{"id":4247,"date":"2024-09-09T15:43:43","date_gmt":"2024-09-09T18:43:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/?page_id=4247"},"modified":"2026-07-07T14:17:31","modified_gmt":"2026-07-07T17:17:31","slug":"estudo-da-escola-de-enfermagem-da-ufmg-revela-elevada-prevalencia-de-agressoes-virtuais-cyberbullying-entre-adolescentes-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/?p=4247","title":{"rendered":"Estudo revela elevada preval\u00eancia de agress\u00f5es virtuais, cyberbullying, entre adolescentes brasileiros"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" style=\"float: right;\" src=\"images\/Nova pasta\/cyberbulling2.png\" alt=\"\" \/>O cyberbullying, pr\u00e1tica de agress\u00f5es de forma virtual, como redes sociais e aplicativos de mensagem, \u00e9 um fen\u00f4meno contempor\u00e2neo cada vez mais frequente com divulga\u00e7\u00e3o de imagens, v\u00eddeos ou mensagens ofensivas sobre um indiv\u00edduo ou um grupo.<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/csc\/a\/CyKG8gtX7p9Zq5FWGfJZjJq\/?lang=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> Estudo pioneiro no Brasil<\/a> sobre essa nova forma de viol\u00eancia, realizado por pesquisadores da Escola de Enfermagem da UFMG e do\u00a0<span style=\"white-space: pre-wrap; font-size: 12.16px;\">Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (<\/span><span style=\"font-size: 12.16px;\">IBGE)<\/span> <span style=\"font-size: 12.16px;\">com 159.245 estudantes de 13 a 17 anos, do Ensino Fundamental e M\u00e9dio de escolas p\u00fablicas e privadas, revelou preval\u00eancia de 13,2% de v\u00edtimas de cyberbullying.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados s\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o mais recente da Pesquisa Nacional de Sa\u00fade do Escolar (PeNSE), realizada pelo IBGE em parceria com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS). A preval\u00eancia mais elevada foi no sexo feminino (16,2%), entre escolares de escola p\u00fablica (13,5%) e filhos de m\u00e3es sem escolaridade (16,2%). A preval\u00eancia foi maior tamb\u00e9m para os escolares que relatam sofrer agress\u00e3o dos pais (22,6%), que n\u00e3o tem supervis\u00e3o dos pais para o que fazem no tempo livre (18,1%), que n\u00e3o moram com os pais (15,4%), que faltam \u00e0s aulas sem autoriza\u00e7\u00e3o dos pais (18,4%), que sentem que ningu\u00e9m se importava com eles (18,6%), se sentem tristes (17%), que n\u00e3o tem amigos (26,1%) e que referem que a vida n\u00e3o vale a pena (22,3%). Al\u00e9m disso, escolares que usam bebidas alc&amp;oacut e;olicas (19,1%), cigarro (24,8%), tabaco (22,4%;) e drogas il\u00edcitas (26,4%) e que referem j\u00e1 ter tido rela\u00e7\u00e3o sexual (17,1%) tamb\u00e9m apresentaram maior preval\u00eancia de cyberbullying<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coordenadora do estudo, professora Deborah Carvalho Malta, do Departamento de Enfermagem Materno-infantil e Sa\u00fade P\u00fablica da EEUFMG, explicou que os estudantes foram previamente informados sobre os objetivos e as principais caracter\u00edsticas da pesquisa e sobre a participa\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria. \u201cEles responderam a um question\u00e1rio estruturado, autoaplic\u00e1vel por meio de smartphone, sob a supervis\u00e3o de pesquisadores do IBGE, que contemplava informa\u00e7\u00f5es sobre situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica, contexto familiar, experimenta\u00e7\u00e3o e uso de cigarro, \u00e1lcool e outras drogas, viol\u00eancia, seguran\u00e7a, acidentes e outras condi\u00e7\u00f5es de vida\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda de acordo com o estudo, os adolescentes mais novos (13 a 15 anos) tiveram maior preval\u00eancia de cyberbullying. A professora ressalta que esse achado \u00e9 discrepante com o de alguns estudos internacionais, que t\u00eam apontado maior exposi\u00e7\u00e3o entre os mais velhos.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00e1tica foi tamb\u00e9m observada fortemente associada com indicadores de pior sa\u00fade mental, adolescentes que referiram n\u00e3o ter amigos, sentir que ningu\u00e9m se importava com eles e que a vida n\u00e3o vale a pena, reportaram mais <em>cyberbullying<\/em>. \u201cEsses resultados est\u00e3o em conformidade com a literatura, que identificou que essas v\u00edtimas tiveram um aumento substancial nos riscos relacionados com depress\u00e3o, idea\u00e7\u00f5es suicidas, tentativas de suic\u00eddio e automutila\u00e7\u00e3o, ou seja, piores indicadores de sa\u00fade mental\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora Deborah lembra que a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) destaca a complexidade do tema, seu crescimento global, bem como a diversifica\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas da viol\u00eancia on-line contra crian\u00e7a. \u201cAl\u00e9m do cyberbullying, crescem tamb\u00e9m a explora\u00e7\u00e3o e abuso sexual infantil on-line, a produ\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de abuso sexual infantil e outras formas de vitimiza\u00e7\u00e3o. A OMS define estrat\u00e9gias para o enfrentamento como programas sobre preven\u00e7\u00e3o focada nos jovens; programas de seguran\u00e7a on-line para crian\u00e7as e adolescentes; medidas regulat\u00f3rias e de seguran\u00e7a de internet contra cyberbullying\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisadora destaca, ainda, que no Brasil, um cen\u00e1rio positivo foi a aprova\u00e7\u00e3o, em janeiro de 2024, da nova Lei 14.811\/2024 que define que os munic\u00edpios dever\u00e3o estabelecer protocolos de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as e adolescentes contra todas as formas de viol\u00eancia no ambiente escolar, bem como viabilizar a capacita\u00e7\u00e3o de profissionais docentes. \u201cAs medidas dever\u00e3o ser executadas em parceria com os estados e a Uni\u00e3o. A lei define puni\u00e7\u00f5es e multas contra adultos que cometam bullying contra crian\u00e7as ou adolescentes. No caso de agress\u00e3o cometida por adolescentes, estes respondem por meio de medidas socioeducativas, no caso de crian\u00e7as, os respons\u00e1veis legais s\u00e3o processados. No caso do cyberbullying, caso a intimida\u00e7\u00e3o ocorra por meio da Internet, redes sociais, aplicativos ou jogos, a pena passa a ser de reclus\u00e3o de 2 a 4 anos, al\u00e9m da multa\u201d..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo conclui que \u00e9 necess\u00e1rio monitorar essa pr\u00e1tica de agress\u00f5es de forma virtual e pensar em seu enfrentamento efetivo, uma vez que mensagens ofensivas podem se disseminar e se manter no espa\u00e7o virtual de forma permanente. \u201cCom a dificuldade de se identificar os agressores na internet, muitas vezes essa forma de viol\u00eancia \u00e9 ainda mais desafiadora, com poucas puni\u00e7\u00f5es e perman\u00eancia oculta da identidade de seus perpetradores. Estes fatos destacam para a necessidade de avan\u00e7ar nas a\u00e7\u00f5es regulat\u00f3rias das redes sociais, avan\u00e7ar no monitoramento, estabelecendo puni\u00e7\u00f5es claras, a\u00e7\u00f5es intersetoriais, envolvendo a sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, poder judici\u00e1rio, al\u00e9m da sociedade e familiares, visando avan\u00e7ar na agenda 2030 bem-estar dos adolescentes e deter todas as formas d e viol\u00eancia\u201d, conclui a professora Deborah Malta.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cyberbullying, pr\u00e1tica de agress\u00f5es de forma virtual, como redes sociais e aplicativos de mensagem, \u00e9 um fen\u00f4meno contempor\u00e2neo cada vez mais frequente com divulga\u00e7\u00e3o de imagens, v\u00eddeos ou mensagens [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_EventAllDay":false,"_EventTimezone":"","_EventStartDate":"","_EventEndDate":"","_EventStartDateUTC":"","_EventEndDateUTC":"","_EventShowMap":false,"_EventShowMapLink":false,"_EventURL":"","_EventCost":"","_EventCostDescription":"","_EventCurrencySymbol":"","_EventCurrencyCode":"","_EventCurrencyPosition":"","_EventDateTimeSeparator":"","_EventTimeRangeSeparator":"","_EventOrganizerID":[],"_EventVenueID":[],"_OrganizerEmail":"","_OrganizerPhone":"","_OrganizerWebsite":"","_VenueAddress":"","_VenueCity":"","_VenueCountry":"","_VenueProvince":"","_VenueState":"","_VenueZip":"","_VenuePhone":"","_VenueURL":"","_VenueStateProvince":"","_VenueLat":"","_VenueLng":"","_VenueShowMap":false,"_VenueShowMapLink":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-4247","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4247"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4247\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7645,"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4247\/revisions\/7645"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}