{"id":247,"date":"2016-10-04T09:11:02","date_gmt":"2016-10-04T12:11:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/?page_id=247"},"modified":"2026-07-06T13:05:46","modified_gmt":"2026-07-06T16:05:46","slug":"equipe-da-escola-de-enfermagem-visita-idosos-para-diagnosticar-precocemente-a-doenca-renal-cronica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/?p=247","title":{"rendered":"Equipe da Escola de Enfermagem visita idosos para diagnosticar precocemente a doen\u00e7a renal cr\u00f4nica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span>Visitas domiciliares para detec&ccedil;&atilde;o precoce da doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica em idosos &eacute; a estrat&eacute;gia central do projeto Estudo epidemiol&oacute;gico da doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica n&atilde;o dial&iacute;tica em idosos residentes na regi&atilde;o Noroeste de Belo Horizonte, Minas Gerais, coordenado pela professora S&ocirc;nia Maria Soares, da Escola de Enfermagem da UFMG.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>O projeto, que teve in&iacute;cio em 2010, surgiu da experi&ecirc;ncia profissional da enfermeira Patr&iacute;cia Aparecida Barbosa Silva, estudante do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem. &#8220;Detectei que era cada vez maior o n&uacute;mero de pacientes que necessitavam do tratamento de hemodi&aacute;lise. Entretanto, o n&uacute;mero de vagas dispon&iacute;veis era insuficiente para atender toda a demanda&#8221;, explica Patr&iacute;cia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>Constatou-se, ent&atilde;o, a necessidade de elaborar estrat&eacute;gia que pudesse intervir nessa realidade. A ideia central era identificar precocemente os est&aacute;gios iniciais da doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica e seus fatores de risco. Da&iacute; surgiu o projeto, que consiste na abordagem em domic&iacute;lio de idosos com 60 anos ou mais, residentes na Regi&atilde;o Noroeste de Belo Horizonte. Eles s&atilde;o convidados a participar da pesquisa e respondem a um question&aacute;rio com vari&aacute;veis socioecon&ocirc;micas, demogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas. O trabalho foi um dos selecionados pela Fapemig para ser apresentado em mostra de inova&ccedil;&atilde;o realizada no in&iacute;cio de agosto.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span><img decoding=\"async\" src=\"images\/patricia_e_sonia.png\" alt=\"patricia e sonia\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><strong>Patr&iacute;cia e S&ocirc;nia: orienta&ccedil;&atilde;o em casa para mudar estilo de vida<\/strong><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>Para o diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica s&atilde;o coletadas amostras de sangue e urina por duas enfermeiras integrantes do projeto. De posse dos resultados dos exames laboratoriais, elas retornam &agrave;s casas para comunic&aacute;-los aos idosos, repassar orienta&ccedil;&otilde;es e entregar material educativo com informa&ccedil;&otilde;es sobre a preven&ccedil;&atilde;o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>Desde o in&iacute;cio do projeto, foram entrevistados 208 pessoas, das quais 72 apresentavam doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica. No entanto, apenas nove j&aacute; haviam sido diagnosticadas. A doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica caracteriza-se pela les&atilde;o dos rins, com diminui&ccedil;&atilde;o da capacidade do &oacute;rg&atilde;o de filtrar o sangue e eliminar a urina. A enfermidade pode manifestar-se em cinco est&aacute;gios diferentes e &eacute; detectada pelas dosagens de creatinina e microalbumin&uacute;ria no sangue e na urina.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>&#8220;Quando o diagn&oacute;stico precoce aponta para os grau 1, 2 ou 3, a aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica pode intervir. No grau 3, j&aacute; &eacute; necess&aacute;rio acompanhamento do nefrologista. A detec&ccedil;&atilde;o precoce dos est&aacute;gios iniciais da doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica evita que o paciente evolua para o est&aacute;gio 5, a forma mais grave e que requer tratamento dial&iacute;tico&#8221;, explica a professora S&ocirc;nia Maria Soares.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>Segundo a professora, a falta de sintomas em pacientes de graus 1 a 3 torna o diagn&oacute;stico mais dif&iacute;cil. Como eles podem ser tratados apenas com modifica&ccedil;&otilde;es no estilo de vida, a visita da equipe do projeto &eacute; importante para evitar que o estado de sa&uacute;de dos idosos se agrave. &#8220;Nos est&aacute;gios iniciais, o idoso geralmente nem sabe que tem a doen&ccedil;a. Quando o visitamos e diagnosticamos a doen&ccedil;a precocemente, conseguimos ajud&aacute;-lo a mudar seus h&aacute;bitos&#8221;, diz S&ocirc;nia Soares.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span>Envelhecimento<br \/><\/span><\/strong><span>Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia, 10 milh&otilde;es de brasileiros sofrem de algum tipo de disfun&ccedil;&atilde;o renal, e mais de 120 mil fazem hemodi&aacute;lise. A diabetes e a hipertens&atilde;o, doen&ccedil;as comuns em idosos, s&atilde;o fatores de risco para a doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica. Segundo a professora S&ocirc;nia Soares, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de criou programas de preven&ccedil;&atilde;o, mas ainda h&aacute; lacunas em suas execu&ccedil;&otilde;es.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>&#8220;O crescimento das taxas de longevidade do brasileiro tamb&eacute;m favorece a amplia&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de casos da doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica. Estimativas indicam aumento de 8% de novos casos de doen&ccedil;a com necessidade de tratamento dial&iacute;tico ou transplante renal. Como n&atilde;o h&aacute; vagas para todos, &eacute; importante detectarmos a doen&ccedil;a em fase inicial&#8221;, recomenda a professora.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>Patr&iacute;cia Barbosa acrescenta que parcerias com a Secretaria Municipal de Sa&uacute;de foram estabelecidas para encaminhar idosos em est&aacute;gios 3, 4 ou 5 ao nefrologista, mas a fila de espera por consulta &agrave; especialidade &eacute; extensa. &#8220;T&iacute;nhamos 48 idosos para encaminhar, mas, como a lista de espera &eacute; grande, a les&atilde;o renal vai se agravando. Assim, perdemos as chances de intervir na progress&atilde;o da doen&ccedil;a, e uma das pacientes do projeto precisou de hemodi&aacute;lise de urg&ecirc;ncia&#8221;, conta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span><strong>Para a sa&uacute;de entrar<br \/><\/strong><\/span><span>A constata&ccedil;&atilde;o de que a consci&ecirc;ncia da doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica &eacute; pouco difundida na popula&ccedil;&atilde;o e at&eacute; entre profissionais de sa&uacute;de resultou no projeto de extens&atilde;o DRC: de portas abertas para a Sr&ordf; Sa&uacute;de entrar. Por meio dele, pesquisadores da Escola de Enfermagem elaboraram materiais l&uacute;dicos-pedag&oacute;gicos e interativos para que os idosos recebam orienta&ccedil;&otilde;es sobre fatores de risco para o desenvolvimento da doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica, diabetes mellitus e hipertens&atilde;o arterial.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>&#8220;Ensinamos &agrave;s pessoas como proteger os rins. Al&eacute;m disso, pacientes diagnosticados com grau mais avan&ccedil;ado da doen&ccedil;a tamb&eacute;m s&atilde;o orientados a procurar uma unidade de sa&uacute;de para que sejam encaminhados ao nefrologista&#8221;, afirma Patr&iacute;cia Barbosa. A pesquisadora destaca, ainda, o ineditismo do trabalho. &#8220;N&atilde;o conhecemos outro estudo com base populacional no Brasil que fa&ccedil;a o rastreamento precoce da doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica em idosos. A inser&ccedil;&atilde;o do pesquisador no domic&iacute;lio abre espa&ccedil;o para novos olhares, possibilitando a interven&ccedil;&atilde;o&#8221;, diz ela, acrescentando que o objetivo do projeto &eacute; detectar outros problemas relacionados &agrave; doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica.<br \/><em>(Com Boletim da UFMG)<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Visitas domiciliares para detec&ccedil;&atilde;o precoce da doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica em idosos &eacute; a estrat&eacute;gia central do projeto Estudo epidemiol&oacute;gico da doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica n&atilde;o dial&iacute;tica em idosos residentes na regi&atilde;o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_EventAllDay":false,"_EventTimezone":"","_EventStartDate":"","_EventEndDate":"","_EventStartDateUTC":"","_EventEndDateUTC":"","_EventShowMap":false,"_EventShowMapLink":false,"_EventURL":"","_EventCost":"","_EventCostDescription":"","_EventCurrencySymbol":"","_EventCurrencyCode":"","_EventCurrencyPosition":"","_EventDateTimeSeparator":"","_EventTimeRangeSeparator":"","_EventOrganizerID":[],"_EventVenueID":[],"_OrganizerEmail":"","_OrganizerPhone":"","_OrganizerWebsite":"","_VenueAddress":"","_VenueCity":"","_VenueCountry":"","_VenueProvince":"","_VenueState":"","_VenueZip":"","_VenuePhone":"","_VenueURL":"","_VenueStateProvince":"","_VenueLat":"","_VenueLng":"","_VenueShowMap":false,"_VenueShowMapLink":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-247","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/247","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=247"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/247\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4791,"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/247\/revisions\/4791"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=247"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=247"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=247"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}