UFMG é a federal com produção científica de maior impacto em citações, diz levantamento de Stanford


Igualando sua melhor posição alcançada em 2023, a UFMG teve 64 nomes listados na mais recente edição do ranking de pesquisadores com maior impacto em citações científicas de todo o mundo. Organizada pela Universidade de Stanford, dos Estados Unidos, e disponível no repositório Elsevier, empresa de análise de informações científicas, a classificação sistematiza seus dados no agregador TOpSciNet, que pode ser consultado na internet. A edição do levantamento Stanford/Elsevier publicada em cada ano nessa plataforma lista os pesquisadores com produção científica de maior impacto em citações registradas no ano anterior.

A professora Deborah Malta é destaque no ranking novamente

O resultado de 2026 (referente a citações coletadas em artigos publicados de janeiro a agosto de 2025) situa a UFMG como a federal brasileira com a produção científica de maior impacto. O resultado desta edição é o melhor da série histórica da Universidade: em 2025, a UFMG teve 57 pesquisadores citados; em 2024, 58; em 2023, o mesmo número de agora, 64; em 2022, 58; em 2021, 49; e, em 2020, 41.

No universo científico, a citação qualificada pelos pares – que se materializa quando cientistas que investigam temas semelhantes ou correlacionados ao de um colega tomam o seu trabalho como ponto de partida ou referência para suas investigações – é um dos principais indicadores do valor e da relevância das pesquisas feitas por um pesquisador.

Top 3 na UFMG
Os três pesquisadores da UFMG mais bem colocados no ranking já figuravam em edições passadas: a professora Deborah Carvalho Malta, da Escola de Enfermagem, que ocupa a posição 68 no mundo na área de Saúde Pública e a posição 7.138 no ranking geral, o professor Herman Sander Mansur, da Escola de Engenharia, posição 276 na área de Materiais e 14.647 no ranking geral mundial, e o professor Ado Jório de Vasconcelos, do Instituto de Ciências Exatas (ICEX), posição 327 na área de Física Aplicada e 17.960 no ranking geral mundial.

No atual levantamento, chama atenção o fato de que, em três áreas, a UFMG aparece com cinco ou mais nomes na lista dos cientistas mais citados. São cinco pesquisadores na área de Química Medicinal e Biomolecular, cinco na de Sistema Cardiovascular e Hematologia e sete na de Odontologia. Ao mesmo tempo, os 64 profissionais da UFMG listados pela Universidade de Stanford estão distribuídos em 34 áreas diferentes, numa demonstração de que a excelência da Universidade é equilibrada em suas várias redes de pesquisa.

Avanço acima da média nacional
“A ampliação recente da presença da UFMG [no ranking] é proporcionalmente superior à do conjunto brasileiro”, destaca o Escritório de Governança e Dados Institucionais (EGDI) da UFMG em análise sobre os resultados do levantamento. “De 2025 para 2026, a Universidade passou de 57 para 64 perfis [listados no ranking], crescimento de 12,3%, enquanto o total nacional aumentou de 1.461 para 1.510, variação de 3,4%”, explica-se. Em seu relatório, o EGDI também lembrou que a participação relativa da UFMG no montante nacional subiu de 3,90% para 4,24%.

Neste ano, se consideradas todas as instituições do país, independentemente da categoria, e não apenas o contexto das universidades federais, a UFMG situa-se na quarta posição geral, atrás apenas de USP, com 282 nomes, Unicamp, com 105, e Unesp, com 87. Completam o top 10 das instituições brasileiras a UFRJ e a UFRGS, ambas com 63 cientistas, a Fiocruz e a Unifesp, com 35, a UFSC, com 33, e a UFPR, com 29. Os dados relativos à edição 2026 do levantamento Stanford/Elsevier podem ser consultados na plataforma TOpSciNet.

(Centro de Comunicação da UFMG)


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