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UFMG prepara professores e estudantes para o ensino remoto emergencial

ensino emergencialA partir da próxima semana, a UFMG retoma as atividades acadêmicas do primeiro semestre letivo de 2020, com a oferta do ensino remoto emergencial para seus cursos de graduação. As diretrizes, estratégias, subsídios e recomendações para garantia de acesso a esse novo regime estão organizados em guias, disponíveis na página do Programa Integração Docente.

“A adoção do Ensino Remoto Emergencial (ERE), regulamentado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), é uma solução temporária e emergencial, enquanto for necessário o distanciamento social como medida de proteção contra a covid-19. Uma situação nova que exige diálogo constante e espírito de solidariedade de todos nós” afirma a pró-reitora de Graduação, Benigna de Oliveira.

Gerenciado pela Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino (GIZ), o Programa de Integração Docente oferece diversas ações de apoio e formação para apropriação de tecnologias e metodologias na mediação dos processos de ensino-aprendizagem.

Segundo a diretora do GIZ, professora Maria José Flores, a página do programa, que traz informações direcionadas a estudantes e professores, abriga tutoriais sobre acesso à plataforma Moodle, recursos disponibilizados no espaço UFMGVirtual, guias e manuais, além de oficinas, webinars e fóruns.

O tutorial Moodle traz dicas para navegação na plataforma e suas ferramentas. Durante a pandemia, 850 docentes foram atendidos em minicursos e oficinas on-line, milhares de docentes e demais membros da comunidade acadêmica acompanharam cinco fóruns on-line, cinco webinars e duas webconferências. Além disso, mais de 1,5 mil usuários do minhaufmg acessaram os tutoriais sobre o Moodle e demais recursos disponibilizados no espaço UFMGVirtual e 450 estudantes foram atendidos na oficina gestão do tempo. Também foram elaborados um guia exclusivo para os estudantes sobre netiqueta e interação no Moodle no contexto do ensino remoto e vários guias e ações das unidades acadêmicas sobre ferramentas digitais para o ensino.

Guias para ensino remoto emergencial e acessibilidade
Lançados nesta terça-feira, os guias foram produzidos pela Câmara de Graduação, com base na atuação de Grupos de Trabalho (GTs), constituídos por estudantes, professores e servidores técnico-administrativos, e sistematizados por representantes do GIZ, do Centro de Apoio ao Ensino a Distância (Caed) e da Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI).

O guia para ensino remoto emergencial nos cursos de graduação está organizado em três partes. A primeira traz 26 diretrizes para os docentes, sobre estratégias de ensino-aprendizagem, de uso de tecnologias digitais de informação e comunicação e de ambientes virtuais de aprendizagem, de processos avaliativos e acompanhamento, de distribuição de carga horária e de aferição de assiduidade para realização das atividades remotas.

“Considerando a situação excepcional e emergencial, também foram consideradas as especificidades de atividades curriculares como as práticas de laboratórios, as práticas profissionais e estágios supervisionados, para as quais existem legislações específicas”, observa a professora Maria José Flores.

Na segunda parte, o documento oferece referências de organização e planejamento de ensino e recomendações sobre as tecnologias disponíveis para sua realização no âmbito do ERE. Por fim, apresenta subsídios teóricos sobre concepções de ensino-aprendizagem, avaliação e tecnologias digitais no ensino.

No guia de acessibilidade, os docentes podem conferir as orientações do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI) sobre como organizar suas práticas de ensino garantindo o acesso e permanência dos estudantes com deficiência.

Esforço institucional
De acordo com a pró-reitora Benigna de Oliveira, a UFMG vem desenvolvendo, nos últimos meses, um trabalho coordenado para garantir a qualidade da oferta de suas atividades acadêmicas em um cenário desafiador. “A criação do Programa Integração Docente e a política de inclusão digital, esta sob a coordenação da Pró-reitoria de Assuntos Estudantis, são resultados desse esforço institucional para apoiar os professores e estudantes e prepará-los para assumir suas atividades, usando as tecnologias de comunicação e informação”, acrescenta.

Segundo a pró-reitora, as atividades presenciais foram suspensas temporariamente no dia 18 de março, mas a comunidade universitária não parou. Pelo contrário: ela se uniu para pensar, analisar e propor soluções. “A UFMG respondeu prontamente à sociedade, com atividades de pesquisa e extensão. Agora, a retomada das atividades em regime remoto é o compromisso para manter o ensino gratuito e de qualidade, pensando no acesso, na permanência dos estudantes com deficiência, indígenas, quilombolas e em situação de vulnerabilidade social”.

Diretrizes
Para a retomada do ensino no formato remoto emergencial, a pró-reitora de Graduação reforça a necessidade da colaboração entre professores e estudantes e a constante avaliação do processo. “Tudo é muito novo e, por isso, é esperado que as pessoas sintam insegurança e tenham dificuldades. Mas, com o esforço da instituição e com o diálogo constante entre corpo docente, estudantes e servidores técnico-administrativos, acreditamos que será possível conduzir a retomada da melhor maneira possível neste momento de aprendizagem para todos nós”, afirma.

A Câmara de Graduação, responsável pela formulação das diretrizes do ERE, também contará com comissão própria e da área de avaliação institucional da Universidade para monitorar o processo. Segundo a professora Benigna, o objetivo é identificar dificuldades vivenciadas pelos colegiados, estudantes e docentes – do ponto de vista pedagógico e da relação professor-aluno – e no que diz respeito à própria infraestrutura de ensino. "Também vamos identificar as experiências exitosas, que poderão ser compartilhadas", destaca Benigna.
(Com Centro de Comunicação da  UFMG)