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Graffiti da Esperança Resistente marca o início da VI Semana de Saúde Mental e Inclusão Social

Saude MentalO campus Saúde da UFMG ganhou um novo visual nesta segunda-feira, 14 de maio. Os grafiteiros do grupo Minas de Minas, juntamente com a comunidade acadêmica, que registrou frases das experiências e visões acerca da saúde mental na universidade, marcaram o início da VI Semana de Saúde Mental e Inclusão Social da UFMG com o Graffiti da Esperança Resistente I, realizado no muro da saída do estacionamento do campus. Frases de conteúdo semelhante também cobriram o muro do prédio da Faculdade de Ciências Econômicas, no campus Pampulha. A grafitagem foi composta também por imagens de pessoas, inspirada na identidade visual do evento, criada pela equipe de Planejamento e Criação do Centro de Comunicação da UFMG.

Teresa Cristina da Silva Kurimoto, professora da Escola de Enfermagem da UFMG e coordenadora geral da VI Semana de Saúde Mental, ressaltou que essa atividade proporciona uma reflexão, e a visibilidade desse espaço propicia que a população que transita pela Avenida Alfredo Balena possa também ser afetada e se sinta convidada a discutir com a comunidade acadêmica sobre Saúde Mental nos tempos atuais.

“Iniciar a Semana de Saúde Mental da UFMG com uma atividade ao ar livre, manifestação e tradução da arte, que é, ao mesmo tempo, convite ao questionamento e discussão, tem um sabor especial. Uma vez que pela arte democrática do graffiti pudemos dar visibilidade à voz de estudantes e trabalhadores da UFMG que, por meio de frases, expressaram como veem a saúde mental na universidade. Estarmos no Campus Saúde marca a iniciativa de fazer circular o discurso da saúde mental em todos os espaços da Universidade. O resultado supera as expectativas. Em primeiro lugar pelo efeito estético. Em segundo lugar pelo quanto afetou os que por ali circulavam. O graffiti deu oportunidade à experiência de pintar o muro, de conversar sobre a saúde mental e de chamar e provocar os que passavam para ler e pensar sobre o significado das frases. Acredito que essa arte cumprira a função de convocação para a reflexão uma vez que, permanecerá mesmo depois da semana”, explicou a professora.
Profa Teresa e Grafiteiros
A artista Carolina Jaued enfatizou que falar sobre saúde mental é muito importante porque está no nosso cotidiano, além de poder mudar o visual do campus Saúde que é uma referência para a comunidade acadêmica. “Os alunos participaram dessa arte, interagiram conosco, isso é muito gratificante. A arte é uma forma de potencializar e mudar também a vida das pessoas que estão em tratamento. Muitas delas veem do interior para tratar nessa região hospitalar, essas cores, a arte, ficam de presente para eles também”.

A aluna do 8º período do curso de Enfermagem da UFMG, Mariana Gonçalves de Souza, presidente do Diretório Acadêmico Marina Andrade Resende (DAMAR ), participou da organização do evento representando os estudantes. Ela ficou responsável por receber as frases que foram grafitadas no muro e comemorou o resultado. "Foi um sucesso, tivemos várias sugestões de frases. É um espaço utilizado como uma ferramenta de intervenção e diálogo com os diversos desafios que os estudantes vivenciam. Ficou muito bonito, recebi diversas mensagens elogiando a iniciativa. É muito bom ter esse retorno dos alunos e perceber que estamos contribuindo”, enfatizou.

JanirJanir de Oliveira Silva, técnica em meio ambiente, estava no campus com o filho que faz tratamento no Hospital das Clínicas, ficou encantada com a arte e também pintou o muro. "As pessoas, muitas vezes, ficam muito focadas só no estudo, sobrecarregadas com os problemas da vida, e, assim, esquecem do outro dom que têm dentro de si: o da arte, do artista. Por isso é importante dividir as coisas, buscar o equilíbrio. Essa atividade proporciona isso”, destacou.

Confira a programação no campus Saúde
Na quinta-feira, 17 de maio, os professores Rubens Tavares, coordenador da Liga Acadêmica de Saúde e Espiritualidade da Faculdade de Medicina da UFMG (Liase), e Sara Paiva, ambos do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da UFMG (GOB), são os convidados da “Oficina de práticas para saúde e bem estar – medicina tradicional chinesa, antroposofia e meditação”, que recebe ainda o médico antroposófico Fabrício Batista e será mediada pela professora de Terapia Ocupacional da UFMG, Regina Ribeiro. O encontro será às 17h no teatro de arena do campus, em frente ao Restaurante Universitário. No mesmo dia, às 18h30, haverá uma oficina para confecção de fantasias para o desfile do Dia Nacional da Luta Antimanicomial, no dia 18 de maio, também no teatro de arena do campus.

Na sexta-feira, 18 de maio, o auditório Maria Sinno, na escola de Enfermagem, recebe a roda de conversa “Protagonismo dos usuários e familiares – o que temos feito?”, com a Associação dos Usuários e Familiares de Serviços de Saúde Mental (Asussam), das 10h às 12h. Às 13h30, no estacionamento do campus, começa a concentração para saída do ônibus para o desfile, com transmissão ao vivo da Rádio UFMG Educativa. O desfile será na praça da Liberdade, a partir das 14h.

Confira a programação completa no site do evento.