{"id":8684,"date":"2026-05-26T12:52:19","date_gmt":"2026-05-26T12:52:19","guid":{"rendered":""},"modified":"2026-07-06T12:59:35","modified_gmt":"2026-07-06T15:59:35","slug":"escola-de-enfermagem-da-ufmg-inaugura-pintura-sobre-ancestralidade-indigena-do-cuidado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/?p=8684","title":{"rendered":"Escola de Enfermagem da UFMG inaugura pintura sobre ancestralidade ind\u00edgena do cuidado"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Representar elementos simb\u00f3licos da cultura ind\u00edgena, destacando saberes ancestrais, espiritualidade, lideran\u00e7a, a conex\u00e3o com a natureza e a presen\u00e7a ind\u00edgena dentro da universidade. Esse \u00e9 o objetivo da obra \u201cAncestralidade do cuidado\u201d, uma pintura simb\u00f3lica realizada no segundo andar da Escola de Enfermagem da UFMG e inaugurada na tarde desta segunda-feira, 25, com a presen\u00e7a das diretoras da Unidade, professores, estudantes, servidores t\u00e9cnico-administrativos e funcion\u00e1rios. A pintura \u00e9 uma iniciativa do Coletivo dos Estudantes Ind\u00edgenas da UFMG (COLEI\/UFMG), com apoio do projeto de extens\u00e3o &#8220;Parentes na Rede: fortalecimento do cuidado e sa\u00fade de estudantes ind\u00edgenas em Belo Horizonte&#8221;, coordenado pela professora \u00c9rica Dumont Pena, do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Sa\u00fade P\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"images\/Nova pasta\/ARTE_PINTURA_INDIGENA.jpg\" alt=\"\" \/><em>Inaugura\u00e7\u00e3o da pintura\u00a0\u201cAncestralidade do cuidado\u201d no segundo andar da EEUFMG<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em discurso realizado durante o evento de inaugura\u00e7\u00e3o da obra, a professora S\u00f4nia Maria Soares, diretora da EEUFMG, agradeceu a oportunidade de presenciar uma conquista conjunta para a comunidade acad\u00eamica e parabenizou a iniciativa dos estudantes. \u201c\u00c9 uma grande alegria para n\u00f3s podermos pensar na universidade para todos, abrir os espa\u00e7os coletivos e trazer a dimens\u00e3o da cultura ind\u00edgena para a nossa Escola. N\u00e3o \u00e9 apenas a inaugura\u00e7\u00e3o de uma pintura, mas de tudo aquilo que a arte representa e pode expressar para os nossos estudantes ind\u00edgenas, seja pela representatividade ou o acolhimento. Que possamos, cada vez mais, institucionalizar propostas que abarcam representa\u00e7\u00f5es coletivas dos nossos estudantes, dos nossos servidores e dos nossos docentes.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora \u00c9rica Dumont enfatizou que a pintura art\u00edstica no ambiente acad\u00eamico representa a presen\u00e7a de estudantes ind\u00edgenas na universidade e de todos aqueles que comp\u00f5em os povos origin\u00e1rios e honra a contribui\u00e7\u00e3o por eles desenvolvida. \u201cEstamos demarcando a import\u00e2ncia da valoriza\u00e7\u00e3o dos saberes tradicionais ind\u00edgenas no campo da sa\u00fade, que s\u00e3o fundamentais para a promo\u00e7\u00e3o de um sistema de sa\u00fade mais justo e pautado por um cuidado integral. Os conhecimentos ancestrais de paj\u00e9s, parteiras, rezadeiras e outros agentes tradicionais de cura representam uma contribui\u00e7\u00e3o inestim\u00e1vel para os modos de cuidar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora \u00c9rica explica que a pintura traz ao centro a figura de uma parteira, que simboliza a ci\u00eancia e a sabedoria de cuidado pr\u00f3pria de cada povo, al\u00e9m de elementos marcantes para o cuidado ind\u00edgena, como o cocar e o marak\u00e1. \u201cA parteira \u00e9 aquela que conhece e sabe manusear as ervas medicinais, trazendo consigo a for\u00e7a dos conhecimentos constru\u00eddos de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, enquanto a natureza representa a origem da for\u00e7a e do sagrado. Os saberes tradicionais n\u00e3o contribuem apenas para o cuidado dos povos ind\u00edgenas, mas para a comunidade em geral. A desvaloriza\u00e7\u00e3o desses conhecimentos representa uma perda significativa para a sa\u00fade p\u00fablica e para a valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade cultural brasileira\u201d. Ela acrescenta que a conex\u00e3o dos elementos da pintura fortalece o pertencimento de estudantes ind\u00edgenas no ambiente institucional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aluna do 6\u00ba per\u00edodo do curso de Enfermagem, Mihai\u2019wery Patax\u00f3, participou do processo de elabora\u00e7\u00e3o e pintura da arte, e destacou a necessidade de representatividade dos povos origin\u00e1rios em diferentes contextos. \u201cEsse projeto \u00e9 um sonho desde que entrei na UFMG, e que conseguimos realizar com o apoio do projeto de extens\u00e3o. A pintura vem para indigenizar a universidade, para mostrar que existem ind\u00edgenas presentes no campus e que n\u00f3s somos livres para ocupar espa\u00e7os sem deixar de lado quem somos. O respeito se faz necess\u00e1rio, porque a universidade tamb\u00e9m \u00e9 um territ\u00f3rio ind\u00edgena e a inclus\u00e3o precisa ser integrada.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre o projeto Parentes na Rede<\/strong><br \/>Criado em 2023, o projeto \u201cParentes na Rede: Fortalecimento do Cuidado e Sa\u00fade de Estudantes Ind\u00edgenas em Belo Horizonte\u201d articula um conjunto de atividades de extens\u00e3o desenvolvidas com e por estudantes ind\u00edgenas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Pr\u00f3-reitoria de Assuntos Estudantis, docentes e discentes da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o (FAE), da Psicologia da Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas (FAFICH), da Escola de Enfermagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"images\/Nova pasta\/ALUNOSINDIGENASEERICA.jpg\" alt=\"\" \/><em>Professora\u00a0\u00c9rica Dumont com os alunos do projeto de extens\u00e3o\u00a0Parentes na Rede<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO projeto tem o objetivo de contribuir para a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade de estudantes ind\u00edgenas em Belo Horizonte, Minas Gerais, a partir do fortalecimento de redes de cuidado, e surgiu da necessidade de fortalecer o acesso dos estudantes ind\u00edgenas da UFMG \u00e0 rede de sa\u00fade do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), durante a perman\u00eancia na capital mineira. Parte-se do princ\u00edpio de que o acesso \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 aten\u00e7\u00e3o diferenciada, direito dos povos ind\u00edgenas, \u00e9 condi\u00e7\u00e3o fundamental para a garantia de perman\u00eancia dos estudantes na Universidade\u201d, explicou a professora \u00c9rica Dumont.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representar elementos simb\u00f3licos da cultura ind\u00edgena, destacando saberes ancestrais, espiritualidade, lideran\u00e7a, a conex\u00e3o com a natureza e a presen\u00e7a ind\u00edgena dentro da universidade. 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