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Ensino Remoto Emergencial é tema de segunda edição especial do Boletim Enformativo

Capa BoletimA Escola de Enfermagem da UFMG lançou nesta quinta-feira, 31, a 2ª Edição Especial do Boletim Enformativo, que tem caráter histórico em função do contexto que se instalou a partir da pandemia do novo Coronavírus. Nesta edição, coordenadores dos colegiados de graduação, pós-graduação, cursos de especialização e estudantes relatam as experiências com o ensino remoto emergencial (ERE), uma das formas encontrada pela Universidade para adaptar as práticas pedagógicas, atividades de ensino, pesquisa e extensão e fortalecer o vínculo com a sua comunidade acadêmica.

A diretora da Escola, professora Sônia Maria Soares lembra que o cenário inicial foi de muitas incertezas, ansiedade, insegurança e dúvidas de como realizar a transposição do ensino presencial para o ensino remoto mediado por plataformas, que exigiam competências e habilidades distantes do nosso cotidiano de ensino-aprendizagem. "Os fóruns de integração docente, mediados pelo CAED, GIZ com apoio da PROGRAD, DTI e do NAI foram fundamentais como espaços de capacitação, debates e reflexões e contribuíram para encorajar o desenvolvimento de competências essenciais para o ERE", destaca.

Ainda não há previsão para o retorno das atividades de ensino na modalidade presencial, mas a Escola de Enfermagem  já iniciou o planejamento da reorganização dos espaços, aprovou o protocolo de Biossegurança e quando for possível haverá o retorno de forma segura e acolhedora. "Podemos dizer que todas as experiências relatadas e descritas neste Boletim, relativas a implementação do ERE na Escola de Enfermagem, resultaram de um trabalho coletivo e colaborativo de docentes, servidores técnicosadministrativos e estudantes. Enfim, vencemos esta primeira etapa, ajustamos muita coisa e seguimos reavaliando constantemente o que ainda precisaremos ajustar. Seguimos com o compromisso de mantermos um debate qualificado em torno das atividades de ensino, na estruturação necessária de processos sem abrir mão da segurança e da qualidade. Os resultados indicam que precisamos prosseguir, pois a tecnologia digital veio para ficar, portanto, precisamos de aprimoramento. Seguimos juntos, trabalhando em colaboração com as instâncias acadêmicas da UFMG", enfatiza a diretora.

A vice-diretora, professora Simone Cardoso Lisboa Pereira, ressalta que a dimensão mais desafiante desse movimento tem sido a socioafetiva, que envolve o enfrentamento da ansiedade e das angústias trazidas pela pandemia e disparadas pelas incertezas, falta da convivência presencial e insegurança quanto a nossa saúde e a dos nossos. "No entanto, esta tem sido a dimensão que tem evidenciado os mais ricos dos frutos: empatia, solidariedade, criatividade e união".