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Professora do Departamento de Nutrição elabora materiais para o Ministério da Saúde sobre alimentação adequada e saudável

Metodologia de trabalho em grupos para ações de alimentação e nutrição na Atenção Básica; Desmistificando dúvidas sobre alimentação e nutrição; e Na cozinha com as frutas, legumes e verduras. Esses foram três livros de sete materiais importantes elaborados para quem promove e se interessa pela alimentação adequada e saudável, lançados no dia 7 de julho, na sede do Ministério da Saúde, em Brasília. As publicações são frutos da parceria entre a Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde (CGAN/DAB/SAS/MS) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio da professora do Departamento de Nutrição da EEUFMG, Aline Cristine Souza Lopes, e colaboradores, com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/Brasil).
A professora ressalta a importância dos materiais. “Eles foram criados objetivando disponibilizar aos profissionais de saúde e demais interessados ações de promoção da alimentação adequada e saudável, pautadas em evidências científicas e aplicáveis na realidade dos serviços de saúde. Para isto, a equipe de pesquisa da UFMG contou com importante participação de técnicos da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte e do Ministério da Saúde. Ela enfatizou, ainda, que apesar dos avanços da ciência para conhecer os efeitos benéficos de uma alimentação saudável, ainda é crescente a epidemia de obesidade e demais doenças crônicas no mundo. “Materiais como este poderão contribuir para aprimorar as ações desenvolvidas na Atenção Básica e, consequentemente, melhoria da qualidade de vida e de saúde da população.”
Sobre a parceria entre a UFMG e o Ministério da Saúde, Aline destacou a integração de objetivos e o alinhamento com as diretrizes nacionais de alimentação e nutrição, propostas no Guia Alimentar para a População Brasileira. “Já estamos trabalhando em parceria com o Ministério da Saúde há alguns anos, sempre em iniciativas que contribuam para a qualificação da promoção da alimentação adequada e saudável no âmbito do SUS. Estes materiais são um ótimo exemplo de uma parceria bem sucedida entre Universidade-Serviço de Saúde-Gestão”, ressaltou.
O lançamento aconteceu durante coletiva em que o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, assinou Portaria que estabelece que restaurantes, cantinas e lanchonetes que funcionarem nas dependências do MS e de suas entidades devem fornecer alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias, que contemplem todos os grupos alimentares (cereais, raízes e tubérculos, verduras e legumes, frutas, castanhas e outras oleaginosas, leite e derivados, carnes, ovos e pescados), em consonância com as diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira.
“A mudança precisa acontecer de dentro para fora”, justificou o ministro ao explicar que a Portaria passa a valer, inicialmente, para todas as unidades do Ministério da Saúde. Mas, o objetivo é estendê-la aos demais órgãos do governo federal, estados e municípios. O ministro pretende, ainda, promover ações de incentivo para a alimentação saudável voltadas para alunos das escolas públicas no âmbito do Programa Saúde na Escola (PSE), cuja gestão é compartilhada com o Ministério da Educação (MEC).
Materiais lançados: 
Instrutivo: metodologia de trabalho em grupos para ações de alimentação e nutrição na atenção básica
Desmistificando dúvidas sobre alimentação e nutrição - material de apoio para profissionais de saúde
Na cozinha com as frutas, legumes e verduras
Folder - Tenha mais atenção com a alimentação em seu dia a dia
Folder - Obstáculos para uma alimentação adequada e saudável
Folder - Habilidades culinárias
Folder - A escolha dos alimentos

Hábito alimentar dos brasileiros
Ricardo Barros também apresentou os resultados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (ERICA), segundo o qual, entre os 20 alimentos mais consumidos pelos jovens brasileiros, os refrigerantes estão entre os seis primeiros, à frente das hortaliças e frutas. Realizado pelo Ministério da Saúde e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), este estudo inédito aponta um índice de 8,4% de obesidade entre meninos e meninas de 12 a 17 anos.
O ERICA é um estudo de âmbito nacional, de base escolar, cujo objetivo foi estimar a prevalência do diabetes mellitus, obesidade, fatores de risco cardiovascular e de marcadores de resistência à insulina e inflamatórios em adolescentes (12 a 17 anos). Foram entrevistados jovens que frequentam escolas em cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, conduzido nos de 2013 e 2014. Foram avaliadas 71.791 adolescentes em 1.247 escolas de 124 municípios.
(Com informações da Agência Saúde)