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Evento online com docentes dos cursos da saúde debate retomada de atividades de ensino

INTEGRAÇÃO DOCENTE2

Como planejar as atividades nos cursos de saúde de forma segura com a garantia de igualdade de acesso e a qualidade do ensino? Com o objetivo de discutir possíveis respostas a essa pergunta, a Pró-reitoria de Graduação, por meio da Diretoria de Inovação e Metodologias (GIZ) e do Centro de Apoio à Educação a Distância (Caed), e a Diretoria de Tecnologia da Informação DTI promovem nesta quarta-feira, 10, a partir das 13h, o fórum on-line Cursos da saúde: o planejamento da retomada de atividades de ensino com segurança, equidade e qualidade.

O evento, que será transmitido pelo canal da Coordenadoria de Assuntos Comunitários (CAC) no YouTube com tradução simultânea em Libras, realizada pela equipe do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI), abordará temas como as questões envolvidas no processo de retomada das aulas, os resultados de consulta feita pelos cursos a estudantes e professores da área sobre as condições para ensino, as perspectivas de estágios profissionais e a percepção dos estudantes nesse período.

As apresentações serão feitas pelos professores Maria Gabrielle de Lima, do curso de Biomedicina, Ênio Lacerda Vilaça, da Odontologia, Adriane de Medeiros, da Fonoaudiologia, e Sônia Viana, da Gestão em Serviços de Saúde. A pró-reitora de Graduação, Benigna de Oliveira, fará a abertura do evento.

Os graduandos Marcus Vinícius Cruz, de Medicina, e Raul Chaves, de Psicologia, também participam do fórum, que vai contar, ainda, com os representantes da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Diego Pereira, coordenador de Inserção Ensino-Serviço, do Hospital das Clínicas da UFMG, Fabiana Kakehasi, e do Hospital Risoleta Tolentino Neves, Rafael Barbuto.

União de esforços
O fórum marca o lançamento oficial do programa Integração docente: ações formativas para as práticas pedagógicas, promovido em parceria pela Prograd, por meio do Caed e GIZ, e DTI, para oferecer, aos professores da Universidade, fóruns, oficinas, cursos, webinars e outras ações virtuais para auxílio ao uso de tecnologias digitais no ensino. A programação e todas as informações estão disponíveis na página do programa.

De acordo com a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, o cenário de pandemia exige uma reflexão aprofundada sobre ambientes virtuais para a retomada das atividades de ensino. “Nossa intenção é procurar encontrar caminhos para a oferta de algumas atividades e assegurar, ao mesmo tempo, o acesso dos estudantes aos conteúdos e às aulas remotas”, afirma ela. Essa preocupação é respaldada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - Tecnologia da Informação e Comunicação (Pnad Contínua TIC) de 2018, segundo a qual 25% dos brasileiros ainda não têm acesso à internet. “A desigualdade social em nosso país tem muitas faces, inclusive a desigualdade digital direta e indireta. Na minha avaliação, se a UFMG contribuir, de alguma forma, para mitigar esta forma de exclusão, estaremos cumprindo nossa missão de instituição pública”, afirma a reitora.

Sem improvisos
Para a pró-reitora de Graduação, Benigna de Oliveira, a Universidade está diante de um enorme desafio no momento em que planeja a retomada das atividades de ensino. “Essa preparação exige muitos cuidados, e devemos evitar os improvisos, de forma que sejam assegurados os princípios da equidade e da qualidade das práticas pedagógicas, conforme temos reiterado”, defende a pró-reitora.

Benigna conta que a Câmara de Graduação realizou uma consulta com os colegiados de curso, e uma das perguntas tratava da avaliação das condições de acesso e domínio, pelos docentes, de ferramentas computacionais e práticas pedagógicas que se valem de tecnologias digitais e atividades didáticas com acompanhamento remoto. “A análise dos questionários ainda está em andamento, mas a avaliação preliminar já demonstrou, como esperado, a complexidade e a diversidade das situações e das demandas apresentadas pelos cursos”, disse ela. Em relação aos docentes, a pró-reitora identifica que a maior parte está disposta a enfrentar esses desafios, “mas gostaria de ter acesso a processos de formação e orientações sobre como se preparar para desenvolver suas atividades nesse novo contexto da melhor forma possível”.

Os passos iniciais já foram dados, explica a diretora do GIZ, Maria Flores Batista. “Reunimos nossas competências e iniciamos um intenso trabalho coletivo buscando integrar esforços e oferecer apoio e formação à comunidade acadêmica, inicialmente, aos docentes e aos estudantes", conta Maria Flores.

Antes mesmo do lançamento oficial do programa, as unidades vêm prestando suporte à comunidade acadêmica, por meio das oficinas propostas pelo GIZ, e das assessorias pedagógicas e tecnológicas, feitas pelo Caed e pela DTI, que também são responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção do Espaço UFMG Virtual, ambiente hospedado no Minha UFMG e disponível a todos os docentes. Nele, são postados conteúdos sobre a plataforma de aprendizagem virtual Moodle, como tutoriais, apresentação de novas ferramentas e fóruns para esclarecimento de dúvidas. “Nossa intenção é prestar suporte aos professores para, neste momento tão cheio de incertezas, pensar formas de utilizar recursos tecnológicos digitais para adaptar as atividades de suas disciplinas”, projeta Eliane Palhares, do Caed.

No âmbito da tecnologia da informação, a UFMG trabalha para encontrar um software eficaz e simples. “Estamos atentos aos softwares livres, ou seja, de código aberto. Mas também temos estudado tecnologias proprietárias [códigos fechados], mas que oferecem versões gratuitas. São variáveis importantes, mas o fundamental é que a tecnologia escolhida seja compatível com a disponibilidade dos equipamentos dos docentes e dos estudantes e adequadas às atividades a serem desenvolvidas”, afirma o professor Dorgival Guedes, diretor de Tecnologia da Informação.

(Com Assessoria de Comunicação do Caed / UFMG)