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Processo inédito de autoavaliação da pós-graduação quer conhecer percepção da comunidade

Os membros da comunidade acadêmica vinculados aos programas de pós-graduação stricto sensu da UFMG receberão, ao longo do mês de setembro, questionários que integram processo inédito de autoavaliação do segmento. O objetivo é tornar a pós-graduação mais orgânica e ainda mais forte, estabelecendo metas de consolidação e crescimento sustentável.

A Comissão de Avaliação Diagnóstica da Pós-graduação, instituída em setembro de 2019 pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), e o Conselho Consultivo do projeto, designado em novembro daquele ano pela PRPG, elaboraram seis questionários destinados a coordenadores de programas nos últimos oito anos (períodos 2013-2016 e 2017-2020); docentes que atuam na pós-graduação stricto sensu; professores que não atuam mas são elegíveis; secretários e ex-secretários dos programas; mestrandos e doutorandos; pesquisadores em residência pós-doutoral.

Eysangela seminario

Com a participação ativa desses atores, o novo processo de autoavaliação vai adicionar percepções e informações de caráter qualitativo aos dados que, tradicionalmente, medem o desempenho de programas e cursos. Vai também se somar à avaliação feita pela Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes).
Definição de rumos
A reitora Sandra Goulart Almeida ressalta que este é um momento muito importante para a pós-graduação da UFMG. “Precisamos refletir, como instituição, sobre o que queremos para a nossa pós-graduação, e ouvir a comunidade é crucial para a definição dos rumos que vamos tomar”, afirma.

Ainda de acordo com Sandra, a Universidade tem a pós-graduação consolidada, de excelência, mas é preciso reconhecer que a produção de conhecimento é dinâmica. “Precisamos cuidar continuamente da pós-graduação, que é um dos veículos de nossa interação com a sociedade. A autoavaliação vai contribuir decisivamente para nossa política de curto, médio e longo prazo, sempre na perspectiva inter e transdisciplinar”.

De acordo com o pró-reitor de Pós-graduação da UFMG, professor Fabio Alves, o conceito que guia o processo é o de autoconhecimento, e a escuta da comunidade é fundamental. “Queremos conhecer a visão de todos os segmentos que lidam com a pós-graduação. Essa abordagem é inédita entre nós”, afirma o professor. “Estamos construindo um processo de avaliação diagnóstica que levará à melhora contínua da pós-graduação, que já é considerada de excelência em todas as áreas do conhecimento.”

Cronograma
A partir do dia 8 de setembro, os coordenadores e ex-coordenadores de PPGs serão convidados a preencher os questionários. Com o intuito de mobilizar e esclarecer dúvidas, será realizado um webinar no próprio dia 8, a partir das 14h. O evento, que terá participação da reitora Sandra Goulart Almeida e do pró-reitor Fábio Alves, poderá ser acompanhado no canal da CAC no YouTube (), onde a gravação ficará disponível.

Na semana seguinte, a partir de 14 de setembro, os secretários e ex-secretários de PPGs poderão dar suas respostas. No dia 14 mesmo, às 14h, haverá novo encontro on-line, agora para esses servidores técnico-administrativos, que também ficará disponível para consulta.

A partir do dia 21 deste mês, os docentes e discentes serão convidados a responder os questionários. Nessa mesma semana, serão realizados dois webinars. No dia 21, às 14h, o encontro terá como público-alvo docentes credenciados e não credenciados na pós-graduação; no dia 22, novamente às 14h, será a vez dos discentes (mestrandos, doutorandos residentes pós-doutorais).
Fabio Alves salienta que, embora tenham vínculo de estudantes, assim como os alunos de mestrado e doutorado, os residentes de pós-doutorado responderão a um questionário específico, porque têm um grau diferente de atuação. Ele enfatiza que é importante conhecer também a visão de professores em potencial dos cursos de pós e dos técnicos. “As equipes de secretaria gerenciam os programas, e muitos de seus integrantes trabalham há muitos anos na pós-graduação”, ressalta o pró-reitor. Os questionários têm perguntas objetivas e oferecem espaço ao final para breves comentários. A análise dos resultados contará também com a participação de consultores oriundos de outras instituições.

Além dos padrões mínimos
A autoavaliação da pós-graduação é instrumento previsto pela Capes, com base na convicção de que o sistema pode e deve aprender sobre si mesmo. A agência defende que a avaliação interna favorece a construção de identidade, a heterogeneidade e o envolvimento dos programas entre si, extrapolando os padrões mínimos da avaliação externa.

A UFMG tem 90 programas de pós-graduação stricto sensu, que formam, por ano, mais de 2.300 mestres e doutores. Do total de 161 cursos, 108 são avaliados pela Capes com notas 7, 6 e 5, consideradas de excelência.

No caso da UFMG, segundo o pró-reitor Fabio Alves, a expectativa é que processos de criação, extinção e fusão de programas e cursos resultem, de forma cada vez mais consistente, de uma política institucional. Ele enfatiza ainda que a escuta da comunidade deve se dar com base em confiança mútua entre alunos, professores, gestores e a Comissão de Avaliação Diagnóstica. “As informações e opiniões serão usadas para o aperfeiçoamento do sistema, identificando potencialidades e fragilidades, nunca para julgamentos e medidas restritivas”, afirma Alves.

A pós-graduação da UFMG passou por duas grandes avaliações institucionais na história recente: de 1987 a 1989 e em 2005 e 2006. Essas iniciativas tiveram caráter pontual, e a intenção agora é implementar a autoavaliação como processo permanente, com metodologia própria e unificada. O projeto preconiza a avaliação da estrutura dos programas (grau de atualização e de sintonia com a área de conhecimento), corpo docente (perfil, fluxo de entrada e saída, vinculação), corpo discente (qualificação, índices de evasão, destino dos egressos) e inserção (identidade, vocação, influência em políticas públicas, repercussão regional, internacionalização).

Três grandes colégios
A Comissão de Avaliação Diagnóstica da Pós-graduação, que conduzirá o projeto de autoavaliação e será responsável pelo relatório final, é formada pelo pró-reitor Fabio Alves, a pró-reitora adjunta, Silvia Alencar, o professor Reinaldo Martinez Palhares, da Escola de Engenharia, a professora Denise Oliveira, do Instituto de Ciências Biológicas, a professora Denise Morado, da Escola de Arquitetura, a assistente em administração Zélia Silveira, diretora da Assessoria Acadêmica da PRPG, e o mestrando Daniel Braga. Os professores representam os três colégios do conhecimento (ciências exatas, ciências da terra e engenharias; ciências da saúde e ciências biológicas; ciências humanas, ciências sociais aplicadas, letras e artes).

O Conselho Consultivo, por sua vez, tem nove integrantes que representam as grandes áreas do conhecimento. Suas funções são, entre outras, contribuir para definição de parâmetros de avaliação adequados a cada área, colaborar nos processos de levantamento de dados e análise de resultados e estabelecer o diálogo dos programas entre si e com a Comissão de Avaliação Diagnóstica. A Comissão servirá de base para criação de um colegiado permanente de autoavaliação e de uma diretoria dedicada à avaliação da pós-graduação da UFMG.
(Com Centro de Comunicação da UFMG)