{"id":4398,"date":"2025-04-07T02:42:18","date_gmt":"2025-04-07T05:42:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/?page_id=4398"},"modified":"2026-07-07T14:17:12","modified_gmt":"2026-07-07T17:17:12","slug":"pesquisa-aponta-desigualdades-no-controle-e-conscientizacao-da-hipertensao-arterial-na-populacao-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/?p=4398","title":{"rendered":"Pesquisa aponta desigualdades no controle e conscientiza\u00e7\u00e3o da hipertens\u00e3o arterial dos brasileiros"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas em cada dez brasileiros com 18 anos ou mais t\u00eam hipertens\u00e3o arterial (32,3%), popularmente conhecida como press\u00e3o alta. Um pouco mais da metade dessa popula\u00e7\u00e3o tem conhecimento do diagn\u00f3stico (60,8%). Entretanto, apesar de quase a totalidade com diagn\u00f3stico estar em tratamento medicamentoso (90,6%), somente a metade desses tem a press\u00e3o controlada (54,4%), com piores resultados em indiv\u00edduos com menor escolaridade e sem plano de sa\u00fade. \u00c9 o que constata <a href=\"https:\/\/bmcpublichealth.biomedcentral.com\/articles\/10.1186\/s12889-025-22008-8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estudo rec\u00e9m-publicado<\/a> por pesquisadores da Escola de Enfermagem da UFMG.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo \u00e9 fruto do mestrado da pesquisadora Maria Alice Souza Vieira no Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG, sob coordena\u00e7\u00e3o dos professores Jorge Gustavo Vel\u00e1squez Mel\u00e9ndez e Mariana Santos Felisbino Mendes. Foi realizado de forma transversal a partir da an\u00e1lise de dados da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS) com cerca de 59 mil adultos brasileiros. A coleta de dados ocorreu por meio de question\u00e1rios que investigaram sobre condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e de sa\u00fade, tamb\u00e9m com a realiza\u00e7\u00e3o de medidas de peso, altura, circunfer\u00eancia da cintura e aferi\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial dos participantes. Foram observadas varia\u00e7\u00f5es significativas por idade, sexo, escolaridade, ra\u00e7a\/cor, estado civil, plano de sa\u00fade e regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"images\/Nova pasta\/aferiodepressoarteria.jpg\" alt=\"\" \/><em>Somente a metade dos brasileiros tem a press\u00e3o controlada<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A popula\u00e7\u00e3o do estudo foi composta majoritariamente por mulheres (52,3%), com idade entre 36 e 59 anos (42,6%), de ra\u00e7a\/cor branca (47,5%) e com baixa escolaridade (49,1%). A maior concentra\u00e7\u00e3o de participantes est\u00e1 na regi\u00e3o Sudeste (43,9%), moradoras de \u00e1reas urbanas (86,2%) e que vivem com sem plano de sa\u00fade (69,7%). Al\u00e9m da alta preval\u00eancia da hipertens\u00e3o (32,3%) em adultos maiores de 18 anos, a pesquisa revelou que o maior \u00edndice de desconhecimento do diagn\u00f3stico ocorre por parte dos homens (50,5%), jovens de 18 a 35 anos (28,3%), pessoas com companheiro (56,6%), moradores de \u00e1reas rurais (54,9%) e aqueles sem plano de sa\u00fade (58,9%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relato de tratamento medicamentoso foi alto, atingindo 90,6% dos diagnosticados, no entanto, grupos como homens (85,9%) e pessoas mais jovens (74,4%) apresentaram menor preval\u00eancia do uso da medica\u00e7\u00e3o. A an\u00e1lise tamb\u00e9m indicou que apenas 54,4% dos hipertensos em tratamento possuem a press\u00e3o arterial controlada, os com baixa escolaridade (51,7%) e sem plano de sa\u00fade (52%) t\u00eam menor preval\u00eancia no controle da press\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A egressa do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Enfermagem destaca que mesmo no contexto de amplo acesso \u00e0 medica\u00e7\u00e3o, o controle da hipertens\u00e3o foi menor do que o esperado. \u201cOutras estrat\u00e9gias para melhor controle da HA devem ser levadas em considera\u00e7\u00e3o, incluindo a ades\u00e3o ao tratamento. Por exemplo, a vincula\u00e7\u00e3o e responsabiliza\u00e7\u00e3o tanto do profissional quanto do usu\u00e1rio s\u00e3o elementos necess\u00e1rios para garantir a longitudinalidade do cuidado. A\u00e7\u00f5es educativas poderiam ser uma estrat\u00e9gia de vincula\u00e7\u00e3o, mas s\u00e3o pouco valorizadas e t\u00eam baixa frequ\u00eancia. Al\u00e9m disso, o estabelecimento de medidas n\u00e3o farmacol\u00f3gicas \u00e9 crucial para o controle da hipertens\u00e3o como interven\u00e7\u00f5es coadjuvantes ao tratamento medicamentoso, tais como a redu\u00e7\u00e3o da ingest\u00e3o de s\u00f3dio, atividade f\u00edsica regular, cessa\u00e7\u00e3o do tabagismo e controle do peso devem ser considerados\u201d, orienta Maria Alice.<\/p>\n<p>A pesquisadora destaca a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para grupos mais vulner\u00e1veis. \u201cEmbora uma alta porcentagem de pacientes hipertensos esteja tomando medicamentos, ainda h\u00e1 lacunas substanciais na conscientiza\u00e7\u00e3o e controle, particularmente entre certos grupos sociodemogr\u00e1ficos. Esses achados destacam a presen\u00e7a de desigualdades socioecon\u00f4micas e demogr\u00e1ficas no controle da hipertens\u00e3o, destacando a necessidade de pol\u00edticas e interven\u00e7\u00f5es de sa\u00fade direcionadas. Priorizar esses grupos vulner\u00e1veis \u200b\u200bpode melhorar o gerenciamento geral da hipertens\u00e3o e reduzir um dos principais fatores de risco cardiovascular, abordando as disparidades nos resultados de sa\u00fade em todo o Brasil\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tr\u00eas em cada dez brasileiros com 18 anos ou mais t\u00eam hipertens\u00e3o arterial (32,3%), popularmente conhecida como press\u00e3o alta. 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