{"id":118,"date":"2016-06-30T11:51:21","date_gmt":"2016-06-30T14:51:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/?page_id=118"},"modified":"2026-07-06T13:04:06","modified_gmt":"2026-07-06T16:04:06","slug":"lutas-e-conquistas-marcam-os-30-anos-de-regulamentacao-da-enfermagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.enf.ufmg.br\/?p=118","title":{"rendered":"Lutas e conquistas marcam os 30 anos de regulamenta\u00e7\u00e3o da Enfermagem"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O enfermeiro &eacute; o profissional que se dedica a cuidar do pr&oacute;ximo, a aliviar um sofrimento, desenvolvendo atividades de promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Do rec&eacute;m-nascido ao idoso. De um simples exame a um atendimento de urg&ecirc;ncia. No dia 25 de junho de 2016, a profiss&atilde;o completa 30 anos de regulamenta&ccedil;&atilde;o, marcada por lutas e conquistas na atua&ccedil;&atilde;o do enfermeiro, no ensino e na pesquisa.<br \/>Constru&iacute;da no contexto em que as pol&iacute;ticas de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de eram fortemente influenciadas pelo modelo privativista, curativo e tecnicista, a Lei 7.498\/86 garantiu o reconhecimento da Enfermagem como profiss&atilde;o. Surge na legisla&ccedil;&atilde;o a possibilidade do enfermeiro atuar como integrante das equipes de sa&uacute;de, no planejamento de a&ccedil;&otilde;es que visem satisfazer as necessidades da popula&ccedil;&atilde;o, na defesa dos princ&iacute;pios das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de, na dire&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de Enfermagem e de cursos de forma&ccedil;&atilde;o profissional.<br \/>A diretora da Escola de Enfermagem da UFMG, professora Eliane Marina Palhares Guimar&atilde;es, ressaltou que ap&oacute;s 30 anos de aprova&ccedil;&atilde;o dessa Lei, h&aacute; muito que comemorar. Segundo ela, a enfermagem constitui a maior equipe profissional na &aacute;rea da sa&uacute;de, exercida por enfermeiros, t&eacute;cnicos e auxiliares de enfermagem. &ldquo;Com a aprova&ccedil;&atilde;o da Lei 7498, em 1986, alguns dos principais impactos na pr&aacute;tica profissional foram a defini&ccedil;&atilde;o do prazo de dez anos para profissionaliza&ccedil;&atilde;o dos atendentes de enfermagem, uma vez que este grupo de indiv&iacute;duos n&atilde;o possui forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica, e a defini&ccedil;&atilde;o das atribui&ccedil;&otilde;es a serem desempenhadas, considerando a complexidade da a&ccedil;&atilde;o e o n&iacute;vel de forma&ccedil;&atilde;o profissional: enfermeiros, t&eacute;cnicos e auxiliares de enfermagem. Passados 30 anos de sua publica&ccedil;&atilde;o, com os investimentos realizados para a forma&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o, foi modificado o quadro de profissionais da enfermagem, possibilitando a melhoria da assist&ecirc;ncia prestada ao usu&aacute;rio dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de&rdquo;, destacou.<br \/><img decoding=\"async\" src=\"images\/files_576d4ea84ef0d.jpg\" alt=\"files 576d4ea84ef0d\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><strong style=\"font-family: Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; text-align: center;\"><span style=\"text-align: justify; line-height: 1.3em;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Assist&ecirc;ncia de Enfermagem no Hospital das Cl&iacute;nicas da UFMG &#8211; Foto:<\/span><span style=\"text-align: justify;\">Carla Amaral Carvalho<\/span><\/strong><br \/>Aline Reis Souza de Oliveira &eacute; enfermeira e trabalha na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de da Mulher na Regional Norte da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Belo Horizonte. Ela ressalta que a regulamenta&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o garantiu tamb&eacute;m reconhecimento e legitimidade &agrave; atua&ccedil;&atilde;o em &aacute;reas espec&iacute;ficas, como a obstetr&iacute;cia, o cuidado em home care, a estomaterapia, o suporte nutricional, entre outras. &ldquo;O enfermeiro hoje tem autonomia para realizar procedimentos inerentes &agrave; assist&ecirc;ncia da mulher no processo de gesta&ccedil;&atilde;o (pr&eacute;-natal), parturi&ccedil;&atilde;o e puerp&eacute;rio. Os enfermeiros obst&eacute;tricos e obstetrizes tamb&eacute;m est&atilde;o habilitados para assistir a mulher durante o parto normal e a tomada de decis&otilde;es at&eacute; a chegada do m&eacute;dico, como a aplica&ccedil;&atilde;o de anestesia local e realiza&ccedil;&atilde;o de incis&otilde;es para ampliar o canal de parto em casos de sofrimento do feto&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como desafio, a enfermeira Aline destaca &ldquo;a lacuna de nos organizarmos como classe trabalhadora para buscarmos melhorias nas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho. A legisla&ccedil;&atilde;o &eacute; omissa quando se trata da carga hor&aacute;ria, por exemplo. Identifico pequena movimenta&ccedil;&atilde;o da categoria. Talvez seja necess&aacute;rio um maior investimento dos gestores para despertar e empoderar os profissionais&rdquo;. Ela lembra que os profissionais de Enfermagem s&atilde;o a for&ccedil;a de trabalho em maior concentra&ccedil;&atilde;o em qualquer institui&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e que &eacute; preciso &ldquo;ocupar nosso espa&ccedil;o de trabalho com dignidade, seguran&ccedil;a e autonomia&rdquo;.<br \/><img decoding=\"async\" src=\"images\/files_576d4f6641833.jpg\" alt=\"files 576d4f6641833\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<strong>Alunos do curso de Enfermagem em aula pr&aacute;tica na EEUFMG<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora do Departamento de Enfermagem Aplicada da EEUFMG e presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Enfermagem &ndash; Se&ccedil;&atilde;o Minas Gerais (ABEn-MG), K&ecirc;nia Lara Silva, reconhece o crescimento da profiss&atilde;o nos &uacute;ltimos 30 anos. &ldquo;No campo da pr&aacute;tica profissional, a hist&oacute;ria tem nos conduzido para um cen&aacute;rio em que houve uma expans&atilde;o do mercado de trabalho, mudan&ccedil;as substanciais nos modelos de cuidado, com tecnifica&ccedil;&atilde;o e sistematiza&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica, o que tamb&eacute;m tem exigido novas compet&ecirc;ncias e habilidades dos profissionais&rdquo;. Ela destaca tamb&eacute;m que, no Brasil, h&aacute; mais de 90 programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem e mais de 170 bolsistas de produtividade em pesquisa no Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnol&oacute;gico. &ldquo;Esses n&uacute;meros s&atilde;o frutos do crescimento que a Enfermagem vem experimentando na sua produ&ccedil;&atilde;o cientifica e tecnol&oacute;gica. Contudo, ainda indicam a necessidade de mais investimentos para que tenhamos uma propor&ccedil;&atilde;o mais equ&acirc;nime com os n&uacute;meros apresentados pela oferta na gradua&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<br \/>Para K&ecirc;nia, o maior desafio da Enfermagem na atualidade est&aacute; vinculado ao campo do trabalho. Ela acredita que falta um claro entendimento do estoque e da distribui&ccedil;&atilde;o dos profissionais, comparados &agrave;s necessidades da popula&ccedil;&atilde;o e do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. &ldquo;&Eacute; preciso que haja um adequado planejamento e uma discuss&atilde;o profunda em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; composi&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho em Enfermagem e da valoriza&ccedil;&atilde;o profissional&rdquo;. De acordo com dados divulgados pelo Conselho Regional de Enfermagem de Minas Gerais (Coren-MG), a profiss&atilde;o representa 32% da for&ccedil;a de trabalho na sa&uacute;de, resultando em um contingente de aproximadamente 180.000 trabalhadores.<br \/><img decoding=\"async\" src=\"images\/files_576d4fda33d7c.jpg\" alt=\"files 576d4fda33d7c\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/>&nbsp;<strong>As alunas Amanda Alemar e J&eacute;ssica Saraiva, realizando atividade em comemora&ccedil;&atilde;o ao Dia Internacional da Mulher, em Carm&eacute;sia, durante o Internato Rural<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o trabalho da ABEn-MG, a professora conta que a Associa&ccedil;&atilde;o tem atuado nos espa&ccedil;os formais e nos movimentos coletivos em prol da Enfermagem e que a mobiliza&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o entre as subcategorias (t&eacute;cnicos, auxiliares e assistentes) para o fortalecimento da profiss&atilde;o ainda &eacute; um caminho a ser percorrido. &ldquo;Precisamos apostar no papel protagonista da Enfermagem no que diz respeito &agrave; modifica&ccedil;&atilde;o das estruturas de poder no interior da sociedade e construir novos la&ccedil;os de solidariedade e de defesa dos interesses coletivos rumo a uma cultura pol&iacute;tica mais participativa. Essa deve ser uma pr&aacute;tica cotidiana de todos n&oacute;s. O nosso papel social est&aacute; diretamente ligado &agrave; nossa capacidade de formar, mobilizar e agregar a Enfermagem na defesa da sa&uacute;de e da vida com dignidade&rdquo;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O enfermeiro &eacute; o profissional que se dedica a cuidar do pr&oacute;ximo, a aliviar um sofrimento, desenvolvendo atividades de promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Do rec&eacute;m-nascido ao idoso. 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