Obras na UFMG devem ser retomadas com verbas do Novo PAC para universidades


A reitora Sandra Regina Goulart Almeida avaliou como positivo o encontro dos dirigentes das instituições federais de ensino superior com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da Educação, Camilo Santana, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, além do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, nesta segunda-feira, 10 de junho, no Palácio do Planalto. Na ocasião, foi feito o anúncio de investimentos de R$ 5,5 bilhões do Novo PAC para universidades e institutos federais, além da informação sobre nova recomposição orçamentária.

“A reunião teve notícias importantes, com retorno sobre demandas feitas há muito tempo pela Andifes para o governo federal, como recursos de investimento, por meio do detalhamento da distribuição dos recursos do PAC para as Universidades. Ao todo, serão investidos R$ 3 bilhões para obras nas universidades, incluindo a retomada de empreendimentos do Reuni [Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais], algo tão esperado por nossa Instituição. Ainda não sabemos quanto será destinado para cada universidade, mas a expectativa é que a UFMG seja contemplada com a retomada da obra do anexo da Escola de Música, entre outras já pactuadas”, disse.

Os R$ 3,17 bilhões serão destinados a 338 obras em todo o país, direcionadas ao fortalecimento da graduação (salas de aula, laboratórios, bibliotecas, auditórios, estruturas acadêmicas e complexos esportivos e culturais), das quais 223 serão iniciadas, 95 retomadas e 20, que estão em andamento, concluídas.

Orçamento
Além dos investimentos na parte estrutural, as universidades federais serão beneficiadas com a ampliação de R$ 400 milhões do orçamento para custeio de despesas como contratos terceirizados, serviços concessionários (água, energia, etc.) e manutenções e reparos de estruturas. Em maio de 2024, o Ministério da Educação já tinha feito uma recomposição do corte realizado no orçamento, no valor de R$ 347 milhões, sendo R$ 242 milhões para as universidades e R$ 105 milhões para os institutos federais. A nova suplementação será de R$ 279 milhões para as universidades, que terão um total de R$ 6,38 bilhões para custeio após a ampliação do orçamento.

“A segunda complementação orçamentária neste ano foi outro importante anúncio. Sabemos que é muito difícil recompor tudo que foi cortado nos últimos anos. O orçamento de 2024 da UFMG aprovado pelo Congresso era menor que o de 2023, portanto, essa medida é muito importante para a nossa Universidade”, avaliou a reitora.

(Com informações da Agência GOV)


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