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Escola de Enfermagem institui Núcleo de Acolhimento em Saúde Mental e inaugura espaços de convivência

Como parte da Política de Saúde Mental da UFMG, a Escola de Enfermagem implantou nesta quarta-feira, 24 de setembro, o Núcleo de Acolhimento em Saúde Mental da Escola de Enfermagem (NASMEE), que irá integrar a estrutura organizacional da Escola, assessorando a Diretoria em assuntos relativos à ordem pedagógica e psicossocial que afetam individual ou coletivamente a comunidade da EEUFMG. Trata-se de uma assessoria em saúde mental para acolhimento das demandas da Unidade e encaminhamento de acordo com os fluxos institucionais da UFMG e Comissão Permanente de Saúde Mental (CPSM). O espaço para o atendimento será na sala 203, ao lado da Seção de Ensino. Além disso, foi inaugurado também, em todos andares da Unidade, os espaços de convivência que visam promover a interação social entre estudantes, professores, servidores técnico-administrativos e funcionários.

O evento contou com a presença da comunidade acadêmica da Escola de Enfermagem, da pró-reitora de assuntos estudantis, professora Licínia Maria Correa; da diretora da Diretoria de Políticas de Ações Afirmativas da UFMG, professora Elisângela Chaves e dos funcionários do Departamento de Manutenção e Operação da Infraestrutura da UFMG (DEMAI)  e da Divisão de Áreas Verdes (DAV).

O evento aconteceu no hall do 1º andar

Durante o evento, a professora Licínia Correa enfatizou que acompanhou o processo de diálogos sobre esse espaço de convivência e pontuou a alegria de ver a comunidade da UFMG reunida em todos os seus atores e da comunidade. “Isso mostra que essa unidade tem um lugar diferente na universidade, coloca todos no mesmo plano: funcionários, servidores, professores e estudantes. Essa é uma forma de acolhimento, já é algo que essa unidade acadêmica está dizendo para todas as outras, uma sensibilidade vemos poucas vezes. Uma das coisas que eu mais insisto na UFMG, desde que estou aqui, é que essa universidade seja realmente afirmativa. Ação afirmativa você não faz somente com acesso de pretos, pardos, indígenas, quilombolas e PCDs na instituição, mas com todo gesto, ato, em que todas as pessoas são de fato reconhecidas na sua potência, aquilo que elas são capazes de fazer, sem as hierarquias que muitas vezes nós construímos simbolicamente, e às vezes construímos objetivamente”.

A diretora da Escola de Enfermagem, professora Sônia Maria Soares, ressalta a importância da criação desse órgão para a Unidade. Segundo ela, a criação do Núcleo é um passo muito importante para fortalecer a instituição e a construção desse ambiente acadêmico que será com certeza mais inclusivo e acolhedor. “Acima de tudo, uma manifestação nossa em termos de reforçar o compromisso da Escola de Enfermagem em defesa da vida, da atenção à saúde, das questões que envolvem a promoção da saúde mental, principalmente no que tange ao favorecimento do nosso bem-estar”, pontuou.

O evento contou com a presença de todos os funcionários do DEMAI e da DAV que contribuíram para construção dos espaços de convivência

A professora Amanda Márcia dos Santos Reinaldo, subcoordenadora do NASMEE, durante o evento enfatizou que o núcleo não é só para estudantes, é também para os técnico-administrativos, para os professores, para os terceirizados, e que as portas estarão abertas para fazer o acolhimento em saúde mental.

A estudante do curso de Nutrição Penélope Gomes, presidente do Diretório Acadêmico do curso, destacou que é um dia histórico para a Escola de Enfermagem, e também para a Universidade Federal de Minas Gerais. “Esse passo é muito importante porque, quando falamos sobre permanência na universidade, sempre passa pela saúde mental e sabemos que grande número de evasão da universidade é por conta da saúde mental. Esse espaço de convivência é muito importante para os estudantes. Eu agradeço, em nome do Diretório Acadêmico de Nutrição dos estudantes e também do Diretório Central dos estudantes, essa iniciativa, que ela permeie toda a universidade, que as outras unidades consigam também colocar projetos tão importantes quanto o NASMEE e esse espaço.

As professoras Licínia Correa e Elisângela Chaves em conversa com os estudantes no espaço de convivência

Atuação do Núcleo
A coordenação do Núcleo de Acolhimento em Saúde Mental da Escola de Enfermagem é da professora Janaina Soares e a subcoordenação da Amanda Márcia dos Santos Reinaldo, ambas do Departamento de Enfermagem Aplicada da EEUFMG. A atuação ocorrerá por meio do acolhimento de demandas, não configurando atendimento psicológico ou qualquer outra forma de terapia, seguindo os fluxos já estabelecidos pela CPSM e Reitoria da UFMG para cumprir seus objetivos e tarefas. O Núcleo tem como principais objetivos: promover ações de promoção de saúde mental no âmbito da unidade; planejar e desenvolver atividades que abordem de forma direta ou indireta questões de saúde mental relacionados à comunidade da EE; envolver e motivar a comunidade local para a identificação precoce e para a adoção de medidas cooperativas e de promoção da saúde mental, em especial nos momentos mais críticos dos cursos, do sofrimento mental de seus usuários; criar condições de acolher e de encaminhar para assistência a pessoa com possível transtorno mental, mantendo o vínculo deste com o NASMEE; oferecer aos professores, técnicos administrativos, trabalhadores e estudantes suporte para a abordagem de problemas surgidos no contato interpessoal interno.

A professora Janaina Soares explica os principais objetivos que se pretende alcançar com a criação do NASMEE. “A ideia do Núcleo é criar um espaço de acolhimento e Escuta para a comunidade da EE, programar atividades de promoção da saúde mental, discutir as situações de sofrimento mental e dar os devidos encaminhamentos. Além de se constituir em um espaço de referência para pensar, discutir, acolher, e promover a saúde mental dessa comunidade.

Acolhimento
Segundo a professora Janaina, as questões de ordem pedagógica são consideradas como acolhimento a questões relativas ao apoio, escuta e orientação inicial sobre procedimentos relacionados ao percurso acadêmico, escuta a docentes sobre elaboração de atividades acadêmicas para discentes em Regime Especial ou Regime Acadêmico Especial para Permanência (RAEP), quando envolver a Saúde Mental.

Já a ordem psicossocial versa sobre o acolhimento às demandas que afetam a Saúde Mental da comunidade interna da EE UFMG, como: docentes, discentes, técnicos administrativos e funcionário contratado na Unidade pelo regime de CLT.

Estrutura organizacional
A estrutura do NASMEE compreende uma Coordenação, Colegiado, Secretaria e Equipe técnica de acolhimento. A coordenação deverá propor e acompanhar as atividades gerais, coordenar os assuntos de ordem administrativa, representar interna e externamente o órgão e gerenciar o Colegiado. O colegiado deverá planejar, propor, acompanhar e avaliar as atividades do NASMEE. Os titulares do Colegiado são: professora Andreza Werli Meinberg, do Departamento de Enfermagem Básica; professora Eunice Francisca Martins, do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública; professora Marlene Azevedo Magalhães Monteiro, do Departamento de Nutrição; professora Karla Rona da Silva, do Departamento de Gestão de Serviços de Saúde e Maíra Helena de Oliveira Costa, servidora técnico-administrativa do Colegiado de Graduação em Nutrição.

As diretoras da EEUFMG, professoras Sônia Soares e Simone Cardoso; as professoras Licínia Correa e Elisângela Chaves com a equipe do NASMEE

Os suplentes do colegiado são: professora Silmar Maria da Silva, do Departamento de Enfermagem Básica; Poliana Cristina Soares Natividade, servidora técnico-administrativa no Laboratório de Enfermagem; professora Vanessa Alves Ferreira, do Departamento de Nutrição; professora Adriane Vieira, do Departamento de Gestão de Serviços de Saúde e Cíntia de Assis Araújo, servidora técnico-administrativa do Almoxarifado. Além disso, o núcleo conta com a representação de estudantes dos três cursos de graduação da Escola. A secretaria será encarregada das atividades administrativas do NASMEE, ficando a cargo da Diretoria nomear os técnico-administrativos responsáveis pela função. A Equipe técnica de acolhimento terá a função de organizar e promover ações visando suporte a coordenação, propor, desenvolver e executar atividades destinadas a identificar e a acolher os demandantes, articular e orientar quanto ao acompanhamento psicológico, psiquiátrico dentre outros, quando indicados e será composta por uma equipe multiprofissional e multidisciplinar.

O NASMEE é regido pelo Estatuto e Regimento Geral da UFMG, pelo Regimento da Escola de Enfermagem, pelas Diretrizes dos Núcleos de Acolhimento e Escuta da UFMG, por seu Regulamento e por resoluções de sua Coordenação.
Espaços de convivência.

Desde o início de 2024, a Comissão de Espaços Físicos, formada por servidores técnico-administrativos, professores e estudantes, vem trabalhando para repensar a Escola de Enfermagem em termos de seus ambientes e trazer melhorias para toda a comunidade, a partir de suas demandas manifestas. Uma das propostas da Comissão aprovadas pela Congregação e agora executada pela Direção, foi a criação dos espaços de convivência que estão localizados em todos os andares da Unidade, projetados para serem confortáveis, acessíveis com ambientes que incentivam o encontro casual, estudos, a troca de ideias e o desenvolvimento de relações interpessoais entre os membros da comunidade acadêmica.

Estudantes estudando no espaço de convivência do 1º andar

Além disso, oferecem um refúgio para relaxar, descontrair e afastar-se das atividades acadêmicas diárias, contribuindo para a saúde mental. A vice-diretora, professora Simone Cardoso Lisboa Pereira, destaca a importância desses espaços e como foram planejados. "A inauguração dos espaços de convivência em todos os andares da Escola de Enfermagem responde a uma demanda legítima da nossa comunidade por ambientes dignos para as pausas, as refeições e os momentos de descanso. Nosso compromisso institucional com a promoção da saúde mental, o cuidado integral e a valorização das relações humanas. Mais do que uma intervenção arquitetônica: é uma afirmação simbólica de que o cuidado também se constrói na presença, na escuta e na convivência cotidiana. Esses ambientes foram pensados para acolher não só corpos, mas também silêncios, encontros, pausas e afetos — elementos fundamentais na promoção da saúde mental da nossa comunidade.

Simone Cardoso destaca, ainda, que acredita que promover saúde mental também é criar condições para que as pessoas se encontrem, conversem, escutem e se reconheçam. “Que esses espaços contribuam para tornar nossa comunidade mais conectada, solidária e saudável — e que sigam sendo um lugar onde o cotidiano possa ser vivido com mais leveza, humanidade e presença”.