conhecimento terá painel para apresentar ações de sustentabilidade da UFMG


Com o tema Diversidade: conhecer, preservar e restaurar, a edição deste ano da Semana do Conhecimento, que ocorre de 21 a 25 de outubro, nos campi da Universidade, vai destacar as ações desenvolvidas no escopo do UFMG Sustentável, programa institucional que visa à promoção da sustentabilidade nas ações cotidianas e que envolve as esferas administrativa, de ensino, pesquisa e extensão da instituição.

O Painel UFMG Sustentável, que será realizado na quinta-feira, 24, a partir das 9h30, no Centro de Atividades Didáticas (CAD) 3, no campus Pampulha, vai apresentar algumas ações ambientais da UFMG, como o descarte responsável de lixo e a geração de energia renovável. Em um dos momentos do painel, servidores técnico-administrativos do Departamento de Gestão Ambiental (DGA) vão mostrar como a UFMG realiza o tratamento de seus resíduos. 

Em seguida, o professor Braz de Jesus Cardoso, do Departamento de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia, vai falar sobre a minirrede de energia que está sendo implementada pela Universidade. Na terceira parte do Painel, o vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira, juntamente com uma representante da Receita Federal do Brasil, vai tratar da parceria entre a Universidade e o órgão para a destinação sustentável de itens apreendidos.

“É a primeira vez que temos o Painel UFMG Sustentável como parte da programação da Semana do Conhecimento. Trata-se de uma ação para mobilizar a comunidade universitária sobre a importância de sermos mais sustentáveis no cotidiano. A UFMG precisa mostrar à sociedade as suas ações nesse sentido”, explica o vice-reitor.

Em relação à construção da minirrede de energia renovável da UFMG, Alessandro explica que serão apresentados detalhes das seis usinas fotovoltaicas já instaladas na Universidade. Além disso, o professor Braz vai explicar como o atual estágio do processo de substituição de caldeira a gás por microturbinas no Centro de Treinamento Esportivo (CTE) e os sistemas de armazenamento de energia em baterias no campus Pampulha. 

A apresentação sobre a parceria com a Receita Federal, segundo o vice-reitor, vai tratar dos objetos apreendidos pelo órgão, que antes eram incinerados, agora são descaracterizados e transformados em outros produtos por meio de projetos de pesquisa de grupos da UFMG.

“Temos quatro subprojetos ligados a essa parceria com a Receita. O primeiro transforma vinhos apreendidos em geleias. O segundo transforma os equipamentos de TV a cabo piratas em computadores, que, por sua vez, devem compor a infraestrutura de laboratórios de combate à desinformação nas escolas. No terceiro, roupas são transformados em vestuários novos e destinados a comunidades carentes, e, o quarto, converte cigarros apreendidos em insumos agrícolas. Essa parceria começou neste ano e nos possibilitará encontrar novos caminhos para a transferência de tecnologia de alcance social, pois todas as ações estarão vinculadas a comunidades que atuarão na transformação desses itens”, conta.

O painel contará, ainda, com uma apresentação do professor Dawisson Belém Lopes, do Departamento de Ciência Política da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) e diretor do Escritório de Governança de Dados Institucionais da UFMG. Dawisson vai mostrar como as ações de sustentabilidade da Universidade impactam seu desempenho nos rankings universitários.

Conheça abaixo o vídeo produzido pela TV UFMG com algumas das ações da Universidade no âmbito do UFMG Sustentável. 


Ciência contra o desmatamento
A conferência de abertura da Semana, que ocorre na segunda-feira, 21, às 9h30, no auditório da Reitoria, será ministrada pelo professor Raoni Rajão, do Departamento de Engenharia de Produção da Escola de Engenharia da UFMG e diretor do Departamento de Políticas de Controle do Desmatamento e Queimadas (DPCD) do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. 

Com o tema O papel da ciência na construção de políticas de controle do desmatamento, a conferência vai abordar o uso da ciência para evitar o desmatamento no país. Segundo o professor Rajão, existem processos sociais, econômicos, bioquímicos e físicos complexos que envolvem a questão do desmatamento. 

“As pessoas desmatam porque existe um processo econômico em que a atividade é lucrativa, há um processo social que faz do desmatamento uma prática aceita ou desejada por uma parcela da população, e existem questões ligadas à biodiversidade nesse desmatamento, como as emissões de gases de efeito estufa e a mudança climática. Todos esses processos são interligados, e é a universidade que realiza as pesquisas transdisciplinares que os abordam, sejam eles qualitativos, para entender os processos que são sociais e políticos, sejam eles quantitativos, para mensurar as motivações e seus impactos”, explica.

Em sua conferência, o professor vai defender que as análises necessárias para a implementação de políticas públicas que evitem o desmatamento necessitam de conhecimentos técnicos dos campos de exatas e de humanas. “A universidade tem um papel essencial no combate ao desmatamento porque ela é geradora de conhecimento e oferece espaço para o aprofundamento dessas questões. A universidade serve como espaço de construção de saberes e técnicas usados para apoiar a tomada de decisão no âmbito das políticas públicas de meio ambiente”, diz Rajão.

Raoni Rajão é professor associado de Gestão Ambiental e Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia no Departamento de Engenharia de Produção da UFMG e membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências. Ele foi selecionado como International Competition Fellow no Wilson Center para realizar estágio pós-doutoral no período 2022/23. Na mesma instituição, ele atua nos programas de pós-graduação em Engenharia de Produção e Modelagem e Análise Ambiental. Além disso, é co-orientador nos programas de pós-graduação em Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB), Política Ambiental e Economia na Universidade de Bonn (Alemanha) e Forest and Nature Conservation da Wageningen Universiteit (Países Baixos).

Rajão é graduado em Ciência da Computação pela Universitá degli Studi Milano-Bicocca (Itália) e mestre e doutor em Organização, Trabalho e Tecnologia pela Lancaster University. Desde o mestrado se dedica ao estudo da relação entre tecnologia, ciência e políticas públicas, com ênfase na avaliação de políticas de controle do desmatamento e de pagamento por serviços ambientais. 

Janela para a comunidade
A Semana do Conhecimento reúne trabalhos produzidos por estudantes, docentes e servidores técnico-administrativos. Neste ano, foram inscritos 3.880 trabalhos, dos quais 3.572 foram submetidos a uma seleção prévia nos dias 7 e 8 de outubro. O evento está em sintonia com a 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, organizada pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo Federal, cuja temática é Biomas do Brasil: diversidade, saberes e tecnologias sociais.

Para o pró-reitor de Pesquisa da UFMG, Fernando Marcos dos Reis, a edição deste ano trata não apenas da biodiversidade de espécies animais e vegetais, mas também das diversidades cultural e social, englobando as pesquisas que a Universidade realiza nos campos das humanidades. Ele destaca que a programação foi planejada com o intuito de apresentar a UFMG para a sociedade e de fortalecer o ambiente de pesquisa universitário. 

“A nossa Semana do Conhecimento é uma janela para a comunidade externa, pois é quando abrimos as nossas portas para que as pessoas visitem o campus e conheçam as pesquisas que realizamos. Além disso, quando os jovens apresentam seus trabalhos durante a Semana, eles criam um sentimento de pertencimento no campo da pesquisa. Isso ajuda a cultivar a vocação de pesquisador e a atrair, manter e encantar os jovens cientistas”, diz. 

Programação
A programação da Semana do Conhecimento está disponível no site do evento e é composta por atividades realizadas pelas unidades acadêmicas e pelos órgãos da Administração Central da Universidade. 

Oito subeventos integram a Semana. O 7º Encontro de mobilidade internacional tem a finalidade de divulgar à comunidade acadêmica as diversas atividades de internacionalização promovidas pelos estudantes. O encontro é de responsabilidade da Diretoria de Relações Internacionais (DRI). O Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI), por sua vez, realizará o 9º Seminário do Programa de Apoio à Inclusão e Promoção da Acessibilidade (Pipa). O objetivo dessa iniciativa é oferecer oportunidades para a discussão sobre a temática com a comunidade acadêmica.

O Encontro de Extensão propõe a divulgação de atividades de extensão desenvolvidas na UFMG nos âmbitos da graduação e da pós-graduação e proporciona espaço para a troca de saberes e conhecimentos entre os participantes e a comunidade externa. A 28ª Semana da Graduação é espaço para compartilhar os projetos desenvolvidos nos programas de bolsas acadêmicas, vinculados à Pró-reitoria de Graduação (Prograd), e programas institucionais e governamentais de aprimoramento do ensino.

Também compõem a programação da Semana a Mostra Prae de apoio a projetos de permanência de estudantes, organizada pela Pró-reitoria de Assistência Estudantil (Prae); a Semana de Iniciação Científica e Iniciação Científica Júnior, que é coordenada pela Pró-reitoria de Pesquisa (PRPq), a 14ª Jornada de apresentação do conhecimento produzido pelos servidores técnico-administrativos em Educação, realizada pela Pró-reitoria de Recursos Humanos (PRORH), e a Mostra virtual ‘Pesquisa e extensão na Rede de Museus’, coordenada pela Pró-reitoria de Extensão (Proex).
(Centro de Comunicação da UFMG)


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