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Alta incidência de doenças crônicas entre brasileiros é mais um motivo para ficar em casa

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) revela que 66 milhões de brasileiros adultos têm pelo menos uma doença crônica e se enquadram no chamado grupo de risco da Covid-19.Esse número estimado pela PNS equivale a cerca de 45% da população brasileira, isso significa que essa parcela significativa da população é mais frágil diante de uma possível infecção pelo novo coronavírus e pode sofrer as consequências de maneira muito mais severa.

Esse é o tema do terceiro episódio da série “Por que ficar em casa?”, produzida pela Rádio UFMG Educativa, com a professora Deborah Carvalho Malta, da área de Epidemiologia e Saúde Pública da Escola de Enfermagem da UFMG. Ela conta o que já se sabe sobre a relação entre doenças crônicas e a Covid-19 e por que essa alta incidência entre os brasileiros é mais um motivo para restringir ao máximo a circulação de pessoas neste momento.

DiabetsradioufmgApesar do novo coronavírus ser novidade para todo mundo, inclusive para a comunidade científica, já existem evidências de que pessoas com doenças crônicas são mais vulneráveis à doença. “Nós temos muitas evidências que mostram que os pacientes com doenças crônicas prévias, ou que tenham algum tipo de comorbidade ou doença associada, quando eles adquirem o coronavírus, pode levar a uma piora desse quadro. Temos já alguns estudos que mostram que os idosos e as pessoas que têm doenças prévias ou comorbidades associadas com morbidades crônicas, em geral, elas têm mais gravidade na evolução do Coronavírus”, explica a professora Deborah Malta.

Os estudos ainda estão em andamento. Tudo o que se sabe sobre o Covid-19 ainda é escasso e há muito a avançar do ponto de vista das pesquisas. Mas algumas pesquisas já estão adiantando que o coronavírus também teria certa predileção pelo músculo cardíaco, então, quem tem uma doença cardíaca prévia, como hipertensão arterial e arritmias, também faz parte do grupo de risco. “As doenças crônicas não transmissíveis estão em um grupo que incluem as doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular encefálico, as doenças crônicas respiratórias, como a asma, o enfisema e o doença pulmonar obstrutiva crônica, os diversos tipos de câncer, a diabetes, dentre outras. Além da hipertensão e o colesterol alto, que também são doenças crônicas bem conhecidas pelos brasileiros”, esclarece a professora.

Diante desse cenário perigoso em que tantas pessoas se encontram vulneráveis, o isolamento social, ou seja, ficar em casa, é a medida mais prudente a ser adotada e isso vale para toda a população, e não apenas para quem é do grupo de risco. “É importante lembrar que neste momento ainda não temos tratamento ou vacina para combater o Covid-19, então a única forma de impedir que o vírus se espalhe e se dissemine é o isolamento social, cada um ficando na sua casa. É imperativo que os pacientes idosos e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis fiquem em casa em isolamento social, sem contato com crianças ou pessoas mais jovens, que são os principais vetores do vírus.”
(Com Rádio UFMG Educativa)