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Diretor do Laboratório Sys2Diag, da França, ministra aula inaugural da Pós-Graduação em Nutrição e Saúde

AULA INAUGURAL NUTOs alunos do curso de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde participaram, na tarde dessa quinta-feira, 16 de março, da aula inaugural com o tema “Do bacteria control host apetite?”, ministrada pelo diretor do laboratório Sys2Diag, pós-doutor em Bioinformática, Franck Molina, de Monttpelier, França. O objetivo da aula foi abordar a influência das bactérias na vida social humana e como elas afetam o metabolismo e a nutrição.

O palestrante explicou como funciona o microbioma no corpo humano, que são as células microbianas, incluindo bactérias, arqueobactérias, fungos, protistas e vírus, sendo as bactérias, a mais comum no microbioma humano.

Franck discutiu que a sua hipótese que “As bactérias podem controlar o apetite do hospedeiro (ser humano)” traz dois pontos de vista: o primeiro de que o comportamento humano influencia a microbiota intestinal, e o segundo de que a microbiota intestinal influencia o comportamento humano.

De acordo com o palestrante, os recentes avanços na análise de microbiomas trazem uma nova visão sobre a interação do hospedeiro humano com os seus vários microbiomas. “Curiosamente estas interações se relacionam com muitas patologias. Além disso, parece que existem influências do microbioma no comportamento do indivíduo, incluindo efeitos comportamentais”, pontuou. Ainda de acordo com Franck, para investigar a relação entre doenças inflamatórias e a composição da microbiota intestinal existem alças de feedback positivo entre as preferências do hospedeiro para uma determinada dieta, onde, por sua vez, a composição da microbiota intestinal depende desta dieta. “De forma interessante, as preferências alimentares do hospedeiro também parecem ser influenciadas pela microbiota intestinal. Citamos evidências para apoiar esta hipótese. No futuro, abordagens da biologia sintética permitirão o controle desses fenômenos”.

Franck aponta que a importância de uma aula sobre esse assunto para o ambiente acadêmico é a de abrir um pouco mais a cultura científica. “Esse tipo de evento pode abrir um pouco nosso cérebro para unir as especialidades e pensar de uma forma mais integrada”, destacou o pesquisador.