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Com protocolo alinhado às normas sanitárias, RUs do campus Saúde e do ICA reabrem nesta terça

Os Restaurantes Universitários (RUs) do campus Saúde, em Belo Horizonte, e do Instituto de Ciências Agrárias (ICA), em Montes Claros, serão reabertos nesta terça-feira, dia 13, para atender à comunidade universitária. Fechados desde março, em cumprimento às exigências sanitárias impostas pela pandemia de covid-19, os bandejões voltam a funcionar sob rigoroso protocolo de biossegurança, elaborado pelo Comitê de Enfrentamento do Novo Coronavírus da UFMG e pelo comitê local da Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump), com respaldo dos poderes púbicos municipais, que já autorizaram a reabertura de restaurantes para consumo no local. Eles funcionarão de segunda a sexta-feira.

O café da manhã, exclusivo para estudantes assistidos pela Fump (níveis I, II e III de vulnerabilidade social, classificados conforme a renda per capita familiar), será servido das 7h às 8h. O almoço será oferecido às comunidades dos dois campi e, no caso de Montes Claros, terá seu horário estendido em uma hora (das 11h às 14h) para facilitar o escalonamento dos usuários e impedir aglomerações. Antes da pandemia, o bandejão do ICA funcionava das 11h30 às 13h30.

“A proposta de reabertura dos RUS é oferecer acesso à alimentação balanceada para duas as comunidades, de forma segura, tanto para os usuários quanto para os funcionários. Para isso, reforçamos a necessidade de colaboração das pessoas em relação ao uso de máscara e escalonamento no horário de almoço, do distanciamento de dois metros e da desinfeção periódica dos ambientes”, justifica a presidente da Fump, professora Sandra Bianchet.
Temperatura RUs

De acordo com o vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira, a reabertura dos restaurantes do campus Saúde e do ICA justifica-se pela especificidade das atividades neles realizadas, como o próprio serviço de saúde no enfrentamento da covid-19, e de atividades não adaptáveis ao modo remoto. “No caso do campus do ICA, ele fica muito distante de outra opção de serviço de alimentação em Montes Claros”, afirma ele, acrescentando que a retomada, segura e criteriosa, está em consonância com as diretrizes do Plano para o retorno presencial de atividades não adaptáveis ao modo remoto.

Temperatura, distância, máscara e álcool em gel
Na entrada e saída dos restaurantes haverá controle do fluxo de usuários para evitar aglomerações. A temporada corporal também será aferida, e o uso de álcool em gel e de máscara passa a ser obrigatório – a peça facial só poderá ser retirada durante a refeição.

No acesso aos caixas, os usuários serão orientados a utilizar cartão de débito em vez de dinheiro e a higienizarem as mãos após o pagamento. Os guichês e máquinas de cartão também serão higienizados periodicamente.

Dentro dos restaurantes, a pessoas serão instruídas a manter o distanciamento de dois metros e a seguir o sentido de circulação, sinalizados por meio de cartazes, banners e adesivos no chão. Ventiladores foram instalados em pontos estratégicos para direcionar a renovação do fluxo de ar nos salões das refeições, e as mesas terão apenas duas cadeiras em diagonal e barreira física de policarbonato separando os usuários. Os talheres serão embalados individualmente, e a desinfeção de mesas, cadeiras, maçanetas ocorrerá periodicamente.

O modo de servir as refeições (self service) foi adaptado para que os usuários não tenham contato com os alimentos, balcões ou utensílios. Os bebedouros foram interditados, e a água será servida pelos funcionários dos restaurantes.

Treinamento das equipes
A produção das refeições, já orientada pelo Manual de Boas Práticas, direcionado aos estabelecimentos comerciais de alimentos e serviços de alimentação, foi reforçada pelo controle higiênico sanitário rigoroso, que compreende desde a etapa de recebimento das mercadorias até a produção e o modo de servir as refeições.
Os funcionários dos RUs realizaram teste para covid-19 e participaram de treinamentos técnicos e práticos para conhecer o protocolo e ações de prevenção propostas pela UFMG para o retorno ao trabalho presencial.

Eles foram instruídos sobre medidas de proteção e contenção da disseminação da doença, que incluem hábitos individuais e no ambiente familiar, deslocamento no trânsito e orientações de como se portar no ambiente dos restaurantes – higienização frequente das mãos, uso ininterrupto de máscara pelas equipes de produção e de lentes protetoras dos olhos por pessoas que não usam lentes corretivas estão entre as principais medidas.

Os auxiliares de serviços também receberam treinamento específico sobre a desinfecção dos ambientes, com atenção para a limpeza periódica de mesas, cadeiras, corrimãos, maçanetas e superfícies.

Dois testes-piloto para a checagem do protocolo de reabertura foram realizados nos campi, na semana passada, com participação dos integrantes dos comitês locais de biossegurança da Fump e de funcionários da área de administrativa. Em entrevista à TV UFMG, Sandra Bianchet disse que os testes serviram para intensificar as ações de comunicação nos restaurantes. “Basicamente, reforçamos a sinalização em relação aos protocolos, distanciamento, uso de máscara, devolução de bandejas. Enfim, todo o percurso do usuário no restaurante foi avaliado”, afirmou a presidente da Fump à reportagem, que acompanhou o teste realizado na última sexta-feira, dia 9, no bandejão do campus Saúde.
Alimentação balanceada e subsidiada
A oferta de alimentação balanceada para a comunidade acadêmica, em especial para os cerca de oito mil estudantes assistidos pela Fundação Mendes Pimentel, é uma das ações da política de assistência estudantil gerenciada pela Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (Prae). Os estudantes assistidos nos níveis I, II e III – classificados conforme o nível de vulnerabilidade socioeconômica – têm café da manhã, almoço e jantar subsidiados pelo Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes).

Desde a suspensão das atividades presenciais, em 18 de março, e o subsequente fechamento dos restaurantes universitários, os estudantes assistidos têm recebido auxílio financeiro emergencial e complementar, que variam de R$ 120 a R$ 270, para garantir o acesso à alimentação.

(Com Centro de Comunicação da UFMG)