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Projeto de extensão da nutrição elabora materiais educativos sobre a Covid-19 para os portadores de sofrimento mental

Em tempos de pandemia do novo coronavírus, mudanças estão acontecendo em todas as esferas do conhecimento. Esse é o caso do projeto de extensão “Educação Nutricional para Portadores de Sofrimento Mental”, que teve início em 2012 com o objetivo de promover modos de vida saudável aos portadores de sofrimento mental do Centro de Convivência Arthur Bispo do Rosário de Belo Horizonte, mas que atualmente está focado em elaborar materiais educativos para o público-alvo a respeito de prevenção e cuidado ao Covid-19. Os informativos desenvolvidos pelo projeto, que é coordenado pela professora Marlene Azevedo Magalhães Monteiro, do Departamento de Nutrição da Escola de Enfermagem da UFMG, serão divulgados por meio do Whatsapp dos usuários e nas mídias sociais da Escola, uma vez que está em vigor o distanciamento social.

material educativonutCom uma linguagem simples, os informativos elaborados até o momento abordaram temas relacionados ao Covid-19: como higienizar os alimentos, como higienizar os objetos e utensílios de sua casa, como higienizar as mãos corretamente e como higienizar as compras. “Realizar a educação em saúde, constituída sob as perspectivas atuais, apresenta, como premissa central, a construção contínua da interação entre saberes, incitando os usuários do Centro de Convivência na busca pelo desenvolvimento daqualidade de vida, em um processo dialógico, no qual o educador e educando contribuem com suas potencialidades. É assim, por meio dos informativos, que os portadores de sofrimento mental poderão adquirir mais autonomia e auxiliar na sua inclusão social”, explica a professora Marlene Monteiro.

Os Centros de Convivência são um dos serviços que contribuem para a construção do projeto de inserção das pessoas portadoras de sofrimento mental na sociedade, sendo fundamentais no processo de desinstitucionalização. O Centro de Convivência Arthur Bispo do Rosário, através de diversas oficinas oferecidas para proporcionar o resgate da cidadania do portador de sofrimento mental, atende os psicóticos e neuróticos graves, adultos que se encontram em tratamento na rede de saúde mental pública e privada. “Dentro desse contexto de reinserção na sociedade, nós destacamos a importância da alimentação e da nutrição como direitos humanos fundamentais e requisitos básicos para promoção e proteção da saúde. A Educação Alimentar e Nutricional é considerada um importante instrumento para promoção de hábitos alimentares saudáveis, e nesse projeto utilizamos oficinas educativas baseadas em processos lúdicos e interativos que contribuem para a mudança de hábitos alimentares, modificam crenças, valores, atitudes, práticas e relações sociais em torno da alimentação”, relata a professora.

Nessa ação de extensão são utilizados cartazes e imagens ilustrativas como alternativa para promover a aprendizagem. “Dentro dessa proposta atual, onde há mudanças nos âmbitos familiar, social e cultural, o objetivo é levar informações para os portadores de sofrimento mental de uma forma simples e objetiva. A situação em que vivemos é singular e incerta, mas que possa ser uma ponte para novos aprendizados para os portadores de sofrimento mental.E, a partir do acesso a informação, os portadores de sofrimento mental poderãopassar por esse momento com mais tranquilidade”, finaliza.

Além da professora Marlene Monteiro, o projeto conta também com a professora Amanda Márcia dos Santos Reinaldo, do Departamento de Enfermagem Aplicada da EEUFMG e da aluna bolsista do curso de Nutrição, Rayane Rodrigues Pereira Carioca.
Redação: Vívian Mota - estagiária de jornalismo
Edição: Rosânia Felipe- Jornalista