O Grupo de Pesquisa em Nutrição Clínica e Experimental (PENCE) da Escola de Enfermagem da UFMG está recrutando voluntárias para a pesquisa “Efeitos da ingestão crônica de frutooligossacarídeo e psyllium no tempo de trânsito intestinal em mulheres diagnosticadas com constipação funcional: estudo clínico randomizado e crossover”. O estudo é destinado a mulheres de 18 a 59 anos que apresentam sintomas de prisão de ventre (constipação) e investiga os efeitos da suplementação, durante 14 dias, das fibras psyllium e frutooligossacarídeo no controle da constipação funcional. A pesquisa é desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde da Escola de Enfermagem da UFMG, pelo doutorando Marcelo Victor Teixeira, sob orientação da professora Simone de Vasconcelos Generoso.

O pesquisador explica que a constipação funcional é uma condição de saúde relacionada à dificuldade ou lentidão crônica para evacuar, sem causa anatômica ou doença associada. Ocorre sobretudo entre mulheres e afeta a qualidade de vida de maneira significativa. “Embora o ajuste do consumo de fibras seja uma das principais recomendações para o seu tratamento, ainda há divergências sobre quais tipos de fibras promovem os melhores resultados. O objetivo do estudo é avaliar o efeito das fibras dietéticas — aquelas que o corpo não digere — no trânsito gastrointestinal, na microbiota intestinal, produção de ácidos graxos de cadeia curta e qualidade de vida dessas voluntárias.”
O estudo busca participantes adultas sem suspeita ou confirmação de gravidez e que não possuam restrições quanto ao consumo de pão e ovo. Para participar, as voluntárias devem preencher o formulário de triagem, disponível neste link, com respostas sigilosas que serão avaliadas pela equipe do estudo. As voluntárias selecionadas serão contatadas via Whatsapp para esclarecimento das demais etapas e confirmação do interesse em contribuir com a pesquisa.
O doutorando Marcelo reitera que a participação no estudo é fundamental para o avanço no conhecimento e saúde das mulheres. “Os resultados da pesquisa poderão contribuir para o aprimoramento das recomendações nutricionais e para o desenvolvimento de estratégias mais eficazes e individualizadas no tratamento da constipação, promovendo melhor qualidade de vida para as mulheres que vivem com essa condição.”
