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Webconferência aborda tratamento de feridas e coberturas especiais

Solange Godoy WebO Projeto Telenfermagem da EEUFMG/Programa Nacional de Telessaúde realizou, no dia 28 de março, a Webconferência sobre tratamento de feridas e coberturas especiais com a enfermeira Sarah Silva.

A enfermeira orientou a escolha dos melhores tipos de coberturas considerando custo/benefício etapa importante, principalmente se considerar que os ouvintes são de municípios que muitas vezes não têm acesso a todo tipo de cobertura e com um número limitado destas. O intuito era tentar conciliar qualidade a custo. Ela mencionou ainda critérios como a “leitura” da ferida para escolha de cobertura e destacou que um só curativo não preenche todos os requisitos necessários para uma abordagem adequada dessas.

“A respeito dessa abordagem de feridas, prosseguiu-se na escolha dos melhores curativos a partir da perspectiva do Wound Bed Preparation, terminologia usada para descrever o manejo de lesões. Essa sistematização obedece um acrônomo descrito como TIME que são princípios para se seguir para um tratamento adequado e escolha de curativos corretos. Descrito, o termo assume este significado: T: Tecido Inviável ou deficiente; I: Infecção ou inflamação; M: “Moisture” desiquilíbrio de umidade; E: “Edge” Margem da ferida não avança, ou descolamento”, explicou a enfermeira.

De acordo com Sarah, cada um desses tópicos incorrerá em um processo para restabelecimento desses critérios e ao tratar a causa, diagnosticar a lesão e envolver o paciente em seu próprio tratamento, o enfermeiro deverá saber escolher o melhor tipo de cobertura disponível em seu local de atuação.

Ela pontuou, ainda, que para reestabelecer o tecido inviável deve-se observar curativos que tenham poder de desbridamento eficaz, e o dos que foi abordado foi o hidrogel, para feridas necróticas, ou limpas alterando o tempo de vida desta cobertura.

“Ao se observar infecção e inflamação, antissépticos e antimicrobianos devem ser considerados para manejo adequado de feridas. Os antissépticos apresentados seriam a PHMB (Polihexametil biguanida ou Protosan) muito utilizada para feridas contaminadas e para prevenir contaminações em feridas abertas, os curativos que levam em sua composição a Prata (sulfadianida de prata, prata nanocristalina) que realizam dupla ação, a prata como agente bactericida e elementos como o carvão atuando na atenuação do odor; a prata nanocristalina tem efeito bactericida em largo espectro sendo recomendada em feridas mais complexas e o Iodo/Povidine (solução como o Cadexômero Iodo) que é uma pomada efetiva no desbridamento além do Iodo que é um agente bactericida”.

A enfermeira explicou como intervir no Moisture, ou desequilíbrio da umidade. Segundo ela, feridas excessivamente molhadas podem não ser um caminho para todo o processo de cicatrização, mas, as feridas secas também não são indicadas, o ideal mesmo é manter relativamente úmido. Como curativos recomendados ela citou o hidrogel, filmes (transparente estéril, usado como curativo primário ou filme de transparente em rolo para proteção da pele usado como curativo secundário), hidrocolóide, utilizada para feridas superficiais com pouco exsudato, sem sinais de infecção, sendo indicadas para lesão por pressão ou queimaduras e precisando de curativo secundário; alginato de cálcio recomendada para feridas superficiais com exsudato, ou feridas profundas; espumas, encontradas em vários formatos diferentes, adaptáveis para o contexto da ferida a ser tratada podendo ser usada como curativo primário e secundário; absorventes especiais. Abordagens como a bota de Unna e a terapia elástica (bandagem compressiva multicamadas) também foram citadas.

Sarah ressaltou também que o Edge é quando os curativos não são eficazes na melhora da ferida e são necessárias abordagens mais bruscas sobre ela, como o método da terapia por compressão negativa que consiste numa pressão atmosférica para “deformar” e contrair a ferida.” Elas melhoram a perfusão, além de aliviar o edema”, disse.