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Quem pode doar sangue durante a pandemia?

DOAÇAO DE SANGUEO número de doadores de sangue, que já é baixo, sofreu uma queda desde a chegada da covid-19, de acordo com a Fundação Hemominas. A situação já se encontrava delicada em virtude das férias e feriados prolongados, além do aumento dos casos de dengue. Outros pacientes em tratamento para tipos de câncer, por exemplo, demandam transfusões constantes.

Os tipos sanguíneos O negativo, O positivo e AB negativo merecem destaques por estarem em estado de alerta, por apresentarem uma grande queda no seu estoque. “Todos os tipos de sanguíneos são necessários e bem-vindos, mas, no momento, esses são os que apresentam queda no banco de sangue”, informa a Fundação.

De acordo com a professora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da UFMG, Suely Meireles, uma das classes de doenças que mais frequentemente demandam transfusões são as oncológicas. É importante ressaltar que, mesmo diante da pandemia, as consultas referentes a essa doença não podem ser canceladas, bem como as quimioterapias.

“As clínicas oncológicas, hematológicas, os transplantes e as urgências e emergências clínicas e cirúrgicas demandam o uso de sangue de forma constante. Por isso, necessitamos que os doadores não parem de fazer as doações de sangue”, esclarece.

A Hemominas indica que os doadores verifiquem os estoques divulgados diariamente no site e redes sociais da Fundação para que possam se programar de acordo com a necessidade no momento. Confira os critérios.

Segurança dos doadores
Uma preocupação comum nesse momento é a segurança do doador. As unidades de Minas Gerais, segundo a Fundação Hemominas, se preparam utilizando medidas de higienização e prevenção. “Só serão aceitas caravanas de doadores de, no máximo, 10 pessoas; as salas de espera das unidades, como as de coleta do sangue, foram reorganizadas de forma a garantir um distanciamento mínimo de 1 metro entre os doadores’’, informam. Durante a pandemia, o atendimento será mediante agendamento via online ou pelo MGapp.

A Fundação Hemominas enfatiza que, apesar da insegurança que a pandemia do coronavírus traz, é essencial que as pessoas saudáveis doem sangue, pois a demanda é diária, e o sangue não se compra, não se vende, é fundamental para atender tanto os pacientes de doenças hematológicas assistidos nas unidades da própria instituição, quanto os que estão nos hospitais à espera de transfusão.

Em relação às restrições referentes a covid-19, os candidatos que tiveram contato com pessoas infectadas são considerados inaptos a doar sangue pelo período de, no mínimo, 14 dias. Já aqueles que foram infectados pelo vírus, estão inaptos por 30 dias após completar a recuperação. Pessoas que apresentam resfriado comum estão aptos 30 dias após o término dos sintomas.

Até o momento, não existe evidência de transmissão transfusional dos coronavírus, portanto, as orientações são medidas de precaução. Em paralelo, pessoas que tiveram dengue, zika e chikungunya recentemente devem aguardar o período estabelecido pelo Hemominas para poderem doar sangue.

O projeto de extensão “Registro Hospitalar de Câncer: uma estratégia na atenção oncológica” está em campanha para mobilizar agendamento de doadores. Confira o cartaz e use a #precisamosdevocê nas redes sociais para participar.

Doação de plasma
De Acordo com a professora Suely Meireles, a transfusão de plasma tem suas indicações habituais no atendimento a pacientes de urgência e emergência devido a perda de grande quantidades de volume sanguíneo e em outras doenças como coagulação intravascular disseminada, choque séptico e outros.

Já o tratamento com o uso do plasma convalescente foi utilizado em outras epidemias. Utilizar o plasma de pessoas que se recuperam da covid-19 surgiu como uma possibilidade nos países que apresentaram os primeiros casos. No entanto, ainda é cedo para afirmar a sua efetividade. O Hemominas está se preparando para fazer estudos utilizando o plasma de pessoas recuperaram junto a pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG. “Uma das dificuldades é encontrar um doador entre os casos leves, devido à necessidade de comprovação laboratorial da infecção pela covid-19”, explica a instituição.

Caso for confirmado a sua efetividade, a coleta do plasma será feita por aférese no doador apto para a coleta, passará por uma triagem em duas etapas. Na primeira, será verificado se ele está apto para doar e coletados exames para confirmar a cura e outros exames normais dos doadores de sangue. Depois, a doação será feita em uma máquina que já é usada para coleta de plaquetas. Apenas um volume pequeno de plasma será doado e o restante do sangue é devolvido ao doador. Esse volume retirado é reposto em poucas horas pelo próprio organismo.
(Com Centro de Comunicação da UFMG)