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UFMG define diretrizes para retomada das atividades em regime remoto emergencial

O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) definiu, em sessão nesta quinta-feira, dia 25, diretrizes para o retorno das atividades acadêmicas na UFMG de forma remota emergencial em meio à pandemia de Covid-19. O órgão aprovou resolução que estabelece que os programas de pós-graduação stricto sensu e lato sensu terão suas atividades reiniciadas a partir da próxima quarta-feira, 1º de julho, respeitando as necessidades e contingências de cada curso e do corpo discente.

Campus SaudeOs cursos de graduação, por sua vez, retornam em um prazo mínimo de seis semanas. A decisão veio após reunião realizada com coordenadores, conforme recomendação da Câmara de Graduação. Ficou estabelecido que o reinício do primeiro período letivo ocorrerá a partir de 3 de agosto.

Em relação aos cursos de mestrado, doutorado e especialização, a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, que presidiu a reunião on-line do Cepe, informa que a Câmara de Pós-graduação deverá designar uma comissão para acompanhar a implantação e execução de atividades remotas emergenciais.

No caso da graduação, explica a reitora, a Câmara de Graduação deverá, nesse prazo de seis semanas, fornecer, com base em propostas elaboradas por grupos de trabalho (GTs), diretrizes para regulamentar a oferta de atividades acadêmicas curriculares na modalidade remota emergencial. Os GTs, compostos de docentes e discentes, estão trabalhando no estabelecimento de diretrizes de estratégias de ensino-aprendizagem, atividades avaliativas e regime acadêmico. “Caberá aos colegiados, com base nessas diretrizes, programar as atividades que poderão ser ofertadas remotamente. Para isso, haverá um período para ajustes das matrículas. Também serão definidas ações para avaliação e monitoramento das estratégias adotadas nas três fases previstas para o processo de retomada das aulas, conforme descrito no documento Síntese das reflexões e recomendações", explica Sandra Goulart.

A primeira etapa da retomada consiste em diagnóstico, planejamento, regulamentação da oferta e integralização de atividades acadêmicas complementares e de atividades destinadas aos concluintes, além de ações de formação docente. Para a segunda etapa do processo, está prevista a adoção do ensino remoto emergencial propriamente dito. Na terceira etapa, o ensino remoto emergencial coexistirá com a ampliação gradual das atividades presenciais.

Também ficou decidido que um novo calendário escolar será elaborado. “Isso será feito pelo próprio Cepe, com base nas reflexões das câmaras de Graduação, Pós-graduação, Pesquisa e Extensão”, informa Sandra Goulart.

Ampla consulta
A reunião desta quinta-feira foi convocada para que os conselheiros analisassem as propostas concebidas com base nas consultas às unidades, aos colegiados de Graduação e de Pós-graduação, aos centros de extensão e aos núcleos de pesquisa. O resultado das consultas foi, primeiramente, sistematizado pelas câmaras de Graduação e de Pós-graduação, apresentado e debatido em reuniões do Cepe, em 10 de junho, e do Conselho Universitário, em 15 de junho.

Em seguida, os documentos foram encaminhados às unidades acadêmicas para que fosse dado conhecimento à comunidade universitária e fossem colhidas reflexões e sugestões adicionais com o objetivo de subsidiar o Cepe nas decisões sobre início da retomada das atividades acadêmicas de graduação e de pós-graduação.

Formação docente
Diante da necessidade de consolidação de plano de ação emergencial para apoio à comunidade acadêmica na preparação para o ensino no contexto de crise pandêmica, foi criado o Programa Integração Docente – ações formativas para as práticas pedagógicas. O Programa é resultado de articulação entre a Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino (GIZ/Prograd), o Centro de Apoio à Educação a Distância (Caed) e a Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), em integração com o Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI), o Cedecom e a Coordenadoria de Assuntos Comunitários (CAC).

Desde maio, têm sido disponibilizados, para a comunidade acadêmica, fóruns, oficinas, cursos, webinars e outras ações virtuais de apoio ao uso de tecnologias digitais no ensino. Até o momento, foram oferecidas, por meio de oficinas e minicursos, aproximadamente 1 mil vagas para formação de docentes e 450 vagas para estudantes.

Inclusão digital
Uma das principais preocupações da UFMG em seu processo de retomada das atividades acadêmicas em regime remoto emergencial é garantir a qualidade de acesso à internet e a equipamentos para estudantes de graduação e de pós-graduação. O vice-reitor Alessandro Fernandes Moreira explica que uma série de ações foi elaborada e será posta em prática imediatamente. As propostas, que tiveram por base os resultados preliminares da consulta aos estudantes de graduação e de pós-graduação, foram formuladas em conjunto pelas pró-reitorias de Assuntos Estudantis, de Graduação e de Pós-graduação, pela Fundação Universitária Mendes Pimentel (Fump) e pelo Comitê de Acompanhamento de Estudantes.

Os estudantes de pós-graduação, por exemplo, já podem participar da chamada de acesso à internet – para a compra de pacote de dados –, lançada nesta semana. Os interessados devem preencher formulário socioeconômico. Já os estudantes de graduação serão beneficiados com chamadas de acesso à internet, de aquisição de notebook, de equipamentos para alunos com deficiência e de apadrinhamento, coordenadas pela Fump. Esses processos serão deflagrados já na próxima semana.

Outra frente de ação é o empréstimo de notebook a estudantes de graduação e de pós-graduação, cuja chamada também será aberta na próxima semana. Estudantes indígenas e quilombolas também receberão apoio específico. “É um projeto que será lançado no próximo mês”, informa o vice-reitor Alessandro Moreira.

Além disso, a rede de internet sem fio nas moradias universitárias será reestruturada, com previsão de entrega na segunda semana de agosto.
(Com Centro de Comunicação da UFMG)