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Estudantes compartilham experiências de protagonismo na extensão

Pela primeira vez, a Jornada de Extensão da UFMG ocorreu no ambiente virtual. Nesta terça-feira, 7 de julho, a força e o protagonismo dos estudantes durante a pandemia da covid-19, a reinvenção da extensão na Universidade e o fortalecimento da atuação nas comunidades foram os destaques da programação do evento, transmitido pela internet com tradução em Libras.

A estudante do curso de Publicidade e Propaganda da UFMG Luiza Nestor representou a Clínica de Direitos Humanos (CdH), vinculada à Divisão de Assistência Judiciária (DAJ) da Faculdade de Direito. Ela expôs sua experiência na comunicação da CdH e sua contribuição para a aplicação do conceito de litigância estratégica para a defesa e promoção dos direitos das populações vulnerabilizadas. “É uma forma ou ferramenta para a solução de casos gerais de violação de direitos humanos recebidos pela Clínica, em especial envolvendo grupos como a população LGBT e a carcerária”, explicou.


foto1 imagelargeAo mediar debate com estudantes, professora Maria Inês, da FAO, destacou qualidade da extensão produzida na UFMG

Ao falar dos resultados do projeto Apoio às equipes de saúde da família no enfrentamento da epidemia da covid-19 por meio de dispositivos remotos, da Escola de Enfermagem, a doutoranda Isabela de Caux Bueno afirmou que a iniciativa “permite a integração e compartilhamento de experiências entre alunos, professores e serviços de saúde, as quais são fundamentais para novas práticas em saúde e em enfermagem no enfrentamento à covid-19 em comunidades parceiras”.

Um dos mais antigos programas de extensão da Universidade, o Carro Biblioteca foi representado pela bolsista e aluna do curso de Biblioteconomia Luana Bozi. Ela apresentou o projeto Rádio Janela, que, durante a quarentena, tem levado cultura, histórias e notícias confiáveis sobre a pandemia a comunidades com dificuldade de acesso à internet. “O projeto surgiu de uma demanda das localidades que eram atendidas presencialmente pelo programa. Pessoas, em sua maioria, carentes e excluídas, por exemplo, das redes sociais encontram na Rádio Janela uma maneira de ter acesso a informação, cultura e entretenimento”, afirmou Luana.

Renovação
Os convidados e o público da 19ª Jornada também participaram de debate conduzido pela coordenadora do Centro de Extensão da Faculdade de Odontologia, Maria Inês Barreiros Sena. Segundo a professora, a UFMG tem dado respostas rápidas aos grandes problemas relacionados à desigualdade social agravada pela pandemia do novo coronavírus.

“A capacidade de invenção e renovação ficou clara neste encontro, que mostra a qualidade da extensão produzida na UFMG”, destacou Maria Inês, que reiterou a importância da atuação dos discentes na pandemia. “Não é possível fazer extensão sem os estudantes, e a Jornada nos demonstra esse protagonismo e a interação dialógica adequados à nova realidade.”

Luiza Nestor, com a intérprete Aline Peixoto: ferramenta contra violação de direitos humanos
Reprodução - YouTube
Fortalecimento
Ao comentar os desafios enfrentados pela UFMG e a importância de se manter “acesa” a tradição da Jornada, a reitora Sandra Goulart Almeida afirmou que a pandemia é um “divisor de águas” para a Universidade e a sociedade. “Neste momento tão complexo, é muito importante realizarmos um evento como este, que nos faz refletir sobre os desafios que nos acompanham hoje e nos acompanharão ao longo dos próximos anos”, afirmou Sandra, acrescentando que a pandemia também “marca uma mudança de comportamento da sociedade, exigindo mais inclusão e solidariedade com o próximo e o planeta”.

A pró-reitora de Extensão, Claudia Mayorga, abordou os principais eixos de atuação da extensão no momento e as ações que têm sido desenvolvidas durante a quarentena, agradecendo especialmente a participação dos estudantes. “A UFMG não parou quando suspendemos as atividades presenciais, no dia 19 de março. Pelo contrário, a Universidade se reinventou e fortaleceu seu diálogo com os setores da sociedade, tendo os estudantes como protagonistas neste contexto”, disse Claudia, enfatizando ainda que “está provado que é possível, sim, fazer extensão em uma conjuntura de distanciamento social”.

Professores e alunos do Centro de Musicalização Integrada (CMI), da Escola de Música, que celebra 35 anos de atuação extensionista, exibiram uma interpretação especial para o evento da música Sal da terra, de Beto Guedes. Antes, a diretora do CMI, professora Angelita Broock, convidou o público a conhecer as iniciativas de formação musical para crianças e adultos por meio de webinários e redes sociais.

O vídeo da 19ª Jornada de Extensão está disponível no canal da Coordenadoria de Assuntos Comunitários CAC) da UFMG no YouTube.

Os estudantes que se inscreveram no evento poderão obter certificado por meio de resposta a formulário de avaliação disponível no site da Jornada.

(Com Assessoria de Comunicação da Proex)