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Enfermeira domiciliar da Prefeitura de Belo Horizonte fala sobre Oxigenoterapia

No dia 27 de novembro, a mestranda do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG Tatiana Saraiva, enfermeira domiciliar da Prefeitura de Belo Horizonte, foi conferencista da webconferência do Projeto Telenfermagem da EEUFMG sobre “Oxigenoterapia: cuidados domiciliares” para os municípios cadastrados pelo Programa de Telessaúde Brasil Redes.

Tatiana SaraivaEla explicou que Oxigenoterapia Domiciliar Prolongada (ODP) é uma terapia respiratória não invasiva, que consiste na administração de oxigênio em uma concentração maior que aquela encontrada na atmosfera ambiental, com a meta do fornecimento de transporte adequado de oxigênio no sangue, enquanto diminui o trabalho da respiração e o estresse sobre o miocárdio.

A enfermeira esclarece que a administração de O2 domiciliar existe há aproximadamente 50 anos, entretanto, somente a partir dos anos 70 é que se confirmou que a OD melhorava a qualidade e prolongava a expectativa de vida de pacientes portadores de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) com hipoxemia crônica.

Explica, ainda, que a insuficiência respiratória crônica costuma ser a fase final de diversas enfermidades respiratórias como DPOC, fibrose pulmonar, graves deformidades torácicas e bronquiectasia adquirida. “Os pacientes que vivem com hipoxemia e, muitas vezes, hipercapnia, apresentam importante comprometimento físico, psíquico e social com deterioração da qualidade de vida, freqüentemente de forma importante. Além disso, esses pacientes apresentam repetidas complicações, com numerosas internações hospitalares e conseqüente aumento do custo econômico para todos os sistemas de saúde”, pontuou.

Tatiana enfatiza que a enfermagem, por meio das Estratégias de Saúde da Família, tem papel fundamental no atendimento a clientes portadores de doenças respiratórias graves que fazem uso de oxigenoterapia domiciliar por tempo prolongado, realizando visitas domiciliares. “O atendimento a pacientes com ODP antes era apenas de familiares, o que poderia ocasionar uma assistência deficiente, hoje, com o avanço da ciência e tecnologia, os pacientes podem contar com a assistência de enfermagem em seus domicílios, sendo assim a equipe da Estratégia Saúde da Família, precisa estar preparada para dar subsídio necessário a estes clientes”.

Em muitos momentos, de acordo com a enfermeira, pacientes e familiares recebem os equipamentos de oxigenoterapia, mas não possuem um acompanhamento rotineiro por profissionais de Saúde, fazendo com que o custo seja exacerbado e a forma de utilização inadequada, podendo prejudicar a saúde dos pacientes. O cuidado a pacientes que estão em Oxigenoterapia Domiciliar Prolongada se torna mais eficaz e eficiente quando for acompanhado periodicamente por uma equipe de atenção domiciliar. “A equipe de Saúde deve orientar detalhadamente como a ODP deve ser usada no domicílio, visto que, muitas vezes, observa-se o seu uso inadequado, seja por desconhecimento dos riscos pelos próprios usuários ou por orientação pouco esclarecedora por parte da equipe responsável”, conclui.